<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526</id><updated>2011-09-05T09:21:27.990-03:00</updated><title type='text'>Cousas Diplomáticas</title><subtitle type='html'>Um Blog complementar ao meu Blog anterior (paulomre.blogspot.com), no qual pretendo continuar falando de livros, disponibilizando materiais de leitura e discutindo questões da atualidade econômica e política brasileira e internacional.
Paulo Roberto de Almeida (www.pralmeida.org)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>153</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114420023097407275</id><published>2006-04-04T22:15:00.000-03:00</published><updated>2006-04-05T02:00:06.976-03:00</updated><title type='text'>Sorry folks, de mudança, outra vez...</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;De mudança...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Comunico que, desde este 4 de abril, por motivos que independem de minha vontade (esta mula empacou outra vez...), me mudei deste Blog: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cousas Diplomáticas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://diplomaticas.blogspot.com/"&gt;http://diplomaticas.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para este para novo endereço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Diplomatizando&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://diplomatizando.blogspot.com/"&gt;http://diplomatizando.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114420023097407275?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114420023097407275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114420023097407275&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114420023097407275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114420023097407275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/04/sorry-folks-de-mudana-outra-vez.html' title='Sorry folks, de mudança, outra vez...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114418031390276132</id><published>2006-04-04T16:49:00.000-03:00</published><updated>2006-04-05T01:55:14.623-03:00</updated><title type='text'>329) Meu blog empacou, outra vez...</title><content type='html'>Parece que é uma fatalidade: assim que a gente se afeiçoa a alguma coisa nova e bonitinha, vem a "fatalidade" -- que deve ser uma deusa de muito mau humor -- e provoca um incidente qualquer e acaba com a alegria dos incautos. O estrago foi feio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, este meu blog empacou outra vez. Já é a segunda vez em menos de três meses: vinha eu caminhando, alegremente, com o meu primeiro blog (&lt;a href="http://paulomre.blogspot.chttp://www.blogger.com/img/gl.link.gifom/"&gt;http://paulomre.blogspot.com/&lt;/a&gt;), quando a mula do Blogger (que pertence ao Google, essa maléfica entidade multinacional) cismou de não aceitar mais nada. &lt;br /&gt;Não teve jeito: tentei de uma forma, tentei de outra, apelei para os deuses da cibernética, mas nada, a mula ficou onde estava e não arredou mais dali. ISto foi em 20 de janeiro de 2006, pouco mais de um mês da inauguração do blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí abri o meu segundo blog interativo, este "Cousas Diplomáticas", que acabou sendo complementado por três outros: um de &lt;a href="http://praresenhas.blogspot.com/"&gt;Book Reviews&lt;/a&gt;, outro &lt;a href="http://pracademia.blogspot.com/"&gt;Academia&lt;/a&gt;, para minhas aulas, e um terceiro, &lt;a href="http://textospra.blogspot.com/"&gt;Textos PRA&lt;/a&gt;, espécie de "depósito geral" para materiais os mais diversos.&lt;br /&gt;Pois agora o meu "Cousas" -- que não se perca pelo nome -- resolveu parar no meio do caminho como um imenso bloco de granito. Não se move, nem para frente, nem para trás.&lt;br /&gt;Só implodindo. Pois foi o que decidi fazer agora, "fechando" este e abrindo um outro, na seqüência imediata das postagens, inaugurando-o, portanto, sob o número 330.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o novo blog: &lt;a href="http://diplomatizando.blogspot.com/"&gt;Diplomatizando&lt;/a&gt;: &lt;a href="http://diplomatizando.blogspot.com/"&gt;http://diplomatizando.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitem, façam críticas, mandem comentários, mas por favor: não invoquem a deusa da fatalidade outra vez pois parece que ela é irascível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114418031390276132?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114418031390276132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114418031390276132&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114418031390276132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114418031390276132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/04/329-meu-blog-empacou-outra-vez_04.html' title='329) Meu blog empacou, outra vez...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114402847750052162</id><published>2006-04-02T21:59:00.000-03:00</published><updated>2006-04-02T22:48:19.646-03:00</updated><title type='text'>328) Um site dedicado a livros e temas de relações internacionais...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6502/1950/1600/31WorkingonBooks.1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6502/1950/320/31WorkingonBooks.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Convite de “reinauguração” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos aqueles interessados em temas de relações internacionais, em especial em sua vertente econômica, de política externa brasileira e de relações exteriores do Brasil (não são exatamente a mesma coisa), em questões de política internacional e suas diferentes vertentes regionais, em especial da América Latina, em processos históricos de desenvolvimento econômico, na globalização, na regionalização, com especial ênfase na construção do Mercosul e nas negociações comerciais regionais, hemisféricas (Alca) e multilaterais (OMC), mas também em questões financeiras internacionais, sem esquecer os investimentos diretos estrangeiros, em políticas macroeconômicas nacionais e setoriais, não olvidando a educação e a formação de recursos humanos...&lt;br /&gt; ufa!...&lt;br /&gt; com destaque especial para os livros e os debates em torno de todas essas questões acima citadas, e o que mais aparecer,&lt;br /&gt; estão convidados a fazer uma visita ao meu site pessoal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.pralmeida.org"&gt;www.pralmeida.org&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; (que foi reformado, não está sob nova direção, mas consegui corrigir algumas imperfeições existentes anteriormente, como links quebrados, ausência de arquivos, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sua estrutura é simples (mas tem muita coisa dentro de cada uma das seções).&lt;br /&gt; O site está basicamente dividido em três seções substantivas:&lt;br /&gt; 1) &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Livros&lt;/span&gt; (meus, editados por mim, colaboração e outros):  &lt;a href="http://www.pralmeida.org/01Livros/1NewBoooks/0Livros.html"&gt;http://www.pralmeida.org/01Livros/1NewBoooks/0Livros.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 2) &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Trabalhos originais&lt;/span&gt; (a lista completa de meus trabalhos, em ordem cronológica):  &lt;a href="http://www.pralmeida.org/03Originais/00Originais.html"&gt;http://www.pralmeida.org/03Originais/00Originais.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 3) &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Trabalhos publicados&lt;/span&gt; (apenas aqueles que foram formalmente publicados):  &lt;a href="http://www.pralmeida.org/02Publicacoes/00Publicacoes.html"&gt;http://www.pralmeida.org/02Publicacoes/00Publicacoes.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Além disso, existem links para listas de colaborações minhas a sites como:&lt;br /&gt;1) &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Relnet&lt;/span&gt; (Colunas de Relnet, revista Cena Internacional e boletim Meridiano 47): &lt;br /&gt; &lt;a href="http://"&gt;http://www.pralmeida.org/06LinksColabor/01Relnet.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;2) &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Parlata&lt;/span&gt; (apenas resenhas de livros, grandes, pequenas, enormes...)&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.parlata.com.br/parlata_indica.asp"&gt;http://www.parlata.com.br/parlata_indica.asp&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;3) &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Espaço Acadêmico&lt;/span&gt; (coluna mensal sobre temas variados, em geral sobre o Brasil)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.espacoacademico.com.br/arquivo/almeida.htm"&gt;http://www.espacoacademico.com.br/arquivo/almeida.htm&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;4) Outras colaborações sob a forma de resenhas de livros para revistas como:&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Desafios do Desenvolvimento&lt;/span&gt;: &lt;a href="http://www.pralmeida.org/06LinksColabor/03Desafios.html"&gt;http://www.pralmeida.org/06LinksColabor/03Desafios.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Plenarium&lt;/span&gt;: &lt;a href="http://www.pralmeida.org/06LinksColabor/04Plenarium.html"&gt;http://www.pralmeida.org/06LinksColabor/04Plenarium.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em cada uma das grandes seções, eu seleciono, regularmente, alguns trabalhos mais importantes, publicados ou inéditos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Chega de informação, está feito o convite para visitas. Só não vou poder quebrar uma garrafa de champagne por ocasião deste “lançamento” porque isso poderia quebrar o meu computador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;br /&gt;www.pralmeida.org&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114402847750052162?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114402847750052162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114402847750052162&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114402847750052162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114402847750052162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/04/328-um-site-dedicado-livros-e-temas-de.html' title='328) Um site dedicado a livros e temas de relações internacionais...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114398816503487628</id><published>2006-04-02T11:28:00.000-03:00</published><updated>2006-04-02T11:29:25.063-03:00</updated><title type='text'>327) Como anda essa frente de esquerda na América Latina?</title><content type='html'>Apenas transcrevendo matéria do jornal &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Estado de São Paulo&lt;/span&gt; deste domingo, 2 de abril de 2006: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Bolívia vai retomar controle dos campos da Petrobrás&lt;br /&gt;Decreto que será publicado neste mês transformará multinacionais petroleiras em prestadoras de serviços&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nicola Pamplona&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo boliviano vai transferir à estatal local Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPFB) o controle sobre os campos de petróleo e gás hoje em mãos de companhias multinacionais, lista que inclui a brasileira Petrobrás. Um novo modelo contratual, que reserva às atuais concessionárias o papel de operadoras de poços, está em gestação no Ministério dos Hidrocarbonetos boliviano, e será apresentado ainda em abril, em decreto que regulamenta a nacionalização das reservas do país. As empresas terão seis meses, após a publicação do decreto, para se adaptar às novas regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo defendido pelo ministério prevê que as petroleiras deixem de ser concessionárias de exploração e produção para se tornarem prestadoras de serviço da YPFB, mudança que desagrada a todas as companhias. O titular da pasta, Andrés Soliz-Rada, promete negociar a solução mais conveniente com as empresas. Mas a Lei dos Hidrocarbonetos de 17 de maio de 2005, que nacionalizou as reservas, determina que todas as atuais concessionárias migrem para os novos contratos. "O Estado tem decisão soberana sobre os hidrocarbonetos", comenta Jorge Teles, assessor de Soliz-Rada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Estado é o dono das reservas. Já os caminhões, equipamentos e sondas de perfuração continuam sendo das empresas", diz o assessor do ministério. O decreto em elaboração pelo governo põe em prática a nacionalização das reservas que, na teoria, já vigora desde a publicação da Lei dos Hidrocarbonetos. A YPFB será o braço operacional do Estado no setor de petróleo e gás, explica Teles, e terá participação em todos os negócios no País. A empresa, que durante uma década atuou apenas no gerenciamento de contratos de compra e venda, está sendo reestruturada para assumir as novas funções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contratos de prestação de serviços são comuns em países do Oriente Médio, México e Venezuela, por exemplo. Segundo este modelo, as empresas são remuneradas pela operação dos poços, com tarifas reguladas. Na Bolívia, desde 1996, vigora um modelo de concessões semelhante ao brasileiro, no qual as petroleiras assumem os riscos exploratórios e, em caso de descoberta, se comprometem com os investimentos para produzir as reservas. A produção pertence aos concessionários, que têm autonomia para negociar melhores condições de venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não nos interessa ser prestadores de serviços", afirma o presidente da Petrobrás Bolívia, José Fernando de Freitas. "Nenhuma empresa está disposta a ter papel tão submisso e tão secundário", resume um executivo de multinacional com negócios na Bolívia. Na quarta-feira, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, manifestou pela primeira vez o desconforto com o andamento do processo, surpreendendo os bolivianos pelo tom duro das declarações. A manifestação gerou resposta rápida do ministro Soliz-Rada, que, na manhã seguinte, pediu mais cordialidade nas conversas, mas sinalizou que não vai ceder a pressões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante das críticas das empresas, o governo avalia se publicará modelo alternativo de contrato. Uma das propostas seria entregar participação acionária nos projetos à YPFB, garantindo à estatal parcela da produção de petróleo e gás. Mas, no Ministério dos Hidrocarbonetos, a avaliação é que o contrato de prestação de serviços é o instrumento que melhor atende aos interesses bolivianos. Teles sustenta que não se trata de confisco e diz que o governo quer parcerias. Mas é grande o risco de radicalização dos discursos, apontam observadores bolivianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É provável que o discurso nacionalista se acirre, porque o governo está em plena campanha para conseguir maioria na Assembléia Constituinte que será convocada este ano", aponta o analista político Gonzalo Chavez, da Universidade Católica Boliviana. "O discurso político está entorpecendo a realidade. Esse embate não leva a nada", diz fonte do governo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É natural que em períodos de petróleo caro os governos queiram rever contratos. Mas as medidas não podem ser tomadas unilateralmente", diz Freitas. Soliz-Rada anunciou que o ministério fará auditorias nas concessões atuais, com o objetivo de definir os termos dos contratos. A idéia é reduzir a margem de lucro dos projetos com investimentos amortizados, como o campo gigante de San Alberto, da Petrobrás, cita Teles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114398816503487628?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114398816503487628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114398816503487628&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114398816503487628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114398816503487628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/04/327-como-anda-essa-frente-de-esquerda.html' title='327) Como anda essa frente de esquerda na América Latina?'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114395170412502118</id><published>2006-04-02T01:20:00.000-03:00</published><updated>2006-04-02T01:21:44.126-03:00</updated><title type='text'>326) Da série: fábulas fabulosas</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Formiguinha Feliz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Coisas do mundo corporativo...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Todos os dias a Formiga produtiva e feliz chegava ao escritório. Ali transcorria os seus dias, trabalhando e cantarolando uma velha canção de amor.&lt;br /&gt;        Era produtiva e feliz, mas não era supervisionada. O Marimbondo, gerente geral, considerou o fato impossível e criou um cargo de supervisor, no qual colocaram uma Barata com muita experiência.&lt;br /&gt;        A primeira preocupação da Barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída, além de preparar belíssimos relatórios.&lt;br /&gt;        Bem depressa se fez necessária uma secretaria para ajudar a preparar os relatórios e, portanto, empregaram uma aranhazinha, que organizou os arquivos e se ocupou do telefone. Em quanto isso, a formiga produtiva e feliz trabalhava e trabalhava.&lt;br /&gt;        O Marimbondo, gerente geral, estava encantado com os relatórios da Barata, e terminou por pedir também quadros comparativos e gráficos, indicadores de gestão e analise das tendências. Foi, então, necessário empregar uma Mosca ajudante do supervisor, e foi preciso um novo computador com impressora colorida. &lt;br /&gt;        Logo a Formiga produtiva e feliz parou de cantarolar as suas melodias e começou a lamentar-se de toda aquela movimentação de papeis que tinha de ser feita.&lt;br /&gt;        O Marimbondo, gerente geral, concluiu, portanto, que era o momento de adotar medidas: criaram a posição de gestor da área onde a Formiga produtiva e feliz trabalhava.&lt;br /&gt;        O cargo foi dado a uma Cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial. A nova gestora de área - claro - precisou de um computador novo, e quando se tem mais do que um computador, a Internet se faz necessária. A nova gestora logo precisou de um assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajuda-la a preparar o plano estratégico e o orçamento para a área onde trabalhava a Formiga produtiva e feliz.&lt;br /&gt;        A Formiga já não cantarolava mais, e cada dia se tornava mais irascível. "Precisaremos pagar para que seja feito um estudo sobre o ambiente de trabalho um dia desses", disse a Cigarra. Mas um dia, o gerente geral - ao rever as cifras - se deu conta de que a unidade na qual a Formiga produtiva e feliz trabalhava não rendia muito mais.&lt;br /&gt;        E assim contratou a Coruja, consultora prestigiada, para que fizesse um diagnostico da situação.&lt;br /&gt;        A Coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um relatório brilhante com vários volumes e custo de "vários" milhões, que concluía: &lt;br /&gt;    "Ha muita gente nesta empresa".&lt;br /&gt;        E assim, o gerente geral seguiu o conselho da consultora e demitiu a Formiga, por que andava muito desmotivada e aborrecida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114395170412502118?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114395170412502118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114395170412502118&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114395170412502118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114395170412502118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/04/326-da-srie-fbulas-fabulosas.html' title='326) Da série: fábulas fabulosas'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114394953166191138</id><published>2006-04-02T00:44:00.000-03:00</published><updated>2006-04-02T01:11:27.413-03:00</updated><title type='text'>325) Esquerda versus direita: de volta a um velho debate...</title><content type='html'>Ainda faz sentido a velha divisão política entre esquerda e direita?&lt;br /&gt;Provavelmente não, mas a despeito de toda a evolução relativamente consensual conhecida pela humanidade, em termos de políticas econômicas e práticas democráticas, desde que esses dois conceitos – e a realidade que eles exprimem – foram criados, no contexto da Revolução francesa, na década final do século XVIII, o fato a ser ainda inquestionavelmente reconhecido é que essa divisão persiste.&lt;br /&gt; De certa forma, ela se aprofunda em certos países. Não em todos, certamente, mas em vários de tradição social e sindical mais “confrontacionista”, os conceitos e os alinhamentos políticos dela derivados ainda encontram forte respaldo nos cenários políticos, em especial na Europa e na América Latina. Nos Estados Unidos e em certos países asiáticos as realidades políticas parecem bem mais matizadas, tornando virtualmente impossível a classificação dos grupos segunda a divisão clássica esquerda versus direita. Em relação aos EUA, observadores estrangeiros acreditam que os democratas estariam mais à esquerda – em função, provavelmente de sua maior vinculação com os meios sindicais e com as políticas ditas de ação afirmativa – e os republicanos – identificados com o “grande capital” – seriam os representantes da “direita”, mas isso não faz o menor sentido para quem conhece a realidade social e política daquele país. &lt;br /&gt; Resta que, na Europa e na América Latina, sobretudo, grupos partidários, escolas de pensamento econômico e atores sociais continuam a se situar num espectro político que vai da extrema esquerda à direita conservadora, estes bem mais na Europa do que na América Latina, onde ninguém quer ser, honestamente, de direita ou conservador. Mesmo os liberais pró-mercado chegam a reconhecer, entre nós, a necessidade do Estado, em vista das “desigualdades sociais”.&lt;br /&gt; Aqui parece estar, precisamente, a raiz da divisão histórica, ou clássica, que ainda justifica a existência desses dois agrupamentos genéricos (dentro dos quais se encontram as diversas “seitas” pertencentes à família maior): a esquerda reivindica a si mesma uma identificação com a resolução de determinados problemas sociais via forte atuação do Estado e políticas indutoras de transformação, ao contrário dos “liberais”, ou direitistas, que confiariam mais nas forças de mercado para que essa correção se faça.&lt;br /&gt; O tema ainda voltou à baila, a partir das eleições ocorridas na América Latina no período recente, quando líderes identificados com as “causas populares” foram eleitos com ampla maioria de votos. Falou-se de uma “esquerdização” na América Latina, cujo sentido foi assim expresso por uma autoridade política: &lt;br /&gt; “O que há, sem dúvida nenhuma, é uma tendência de governos mais comprometidos com reformas sociais, com maior autonomia em relação às grandes potências do mundo e maior vontade de integração regional. Se você identificar esquerda com a visão de progresso, reforma social, democracia e com forte defesa dos interesses nacionais, a resposta à sua pergunta é sim.” (entrevista da jornalista Eliane Cantanhêde com o chanceler Celso Amorim, Folha de São Paulo, 23.01.06). &lt;br /&gt; A julgar por esse tipo de resposta, a identidade da esquerda se resumiria, portanto, na visão de progresso, na reforma social, na democracia e na defesa dos interesses nacionais, com defesa da autonomia em relação às potências mundiais. Mas, se questionarmos algum dirigente liberal, ou mesmo conservador, ele certamente não se oporia a nenhum desses objetivos, dizendo que ele também é favorável a reformas sociais, desde que preservados os princípios básicos da economia de mercado, da livre iniciativa, da autonomia das partes em regimes puramente contratuais – isto é, com interferência mínima nas relações trabalhistas, por exemplo –, princípios estes que raramente seriam lembrados por algum dirigente de “esquerda”. Ele ainda poderia agregar que é também favorável à abertura econômica, ao acolhimento ao capital estrangeiro, à liberalização do comércio, elementos que dificilmente poderiam ser encontrados num discurso da esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os elementos principais que separam a esquerda da direita, assim, poderiam ser identificados mais com o ideário econômico, do que com as formas de organização política. Com raríssimas exceções, poucos hoje em dia ousariam defender a “ditadura do proletariado” ou um regime político dividido claramente em classes “dominantes” e classes “dominadas”, sendo que aquelas estariam representadas pela burguesia e pelos latifundiários, obviamente. Mas, melhor do que tentar interpretar o pensamento da esquerda, uma vez que apenas ela parece reivindicar ainda este rótulo, seria o ato de dar-lhe diretamente a palavra, para que ela mesma exponha as suas posições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Num recente documento do Partido dos Trabalhadores (PT), preparado para expor suas idéias e razões no Fórum Social Mundial de Caracas (24 a 29 de janeiro de 2006), lê-se claramente a auto-designação desse partido como sendo de esquerda: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “A nova direção nacional do PT, eleita no dia 18 de setembro de 2005, tem plena consciência do que está em jogo, tanto para o Brasil quanto para a América Latina: não permitiremos o retorno, ao governo federal, de partidos comprometidos com o ideário neoliberal, com os interesses do capital financeiro e dos Estados Unidos. Por isto mesmo, o Partido dos Trabalhadores envidará todos os seus esforços para que a esquerda saia vitoriosa nas eleições de 2006.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E como a esquerda deve sair vitoriosa em 2006? Em primeiro lugar construindo uma “alternativa ao modelo neoliberal”, mas essa alternativa, tanto quanto o “modelo” não se encontram explicitados em nenhum lugar do texto. Outros elementos aparecem mais adiante, ao pretender o PT “conduzir a reforma do Estado, estabelecendo mecanismos de controle social, implementando mecanismos de democracia direta e participação popular”. Ainda no terreno econômico, o que se quer é “crescer distribuindo renda e riqueza, com inflação e juros compatíveis com uma sociedade livre da ditadura dos interesses financeiros. Recusamos em absoluto as propostas que visam reduzir os gastos sociais (como a proposta de ‘déficit zero’). Do que necessitamos é aprimorar a gestão do Estado para ampliar os investimentos públicos e os gastos sociais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Creio que aí estão resumidas algumas das idéias econômicas da esquerda, pelo seu mais abalizado partido de massas no Brasil. A partir daí se pode, portanto, traçar um pequeno quadro do que separa, ainda, a esquerda da direita no Brasil (e, em grande medida, na América Latina).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O primeiro elemento a ser aqui notado, na caracterização das diferenças entre esquerda e direita, seria que a primeira é “instintivamente” anti-capitalista, ainda que pouca gente na esquerda, atualmente, acredite, que se vá conseguir “liquidar”, de fato, com o chamado “modo de produção capitalista”. A esquerda continua a xingar o capitalismo e a acusá-lo das piores perversões sociais, mas uma vez no poder se contenta apenas em administrar o capitalismo realmente existente. &lt;br /&gt; Ou seja, a esquerda só é socialista da boca para fora, como rótulo cômodo, ou ainda para retomar uma velha tradição de lutas sociais que supostamente está identificada com o combate às mazelas da época “gloriosa” do capitalismo manchesteriano, quando a burguesia triunfante tratava o proletariado como modernos escravos das galés, e ostentava sua riqueza fumando charutos sobre um saco de dinheiro (esta é, pelo menos, a imagem clássica do capitalista sem alma). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que a esquerda consegue ser, de fato, é estatizante, por acreditar, sinceramente, que o Estado é um instrumento útil e mesmo necessário para a correção dessas mazelas sociais criadas pelo capitalismo, a começar pela desigualdade distributiva e pela existência de “desequilíbrios de mercado”, que importa corrigir pela mão sempre lúcida do planejador social. Trata-se aqui do principal divisor de águas entre a esquerda e a direita, uma vez que esta última é mais propensa a acreditar nas soluções de mercado, como o meio mais justo, e inerentemente mais racional e eficiente, para redistribuir ganhos derivados do esforço individual.&lt;br /&gt; Sim, aqui aparece outra característica distintiva: a esquerda é coletivista ou “social”, enquanto a direita prefere as liberdades individuais e a liberdade de iniciativa, com retenção de ganhos para o detentor dos “meios de produção”, ao passo que a esquerda privilegia a redistribuição da “riqueza social”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No plano político, “mecanismos de controle social, implementando mecanismos de democracia direta e participação popular”, como expresso no documento do PT, soa como heresia aos ouvidos da direita, que prefere apenas a “democracia pura”, que a esquerda chama de “formal” ou “burguesa”, pretendendo, então, dar-lhe conteúdo social ou econômico. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Estes são, creio, os elementos centrais da tradicional divisão entre esquerda e direita. Como vivemos em regimes de escassez e de fortes desigualdades distributivas, que a esquerda atribui às estruturas inerentemente injustas da sociedade capitalista, e que a direita apenas credita a mecanismos de mercado, essa divisão promete continuar no futuro previsível, sem que alguma conciliação seja possível entre linhas tão díspares de concepção do mundo e da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Restaria, então, para aprofundar o debate, examinar a consistência intrínseca e a validade empírica – isto é, submetida ao teste da realidade – das propostas respectivas da esquerda e da direita para a resolução (pacífica, entenda-se, uma vez que as revoluções não são planejadas, mas simplesmente ocorrem) desses contenciosos que não são apenas filosóficos, mas têm a ver com a própria organização política, social e econômica das sociedades humanas. &lt;br /&gt; Essa tarefa fica, entretanto, para uma próxima oportunidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;br /&gt;Brasília, 24 de janeiro de 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114394953166191138?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114394953166191138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114394953166191138&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114394953166191138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114394953166191138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/04/325-esquerda-versus-direita-de-volta.html' title='325) Esquerda versus direita: de volta a um velho debate...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114393629979875687</id><published>2006-04-01T21:01:00.000-03:00</published><updated>2006-04-01T21:10:50.613-03:00</updated><title type='text'>324) Itamaraty abre novas vagas em caráter excepcional</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6502/1950/1600/meteoro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6502/1950/320/meteoro.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vejam a nota de imprensa distribuída hoje pelo Itamaraty: novas vagas, excepcionais, estão sendo criadas, mas a lotação já está determinada que será em consulados necessitados de mão-de-obra e nas novas embaixadas africanas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ministério das Relações Exteriores&lt;br /&gt;Assessoria de Imprensa do Gabinete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palácio Itamaraty&lt;br /&gt;Térreo&lt;br /&gt;Brasília - DF&lt;br /&gt;CEP: 70170-900  Telefones: 0(xx) 61-3411-6160/2/3&lt;br /&gt;Fax: 0(xx) 61-3321-2429&lt;br /&gt;E-mail: imprensa@mre.gov.br&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Nota nº 224 - 01/04/2006&lt;br /&gt;Distribuição 22 e 23&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Itamaraty amplia os serviços de atendimento consular e lotação de embaixadas em postos classificados como C – Medida Provisória&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em vista o atendimento consular adequado da comunidade brasileira no exterior (que tem crescido exponencialmente na última década), bem como a lotação emergencial de funcionários diplomáticos e administrativos nos novos postos que estão sendo abertos em países africanos e levando em consideração que o processo normal de recrutamento, efetuado em bases anuais pelo Instituto Rio Branco, não tem permitido atender de forma conveniente as necessidades decorrentes dessa dupla expansão, o Senhor Presidente da República, informado pelo Ministro de Estado das Relações Exteriores, decidiu enviar ao Congresso Nacional medida provisória determinando a abertura imediata de vagas nas carreiras diplomática (em número de 100 novas vagas) e de oficiais chancelaria (em número de 150 novas vagas), a serem preenchidas por concurso direto e posse imediatamente posterior aos exames de seleção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editais nesse sentido estarão sendo publicados proximamente de maneira a habilitar os candidatos interessados a prestar os concursos em 12 capitais brasileiras. As novas vagas a serem criadas por esses concursos diretos excepcionais serão necessariamente preenchidas nos consulados mais necessitados de novos recursos humanos e nos novos postos diplomáticos que estão sendo criados em países da África. Informação ulterior trará o quadro de vagas em cada um dos postos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114393629979875687?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114393629979875687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114393629979875687&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114393629979875687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114393629979875687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/04/324-itamaraty-abre-novas-vagas-em.html' title='324) Itamaraty abre novas vagas em caráter excepcional'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114393350399698623</id><published>2006-04-01T20:16:00.000-03:00</published><updated>2006-04-01T21:28:57.510-03:00</updated><title type='text'>323) América Latina: males de origem</title><content type='html'>Respostas a questões colocadas por jornalista da revista &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ComCiência&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://www.comciencia.br/"&gt;http://www.comciencia.br/&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;1. Com relação aos Estados Unidos e sua política externa, os democratas e os republicanos agem de forma diferente. Essa ascensão de governos de esquerda seria fruto da política seguida pelos republicanos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRA: As diferenças entre os dois grandes partidos americanos, Democrata e Republicano, em temas de política externa, são bem menos sensíveis do que no amplo espectro das políticas econômicas e sociais, nas quais pode-se detectar uma adesão mais enfática dos republicanos a medidas de corte liberal, ou pró-mercado, e uma preferência maior dos democratas por políticas de cunho social-democrático, de caráter mais ou menos intervencionista ou “dirigista”. Ainda assim, cabe considerar que os oito anos de Bill Clinton foram excepcionalmente caracterizados por disciplina fiscal e adesão aos princípios da globalização – liberalização financeira, regras do consenso de Washington etc. – ao passo que a administração alegadamente “conservadora” de George Bush tem demonstrado maior irresponsabilidade na vertente fiscal. &lt;br /&gt;De toda forma, não existem praticamente diferenças no plano da política externa, onde os dois grupos defendem praticamente os mesmos princípios vinculados aos interesses americanos de segurança estratégica e de conquista de novos mercados e de garantias aos investimentos externos das empresas americanas. A única diferença aqui registrada pode ser caracterizada pela maior adesão dos democratas aos esquemas multialteralistas da ONU – mas de forma algo diluída – e uma opção preferencial dos republicanos pelo unilateralismo de tipo imperial. Mas, isso se manifesta no plano mais geral, não tendo praticamente nenhuma influência sobre a política externa dos EUA para a América Latina, na qual fica praticamente impossível distinguir políticas específicas de democratas ou republicanos. &lt;br /&gt;No que se refere, entretanto, à questão colocada, deve-se observar, antes de mais nada que a pretendida ascensão de governos de esquerda em alguns países da América Latina não tem absolutamente nada a ver com a supostos efeitos da política “imperial” patrocinada pelos republicanos, uma vez que a América Latina praticamente não faz parte do “mapa estratégico” da grande potência. As mudanças políticas observadas nos últimos anos na região obedecem a dinâmicas políticas rigorosamente nacionais, não constituindo respostas a hipotéticas políticas da grande potência hegemônica. As manifestações e protestos conduzidos por grupos de esquerda e movimentos anti-globalizadores podem até dar essa impressão, mas não são esses os fatores que explicam a ascensão ao poder de partidos políticos mais ou menos identificados com a esquerda ou com movimentos ditos populares na América Latina.&lt;br /&gt;As crises políticas observadas na Venezuela, na Bolívia, no Equador, bem como as sucessões eleitorais no Brasil, na Argentina, no Uruguai, no Chile e, possivelmente, no Peru e no México, dentro em breve, não respondem aos mesmos fatores e não se pautam por dominantes externas em suas respectivas esferas políticas internas. O que ocorreu, em alguns casos – Venezuela, Equador, por exemplo – foi uma crise geral do velho sistema partidário e a “evolução” para um sistema político mais fragmentado ou organizado em bases não-partidárias; em outros casos, ocorreu a ascensão de movimentos camponeses e indigenistas – como na Bolívia, mas também no Equador e no Peru – que também coloca em cheque a dominação política tradicional dos partidos “brancos”. A Argentina, por sua vez, atravessou uma tremenda crise econômica, que não parece ter até agora abalado as bases do protagonismo peronista no país, que de toda forma está fragmentado em diversas correntes que respondem mais a critérios de lideranças personalistas do que a linhas econômicas ou políticas muito definidas. No Uruguai ocorreu um inédito rompimento do secular duopólio blanco-colorado, mas que de toda forma foi conduzido por uma aglomeração de partidos, o Frente Amplio, que estava ha mais de uma década na disputa pelo poder. No Chile, o que se observou foi a continuidade da mesma coalizão política – a Concertación Democrática – que governa o país desde sua saída da ditadura Pinochet (1990) e uma sucessão entre socialistas, que de resto observam os cânones da mais perfeita política econômica liberal (e que não tem nada a ver com os apelos políticos populistas e a orientação nacionalista e estatizante de outros experimentos econômicos na regioão). No Brasil e na Argentina, finalmente, são governos moderadamente de esquerda ou nacionalistas, que não abalaram, no essencial, o funcionamento da economia de mercado e que tampouco fazem do antiimperialismo militante umprincípio de política externa, como pode ser o caso da atual liderança política venezuelana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;2. Em seu artigo "America Latina: novo rumo na direção da esquerda?" o senhor afirma que não são as politicas neoliberais que neutralizam as políticas sociais na região, mas sim a má qualidade das instituições democráticas. Por que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A América Latina não se distingue tanto por políticas ditas “neoliberais” – de resto muito pouco seguidas na região, com exceção da maior ênfase no Chile e no México, ou na Argentina de Menem, e uma adesão moderada no Brasil de FHC – quanto por medidas ineficientes para contrabalançar o que são suas marcas distintivas desde várias décadas ou quiçá séculos: uma grande desigualdade distributiva, com enorme concentração de renda nos estratos sociais superiores, e dificuldades persistentes para sua inserção na economia mundial, o que explica o persistente declínio da participação da região nos fluxos de comércio e de investimentos internacionais. &lt;br /&gt;Os principais determinantes dessa situação social negativa e dos baixos índices de competitividade econômica internacional não são, ou nunca foram, políticas ditas neoliberais, mas o baixo grau de escolaridade e de capacitação profissional da população, e o perfil econômico relativamente introvertido das estruturas econômicas da região. Não se pode culpar o neoliberalismo pela baixa qualidade da educação ou pela falta de formação profissional, quando o que o liberalismo econômico preconiza, justamente, é a qualificação produtiva da população para uma maior inserção nos intercâmbios mundiais. Tampouco se pode culpar o neoliberalismo pelo emissionismo irresponsável – base das altas taxas de inflação, que redundam em maior concentração de renda –, pela irresponsabilidade fiscal, pelos excessos regulacionistas – intervencionismo estatal – ou pela corrupção endêmica na maior parte dos países. &lt;br /&gt;A má qualidade das instituições democráticas não é o principal determinante do baixo desempenho econômico relativo da América Latina, mas certamente é um fator que deve ser levado em linha de conta em qualquer análise que tente isolar os componentes do baixo crescimento, da ausência de ganhos significativos de produtividade, do caráter errático das políticas macroeconômicas e da instabilidade eleitoral das políticas setoriais. Quando se considera os elementos principais da equação latino-americana, o que pode explicar, de modo mais enfático, o relativo fracasso do desempenho econômico e social são, basicamente, quatro fatores: uma macroeconomia bastante instável – com mudanças freqüentes de políticas econômicas –, uma microeconomia pouco competitiva – com a persistência de cartéis, monopólios, reservas de mercado, e um ambiente regulatório para a atividade empresarial muito negativo, de modo geral –, uma má qualidade dos recursos humanos – a educação é o um dos principais determinantes dos ganhos de produtividade e a base indispensável de uma melhor distribuição de renda – e, finalmente, uma baixa inserção nos circuitos internacionais, com pequena participação nos fluxos de comércio e de investimentos. &lt;br /&gt;Todos esses elementos estruturais não têm absolutamente nada a ver com o caráter supostamente neoliberal das políticas econômicas aplicadas na América Latina, tanto porque o país que aplicou de forma mais consistente e continuada esse tipo de política, o Chile, é o que apresenta o melhor desempenho econômico e social nas últimas décadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;3. Há interesse de alguns países que as instituições latino-americanas fiquem enfraquecidas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo quais países poderiam ostentar o desejo – ainda que de modo subreptício – desse tipo de fracasso, e certamente não os EUA. Instituições fracas significam aumento das transações ilegais e criminosas – como os ligados à produção e tráfico de narcóticos, à lavagem de dinheiro, máfias de imigrantes ilegais etc. – e não vejo como os EUA pretenderiam esse tipo de cenário no hemisfério. Uma “visão conspiratória” da história, hoje totalmente descreditada, pretende ver numa suposta oposição dos EUA aos esforços de industrialização e de fortalecimento econômico dos países latino-americanos a origem dos nossos males de subdesenvolvimento e de atraso econômico e fracasso social. &lt;br /&gt;As instituições latino-americanas podem ficar – e geralmente ficam – enfraquecidas pela ação de grupos políticos internos, prebendalistas, rentistas, oligárquicos, corruptores, o que pouco tem a ver com alguma ação supostamente “deletéria” do capital estrangeiro ou a influência política de nações mais poderosas. A atribuição de causas “externas” para a maior parte dos nossos males de origem é o mais notável “bode expiatório” utilizado por grupos políticos nacionais, que se eximem de assumir responsabilidade política por seus próprios fracassos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Roberto de Almeida (1570, 1º de abril de 2006)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114393350399698623?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114393350399698623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114393350399698623&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114393350399698623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114393350399698623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/04/323-amrica-latina-males-de-origem.html' title='323) América Latina: males de origem'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114386395725738631</id><published>2006-04-01T00:56:00.000-03:00</published><updated>2006-04-01T00:59:17.260-03:00</updated><title type='text'>322) Um exchange sobre o destino da humanidade, e o papel da América Latina nessa conversa toda (4)...</title><content type='html'>(continuação, e final, da série sobre a esquerda latino-americana...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ES: “Mas ainda temos enormes fragilidades. O Mercosul, por exemplo, avançou pouco”, avaliou. Com isso, segundo o professor, os EUA “vão comendo pelas beiradas” e preparando a volta da Alca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;PRA: Acho que o professor não precisa se preocupar: a Alca não volta mais, pois seria preciso dobrar os três maiores países da América do Sul. Em compensação, como sugerido sutilmente, os EUA vão logrando seus objeetivos por outras vias…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ES: Segundo Sader, é preciso caminhar na direção da moeda única e buscar maior integração na política e em outras áreas, com destaque para as comunicações – hoje dominada pela mídia que se faz porta-voz dos interesses norte-americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;PRA: Acho, sinceramente, que o professor não tem a menor idéia das condições e dos requerimentos de uma moeda única na região, do contrário não falaria com tanta ingenuidade sobre um tema tão complexo. Quanto aos demais aspectos, acho que ele tem toda razão: os novos dirigentes da América Latina, já eleitos e com fortes chances nas próximas eleições, parecem ter as mesmas orientações políticas, o que sem dúvida alguma propiciará o “ponto ótimo” da integração política. Se todos tiverem também as mesmas orientações em matéria de mídia e de comunicações, então o continente estará quase que inteiramente unificado, com exceção de algumas ovelhas negras liberais aqui e ali. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ES: Tais avanços não dependem apenas dos governos, entende Sader, mas da interação entre governos, forças políticas e movimentos sociais. Nesse aspecto, criticou o Fórum Social Mundial, que estaria “girando em falso” por resistir à idéia de ação conjunta. E citou o MAS (partido do presidente Evo Morales, da Bolívia) como exemplo vitorioso de ação partidária a partir dos movimento sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;PRA: O FSM talvez seja muito “anarquista” para o gosto do professor, pois ele segue refratário à idéia de “pensamentos únicos” e “ações conjuntas”. Sabe-se, também, que o movimento fraturou-se, justamente, entre os mais “organizacionais” e os persistentemente “anarquistas”, ou entre aqueles que pretendiam direcioná-lo no sentido da luta contra o império e a globalização perversa e os que pretendiam aprofundar a discussão em torno das chamadas “vias alternativas”. Mas, ainda há esperança, a partir do MAS boliviano e talvez de alguns outros movimentos similares. Resta ver se a agenda de todos esses governos, forças políticas e movimentos sociais é realmente convergente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ES: “Não podemos ficar só no enfrentamento. É preciso construir força política”, concluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;PRA: Totalmente de acordo, o que me permite concluir, por uma vez, dando meu assentimento a pelo menos um argumento do professor. De fato, os movimentos que se opõem ao neoliberalismo, ao capitalismo global e ao império precisam constituir força política, mas é isso que vem sendo clamado desde muito tempo. Alguma explicação para resultados tão pífios até agora? Aparentemente, mesmo os governos ditos de esquerda não parecem dispostos a romper com o capitalismo global e o neoliberalismo, como parece ser o caso do Brasil, do Uruguai e do Chile, três dos exemplos no rol dos governos de esquerda da região, segundo o professor. Restam a Venezuela, a Argentina e a Bolívia, mais consistentemente anti-neoliberais, na concepção do professor: caberia ver para que direção eles estão efetivamente conduzindo seus países e qual o sucesso, mesmo relativo, de seus experimentos econômicos. O próximo teste, muito aguardado pelas forças ditas progressistas, é o do México: romperá um governo de esquerda com o Nafta e a política econômica até agora aplicada ali? Resposta em pouco tempo…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Minha modesta conclusão é a de que a América Latina está mais confusa do que nunca esteve e que não me parece que aqui se joga o destino da humanidade. Considero esse tipo de afirmação um jogo retórico do professor, mais destinado a encantar platéias já conquistadas do que convencer novas audiências. De resto, trata-se de velho problema das esquerdas latino-americanas, esse ficar rodando em círculos, nas contradições inconciliáveis – como diriam os marxistas dos tempos stalinistas – de suas próprias posições insustentáveis…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Brasília,1º de abril de 2006 (que não se perca por isto...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final da série!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114386395725738631?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114386395725738631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114386395725738631&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114386395725738631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114386395725738631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/04/322-um-exchange-sobre-o-destino-da.html' title='322) Um exchange sobre o destino da humanidade, e o papel da América Latina nessa conversa toda (4)...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114386366175969206</id><published>2006-04-01T00:53:00.000-03:00</published><updated>2006-04-01T00:56:34.476-03:00</updated><title type='text'>321) Um exchange sobre o destino da humanidade, e o papel da América Latina nessa conversa toda (3)...</title><content type='html'>(continuação do post anterior...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ES: Nesse sentido, ele acredita que o atual quadro político latino-americano reúne as bases para determinação de um novo modelo. “A América Latina é um único lugar do mundo cujo projeto de integração regional tem relativa autonomia dos EUA. Aqui, os EUA estão muito mais isolados”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;PRA: Fazendo as contas: os EUA firmaram um acordo dito Nafta em 1993, envolvendo o México, depois adotaram uma “iniciativa para o Caribe” e continuaram a negociar bilateralmente e plurilateralmente. No período recente foram concluídos acordos com o Chile, com a América Central e a República Dominicana, com o Peru e com a Colômbia. Estão em curso negociações com o Equador e, talvez, a Bolívia se interesse também, assim como nossos vizinhos e membros do Mercosul, o Uruguai e o Paraguai, já se declararam dispostos ao mesmo tresloucado gesto. Anteriormente, até a Argentina tinha inclinações nesse sentido, processo revertido com a nova administração Kirshner. A Venezuela, oficialmente desde a assunção de Chávez, se declara virulentamente contra a Alca, o que não demoveu os EUA de continuarem a tecer uma rede de acordos bilaterais e plurilaterais na região. Aparentemente, só restam os dois últimos países e o Brasil que se opõem ao projeto imperial. O que sobrou, então? Por certo, as economias do Brasil, da Argentina e da Venezuela respondem por boa parte do PIB sul-americano, mas falar de América Latina nesse contexto pode parecer exagero.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ES: Sader lembrou que o Continente foi a zona predominante dos experimentos e da disseminação do neoliberalismo nos anos 90. Ele citou a maneira como a eleição de Fernando Henrique Cardoso para a presidência do Brasil, em 1994, foi construída “de fora para dentro” – a exemplo do que aconteceu em outros países da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;PRA: Certo, mas então esses experimentos falharam rotundamente. Com exceção do Chile, quais países, exatamente, podem ser chamados, hoje, de neoliberais? Quanto À eleição de FHC, em 1994, ser construída de “fora para dentro”, trata-se de uma afirmação pelo menos estranha, na medida em que o FMI não confiava, e até se opunha, ao Plano Real. Ao que se sabe, foi esse o plano de estabilização que elegeu FHC, mais do que qualquer apoio externo, que não se sabe bem de onde poderia ter vindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ES: Mas foi também na América Latina, ressalvou Sader, que ocorreram as primeiras grandes crises do neoliberalismo, com a quebra das economias do México, do Brasil e da Argentina. “Além do primeiro grito contra o modelo, dos zapatistas, que levou à formação do Fórum Social Mundial”, completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;PRA: Essas grandes crises foram, obviamente, as crises financeiras de meados e da segunda metade dos anos 90 e do início de 2000, para a Argentina e o Brasil, mas não se pode dizer que o México e o Brasil romperam com o neoliberalismo, para usar essa terminologia mais do que desgastada. Em todo caso, seria interessante que o professor, assim como os aliados do FSM, nos apresentassem, exatamente, os projetos e programas para uma alternativa não-neoliberal de desenvolvimento (capitalista?). OS zapatistas têm a chave da resposta? Seria preciso explicitar quais as bases do novo modelo. Por outro lado, a América Latina, devido ao seu baixo crescimento, baixa produtividade – o que significa, também, baixo dinamismo econômico – e reduzido grau de competitividade econômica, vem perdendo consistentemente posições e espaço no comércio internacional. Como é que ela poderia, nessas condições, liderar qualquer tipo de movimento contra o neoliberalismo? Com a palavra o professor…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ES: A chegada ao poder de governantes de esquerda ou progressistas em vários países (Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela, Chile e Bolívia, principalmente), na avaliação de Sader, levou a avanços importantes, como o fracasso da instalação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), que estava prevista para janeiro de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;PRA: A Alca já tinha fracassado muito antes da eleição dos novos presidentes do Uruguai, da Bolívai e do Chile – um país que, de resto, continua governado por um(a) socialista – e apresentar um fracasso como um “avanço” representa uma contradição nos termos: no máximo se pode dizer que esses “governantes de esquerda ou progressistas” lutaram pela preservação do status quo, pois é isto o que representa a não-Alca: tudo fica como antes… e nada muda. Se isso é um “avanço importante”, então o imobilismo foi elevado à condição de alavanca da história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua no quarto e último post desta série...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114386366175969206?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114386366175969206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114386366175969206&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114386366175969206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114386366175969206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/04/321-um-exchange-sobre-o-destino-da.html' title='321) Um exchange sobre o destino da humanidade, e o papel da América Latina nessa conversa toda (3)...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114386360554432457</id><published>2006-04-01T00:51:00.000-03:00</published><updated>2006-04-01T00:53:25.546-03:00</updated><title type='text'>320) Um exchange sobre o destino da humanidade, e o papel da América Latina nessa conversa toda (2)...</title><content type='html'>(continuação do post anterior...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ES: “O destino da América Latina, de alguma maneira, está sendo jogado no Brasil”, afirmou ele. “O retorno da dupla PSDB/PFL (ao governo federal) significa ter no Brasil um enclave bushista pró-neoliberalismo que os EUA não têm hoje no continente”, disse. E enfatizou: “Temos de ganhar a eleição, impedir que o Brasil se transforme numa quinta coluna do poder norte-americano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;PRA: Puxa vida!: quanta responsabilidade tem o Brasil nessa empresa. Mas se o Brasil faz quase a metade da América Latina não se trata de apenas um “enclave”, mas de um imenso território perdido para o novo modelo de integração, que então se tornaria impossível e seria provavelmente revertido para o modelo do livre-comércio e da Alca. E se por acaso o sucessor de Bush for um oponente democrata, em 2008, então teriamos um democrata neoliberal como aliado deste “enclave” pró-Bush aqui no Brasil? A dupla PSDB/PFL faria a resistência ao novo poder em Washington? Sinceramente, acho essa visão tão simplista que não honra o alegado descortínio político do professor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ES: Sader lembrou que o fim o mundo “bipolar” nos anos 90 – após a queda do Muro de Berlim – significou a vitória do campo capitalista e provocou regressões nas ações e no discurso na esquerda, a começar pelo objeto principal de embate. “Antes, lutávamos contra o capitalismo. Agora, lutamos contra o neoliberalismo, que é um modelo de capitalismo”, argumentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;PRA: Apenas querendo entender, novamente: se o capitalismo ganhou, segundo sua própria versão do “fim da história, do socialismo, ele pretende reverter o processo histórico, lutando contra esse novo modelo de capitalismo para chegar onde, exatamente? No velho socialismo enterrado sob os escombros do muro do Berlim? Se a esquerda regrediu, perdendo o que ele chama de “objeto principal de embate” – que é, obviamente, o socialismo, única força opositora do velho capitalismo de guerra – como é que ele pretende que se retome o velho caminho? Trata-se de um combate de retaguarda ou de uma luta reacionária, ou seja, pretendendo retroceder a épocas passadas da humanidade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ES: De acordo com o professor, além de predominar em toda parte a “versão liberal” do que seja democracia, hegemonizou-se também o estilo de ser capitalista. “A força dos EUA reside muito mais hoje no campo ideológico, na forma mercantil de vida, no estilo de consumo, na marcas, nas corporações. Tudo isso tem grande poder de sedução, inclusive nas camadas mais pobres da população”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;PRA: Sempre querendo entender: o professor pretende uma “versão não-liberal” da democracia, o que se presume seja uma uma modalidade não-liberal, autoritária, totalitária, ou o quê, exatamente? Registro apenas a contradição nos termos. Se ele não consegue definir a sua modalidade de democracia de modo positivo, só podemos presumir algo negativo: uma democracia “não-liberal”, e ficamos com isso. Quanto ao modo mercantil, mais presente na ideologia do que não se sabe bem onde, trata-se, pelo exposto, de um “estilo de ser capitalista”. Se as camadas populares se deixam seduzir, quais seriam as receitas para reverter esse “estilo”: pregar o estilo cubano, venezuelano?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ES: Para Sader, cabem aos movimentos de esquerda e progressistas o debate sobre novas meios de convivência, entre elas a “construção de forças solidárias e humanistas que não sigam o modelo capitalista, que sejam anticapitalistas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;PRA: Perfeitamente possível, e não apenas possível, como já está em prática há muito tempo. Ao que eu saiba, as forças de esquerda sempre foram anti-capitalistas e não vejo onde está o apelo à novidade.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua no próximo post...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114386360554432457?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114386360554432457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114386360554432457&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114386360554432457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114386360554432457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/04/320-um-exchange-sobre-o-destino-da.html' title='320) Um exchange sobre o destino da humanidade, e o papel da América Latina nessa conversa toda (2)...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114386347330509829</id><published>2006-04-01T00:43:00.000-03:00</published><updated>2006-04-01T00:51:13.330-03:00</updated><title type='text'>319) Um exchange sobre o destino da humanidade, e o papel da América Latina nessa conversa toda (1)...</title><content type='html'>Dou início aqui a uma série de quatro posts, nos quais discuto uma exposição de um conhecido acadêmico, dito progressista, numa conferência de relações internacionais organizada pelo PT, em SP, começada no dia 31 de março de 2006. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O capitalismo global, o império neoliberal e a América Latina:&lt;br /&gt;aqui se joga o destino da humanidade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;br /&gt;(pralmeida@mac.com; www.pralmeida.org)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A julgar pela análise do professor Emir Sader, abaixo desenvolvida – tal como resumida pelo eficiente serviço de imprensa do PT –, o destino da humanidade depende da América Latina, em especial do Brasil, e mais especialmente ainda da reeleição do presidente Lula, sem o que um projeto alternativo ao capitalismo global não mais será possível. Esse tipo de afirmação, de enormes conseqüências práticas, resulta em atribuir uma tremenda responsabilidade política aos líderes de esquerda da América Latina, em especial aos do Brasil e do PT em particular. &lt;br /&gt; De minha parte acredito, modestamente, que trata-se de evidente exagero, e que a “realidade efetiva das coisas”, como diria um filósofo italiano, é bem mais prosaica do que pensa o ilustre acadêmico, e que essa realidade não caminha, necessariamente, no sentido apontado pelo professor. Não apenas creio que ele peca por excesso de otimismo, quanto às possibilidades de contestação do capitalismo global a partir deste continente relativamente marginal para a economia e a política internacionais, como acredito também que a América Latina não será determinante no jogo estratégico e geoconômico global, sobretudo se ela continuar a ser orientada por idéias “fora do lugar”, como as exibidas pelo professor.&lt;br /&gt; Para comprovar, ou não, suas afirmações, em um tipo de exercício que poderia ser chamado de “duelo intelectual à distância”, proponho-me a confrontar essas afirmações – sempre a partir do resumo apresentado no site oficial do PT, em 31 de março de 2006, neste link: http://www.pt.org.br/site/noticias/noticias_int.asp?cod=42352 – com algumas perguntas e outros questionamentos de minha parte, num esforço analítico que é de natureza tanto conceitual quanto empírica, uma vez que seus argumentos precisam ser submetidos ao teste da realidade.&lt;br /&gt; Os trechos do documento original e aqueles sob minha responsabilidade estarão claramente identificados, respectivamente pelas siglas ES e PRA, ademais da distinção de tipos e formatos das fontes (o que, entretanto, nem sempre aparece em determinados veículos de transmissão e de reprodução de textos).&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;31/03/2006 - Sader: Destino da AL depende do Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ES: O capitalismo nunca foi tão forte como agora, política e ideologicamente; a correlação de forças internacionais é altamente desfavorável para a esquerda; e os Estados Unidos continuam sendo o eixo econômico do planeta. Mas ainda há esperança para os que acreditam num "outro mundo possível". E ela reside na América Latina – hoje o maior centro de resistência ao modelo neoliberal que se disseminou pelo planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;PRA: Apenas entendendo: se o capitalismo nunca foi tão forte e se a correlação de forças nunca foi tão desfavorável, ainda assim o professor quer acreditar que existe uma esperança de se construir um “outro mundo” na América Latina? A despeito de reiteradas afirmações nesse sentido, desde o primeiro Fórum Social Mundial em Porto Alegre, em 2001, não se tem notíciais de quais seriam os contornos, o perfil e muito menos o conteúdo desse “outro mundo” tão alardeado pelos anti-globalizadores. E quais seriam, exatamente, os fatores não apenas de resistência, mas de posterior reversão das fortes tendências globalizantes que, a julgar pela exposição do professor, dominam atualmente o panorama mundial? Veremos no resto da exposição…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ES: A análise é do professor Emir Sader, proferida nesta sexta-feira (31) durante a palestra de abertura da Conferência sobre Relações Internacionais do PT. Seu objetivo, alertar a militância de esquerda para a compreensão da influência internacional na conjuntura local – o que, segundo ele, tem sido desconsiderado nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;PRA: Não creio que esse aspecto tenha sido desconsiderado, agora ou em qualquer outro tempo. Em todos os encontros do movimento anti-globalizador, os aspectos globalizadores, justamente, têm sido muito mais enfatizados do que os fatores propriamente internos de desenvolvimento das forças econômicas e sociais. Tenho observado muito mais invectivas contra o império e a globalização – e seus males associados, como podem ser o neoliberalismo, o consenso de Washington e a Alca – do que análises profundas sobre os vetores internos ou setoriais desses processos. Durante mais de uma década temos ouvido dizer que os países da região se dobraram, quase de modo submisso, aos ditames de Washington, às imposições das instituições de Bretton Woods, às regras do famoso “consenso”. Não creio, assim, que a afirmação do professor se justifique.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ES: “Os militantes precisam conhecer o termômetro do enfrentamento. Precisamos reconstituir a dimensão internacionalista de nossa luta”, conclamou Sader, dirigindo-se à platéia de 200 pessoas presentes ao primeiro dia do seminário. O encontro acontece na sede da Associação dos Oficiais da Reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo (rua Tabatinguera, 278, Centro de São Paulo) e vai até domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;PRA: “Reconstituir a dimensão internacionalista dessa luta” é o que mais tem sido feito desde os primeiros movimentos anti-globalizadores, ainda em meados dos anos 90, como no movimento contra o MAI – Acordo Multilateral sobre Investimentos, então negociado no âmbito da OCDE –, nas lutas contra a OMC e as “sisters in the Woods”. Não acredite que falte vontade e ações nesse sentido; em todo caso, os militantes da causa são chamados a perseverar nesses esforços.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ES: Embora tenha críticas pontuais ao governo Lula (a manutenção de tropas brasileiras no Haiti, por exemplo), Sader foi categórico ao afirmar que é “fundamental” reeleger o atual presidente, em outubro, para que o processo de resistência latino-americana – na busca de um modelo próprio de integração regional – tenha continuidade e seja aperfeiçoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;PRA: Creio que trata-se de um objetivo legítimo, esse do “modelo próprio” de integração – já que sobre o Haiti persistem divergências de fundo, os movimentos de esquerda achando que o governo brasileiro faz o “jogo do imperialismo” – mas para que ele tenha continuidade seria preciso que ele fosse definido de modo mais preciso. Supõe-se que o novo modelo seja feito muito mais de “integração social” do que de integração puramente comercial ou econômica. Mas, assim como a integração comercial pode ser mensurada e avaliada – pelos fluxos de comércio e de investimentos, por exemplo – seria preciso encontrar uma maneira de medir a evolução ou os progressos da integração social que parece ser a preferida pelo professor. Alguma idéia da metodologia a esse respeito?&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114386347330509829?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114386347330509829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114386347330509829&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114386347330509829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114386347330509829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/04/319-um-exchange-sobre-o-destino-da.html' title='319) Um exchange sobre o destino da humanidade, e o papel da América Latina nessa conversa toda (1)...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114384102618694185</id><published>2006-03-31T18:36:00.000-03:00</published><updated>2006-03-31T18:37:06.186-03:00</updated><title type='text'>318) Uma voz dissidente, no espaço?</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O astronauta brasileiro é um anacronismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claudio Angelo é editor de Ciência da Folha de SP, onde foi publicado este&lt;br /&gt;artigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem de Marcos Cesar Pontes é um grande salto para um bauruense, mas um passo minúsculo para a ciência no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ela provavelmente nasce e morre o programa espacial tripulado brasileiro, que começou como um delírio megalomaníaco na era FHC e acabou como uma piada no governo Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Programas espaciais tripulados são coisa de gente grande. Herança da Guerra Fria, são executados por nações que têm grandes pretensões geopolíticas -EUA, Rússia e China, coincidentemente também os "top-3" do clube nuclear - ou por aquelas que têm um programa espacial bem desenvolvido em outras áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso da Europa, cujo forte são naves não-tripuladas, como a Huygens, que em 2005 realizou um espetacular pouso em Titã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil, claro, não se enquadra em nenhum desses casos. O orçamento do programa espacial nacional equivale a 1/30 do custo de uma única missão euroamericana, a Cassini-Huygens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É praticamente consenso entre os cientistas que o país ganha muito mais investindo esses recursos parcos em tecnologia de sensoriamento remoto, por exemplo, do que em mandar visitantes ao espaço para realizar pesquisas de balcão. A julgar por declarações do presidente da AEB (Agência Espacial Brasileira), Sérgio Gaudenzi, anteontem a esta Folha, o governo sabe disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O astronauta brasileiro é um anacronismo. O acordo que permitiu seu treinamento nos EUA foi assinado em 1997, tempo de relações carnais entre o governo brasileiro e os EUA de Bill Clinton, e de criação da AEB. (Um outro acordo com os EUA, esse sim relevante, previa o uso comercial da base de Alcântara, que traria dinheiro para os minguados cofres da AEB. O PT, então oposição no Congresso, vetou o contrato. Alegava razões de "soberania".)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contrato inicial previa que o Brasil seria o membro "júnior" do consórcio da ISS (Estação Espacial Internacional). O país entregaria aos EUA uma prateleira e outros equipamentos e teria direito a treinar um astronauta para voar num ônibus espacial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As peças, orçadas inicialmente em US$ 120 milhões, deveriam ser o passaporte para a certificação pela Nasa de empresas brasileiras de alta tecnologia. Nunca foram entregues. O incremento tecnológico que a ISS deveria trazer ao Brasil não se concretizou. (Hoje, graças a uma manobra de Pontes, algumas peças estão sendo produzidas pelo Senai, instituição que dificilmente integraria um pólo de tecnologia de ponta.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o acidente com o ônibus espacial Columbia, em 2003, corria-se o risco de micar também com o astronauta, o que seria o atestado final de incompetência do país. Nesse contexto surge a "carona paga" com os russos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) criticou a decisão de torrar R$ 23 milhões com um vôo de propaganda. Afinal, que ninguém se iluda, os experimentos que o astronauta brasileiro leva a bordo da Soyuz estão bem longe de ser um avanço para a ciência nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica é procedente, mas tem um quê de injustiça. Compare-se esse custo, com o perdão do cinismo, aos R$ 55,9 milhões do valerioduto. Se uma única criança, inspirada por Pontes, escolher seguir carreira em ciências, terá valido a pena. Desde que ela não resolva ser astronauta no Brasil.&lt;br /&gt;(Folha de SP, 31/3)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114384102618694185?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114384102618694185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114384102618694185&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114384102618694185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114384102618694185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/318-uma-voz-dissidente-no-espao.html' title='318) Uma voz dissidente, no espaço?'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114383948069988232</id><published>2006-03-31T18:03:00.000-03:00</published><updated>2006-04-02T14:04:04.233-03:00</updated><title type='text'>317) O maior estadista do século XX...e (até agora) do XXI também</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6502/1950/1600/VaticanPolsky.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6502/1950/320/VaticanPolsky.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6502/1950/1600/VaticanDove.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6502/1950/320/VaticanDove.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No próximo dia 2 de abril fará um ano do falecimento do Papa João Paulo II, conhecido, antes de 1978, quando foi eleito na sucessão de João Paulo I, como Cardeal Karol Woytilla, polonês de origem, homem que conheceu boa parte das tragédias do século XX, nas quais sua Polônia natal esteve involuntariamente e invariavelmente envolvida. &lt;br /&gt;A implosão do comunismo foi estruturalmente provocada pelo seu anacronismo econômico e sua decrepitude política, mas se houve alguma centelha que começou a incendiar a pradaria esta foi, sem dúvida, muito antes da "glasnost" de Mikhail Gorbachev, a mensagem do Papa sobre a liberdade fundamental do ser humano, negada pelo sistema comunista da então União Soviética (passou desta para pior, com a ajuda dele...).&lt;br /&gt;Creio que devemos reconhecer, tanto para a própria época quanto &lt;span style="font-style:italic;"&gt;post-factum&lt;/span&gt;, quando temos o benefício do chamado &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hindsight&lt;/span&gt;, que ele foi um dos maiores estadistas do século XX, provavelmente tão grande quanto Roosevelt ou Churchill, com a vantagem de não dispor o papa de nenhuma divisão blindada -- como perguntaria Stalin --, armado como ele sempre esteve de sua simples força moral, de seu exemplo e de sua palavra. Talvez por isso mesmo ele provavelmente foi o maior estadista do século XX (e até agora também do nosso), dentro todos aqueles que moldaram o mundo como ele existe hoje. Karol mobilizou corações e mentes, não soldados, mas sua eficácia foi talvez decisiva no grande reordenamento mundial a que assistimos nas duas últimas décadas do século XX, vinte anos que abalaram o mundo.&lt;br /&gt;Salve João Paulo II, que sua memória possa nos iluminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Artigo de opinião no New York Times deste domingo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;The Road to Canonization Is Paved With Humanity&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;By JAMES MARTIN&lt;br /&gt;Published: April 2, 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SANTO subito!" shouted the crowds in St. Peter's Square at the funeral of Pope John Paul II, who died a year ago today. For a moment it seemed like the church might dispense with its arduous canonization procedures and declare John Paul a saint before the adoring throngs had even left Rome. But Pope Benedict XVI is nothing if not a lover of tradition — and Catholic tradition demands a careful investigation into whether a candidate for sainthood lived a life of "heroic virtue," not to mention hard-nosed proof of two miracles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As with many traditions, it wasn't always so. Christians martyred under Roman persecution were honored almost immediately after their deaths, with local Christians commemorating the anniversaries of their martyrdom. Until around the 12th century, local churches and bishops made saints, not Rome. But in 1170, Pope Alexander III sent a stinging missive to King Canute of Sweden, berating a bishop for tolerating devotion to a local saint who, Alexander believed, had been killed in a drunken brawl. Thereafter no public veneration could take place without the approval of the pope, and the Vatican began to assume control of canonizations to ensure that the saints were, well, saintly.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Little wonder that in today's popular imagination, the saints are a dull lot: ascetic types who, when not on their knees in prayer, doled out gruel to the poor or founded religious orders. Hardly the sorts one would want to spend a weekend with. For some devout Catholics, the saints were perfect. And perfect means boring.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But even a cursory perusal of the lives of the saints reveals otherwise. When Thomas Aquinas, the great medieval theologian, decided to enter the Dominican order in the 13th century, his family was enraged. (They preferred the more prestigious Benedictines.) His mother ordered Thomas's brothers to waylay him on a roadside, kidnap him and toss him into the dungeon of the family castle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;While he languished in his cell, his family sent Thomas a prostitute to tempt him from his vocation. Thomas seized a burning poker from the fireplace and chased her out of the room. Finally worn out, his family relented and allowed Thomas to enter the Dominican order in 1245. The life of Thomas Aquinas was many things. Dull is not one of them.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Most of the saints and blesseds were also not, contrary to contemporary stereotypes, humorless. "I'd rather laugh with the sinners than cry with the saints," sang Billy Joel a few decades ago. Yet it is unlikely that the saints would have attracted many followers without vibrant personalities and a sense of humor like that of Pope John XXIII, who was beatified, the step before canonization, in 2000. When once asked by a journalist how many people worked in the Vatican, John replied, "About half of them."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saints were flawed, too. For this reason, it is unfortunate that some of John Paul's admirers wrongly see posthumous admissions of the late pope's shortcomings as blots on his saintly copybook. The saints were neither perfect nor divine — they were refreshingly human. They could be disagreeable and even testy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When Francis of Assisi stumbled upon a small house that his Franciscan brothers had fashioned for themselves, he became enraged at what he saw as their luxurious lifestyle, clambered onto the roof and began tearing the building apart. As the saying goes, the martyrs are sometimes the ones who live with the saints.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Paul, though a prayerful man of unshakeable faith, was not perfect either. Despite his many towering achievements in the church and on the world's political stage, there were some things he left undone during his long pontificate. He was unable to stanch the flow of Catholics from the church in Western Europe; he failed to make some women (not to mention many gays and lesbians) feel welcome in the church; he appointed most of the bishops responsible for the sexual abuse crisis in this country; and he presided over a curia that sometimes failed to treat several distinguished theologians with respect. But while John Paul himself may not have seen those as failings, he was realistic enough about his own limitations to make sure that he went to confession every Saturday.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perfect pope? Maybe not. But a saint, more than likely. John Paul should enjoy a speedy canonization process, and his "cause," as they say in Rome, will probably flow as smoothly as has that of a contemporary, the woman now known as Blessed Teresa of Calcutta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shortly after his election, Pope Benedict waived the normally required five-year wait before John Paul's cause could begin. Vatican officials are now sifting through his writings and awaiting medical confirmation of any reported miracles attributed to his intercession. Just last month it was announced that after her community had prayed for John Paul's help, a French nun had been healed of Parkinson's disease — the malady that afflicted the pope at the end of his life.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In a few years, then, we may find ourselves at a wedding, baptism or funeral at the Church of St. John Paul II, where his pious face will shine down on us from a stained-glass window. When we do, we should remember that, like all the saints, Pope John Paul was not just holy, but human, too.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Martin, a Jesuit priest, is the author of "My Life with the Saints."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114383948069988232?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114383948069988232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114383948069988232&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114383948069988232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114383948069988232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/317-o-maior-estadista-do-sculo-xxe-at.html' title='317) O maior estadista do século XX...e (até agora) do XXI também'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114380988527649316</id><published>2006-03-31T09:39:00.000-03:00</published><updated>2006-03-31T09:58:05.516-03:00</updated><title type='text'>316) Da nobre (e pouco usual) arte de atirar no próprio pé...</title><content type='html'>Existe todo tipo de arte no mundo e, de fato, não existe "uma" atividade humana chamada arte, mas diversas artes em diferentes categorias, das mais convencionais às mais estranhas, algumas bizarras mesmo.&lt;br /&gt;Todos já ouvimos falar da arte de abrir o próprio ventre com um punhal ritual, o tradicional harakiri japonês, mas esta "arte" é feita com a clara intenção de retirar sua presença do mundo, após o que se considera a suprema ignomínia cometida contra o próprio país, algum ato extremamente reprovável contra si mesmo e sua honra, contra a família, e outros motivos de alto significado moral.&lt;br /&gt;Não creio que essa arte tenha algum dia a chance de prosperar entre nós, a não ser por modalidades involuntárias, tipo desempenhar certas atividades depois de uma lauta feijoada regada a sabe-se lá que aditivos e estimulantes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe em contrapartida uma outra "arte" muito praticada entre nós, sobretudo em momentos de confusão moral, de clara indefinição quanto aos modos de reagir em face de determinadas adversidades surgidas como que de repente, quando a reação do momento é intempestiva e mal pensada. Claro, a melhor recomendação seria uma reflexão ponderada sobre os dados do problema e uma reação proporcionado à amplitude do dano detectado, mas nem sempre esse tipo de racionalidade, mesmo "instrumental", está à disposição de certas mentes.&lt;br /&gt;Surgem, portanto, as reações inusitadas, que podem implicar, como indicado no título,  um "tiro no próprio pé". &lt;br /&gt;Trata-se, obviamente, de um incidente, ou de um acidente, mas podem ocorrer casos piores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refiro-me à ação deliberada, a decisão consciente de praticar um gesto que, com toda certeza, envolverá a amputação involuntária de alguma falange inferior.&lt;br /&gt;De fato, temos observado ultimamente que determinados personagens de nossa história política têm-se especializado nessa arte que não sei se tenho o direito de chamar de nobre, pois existem atiradores profissionais que não tolerariam tal concorrência desleal e indevida com seu hobby ou atividade costumeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo indica que os personagens em questão, confrontados a um determinado problema (ou vários), tenham dito: "Sinto muito, mas eu tenho de matar esta formiga que se aproxima perigosamente do meu pé". E aí é aquela coisa: "Bum! Ai!". &lt;br /&gt;Pois é, deve doer, mas os personagens em questão devem ter chegado à conclusão que seria melhor isso do que ver a formiga subindo perigosamente no pé, daí passando perigosamente para a perna e sabe-se lá aonde mais ela poderia se enfiar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais surpreendente ainda é ver que, em algumas ocasiões, os personagens em questão não se contentam em acertar no próprio pé, e se dedicam à arte ainda mais difícil (e dolorosa) de acertar na rótula...&lt;br /&gt;Não sei se é por inconsciência, má pontaria ou por incompetência mesmo, mas que deve ser chato, isso deve ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o indivíduo em questão o fez por absoluta necessidade moral, algum sacrifício eventual por alguma causa superior, a gente ainda poderia dar um certo desconto e dizer, "pois é, de vez em quando esses sacrifícios são necessários..."&lt;br /&gt;Mas, se ele o fez por absoluta má-fé, por desejo consciente de enganar todo mundo, só podemos dizer, como os franceses, "tant pis... débrouillez-vous...".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114380988527649316?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114380988527649316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114380988527649316&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114380988527649316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114380988527649316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/316-da-nobre-e-pouco-usual-arte-de.html' title='316) Da nobre (e pouco usual) arte de atirar no próprio pé...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114375029703770919</id><published>2006-03-30T17:23:00.000-03:00</published><updated>2006-03-30T17:24:57.063-03:00</updated><title type='text'>315) Ufa, pessoal! Estamos salvos, por mais algum tempo...</title><content type='html'>In a unanimous vote, the Federal Election Commission decided that political websites, such as internet blogs, can remain broadly unregulated in what they publish (except for paid political advertising).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é nos EUA, onde todos temos os nossos blogs...&lt;br /&gt;Já em outros países...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114375029703770919?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114375029703770919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114375029703770919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114375029703770919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114375029703770919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/315-ufa-pessoal-estamos-salvos-por.html' title='315) Ufa, pessoal! Estamos salvos, por mais algum tempo...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114373352236346312</id><published>2006-03-30T12:38:00.000-03:00</published><updated>2006-03-30T12:45:22.383-03:00</updated><title type='text'>314) Um artigo de Jimmy Carter sobre a proliferação nuclear</title><content type='html'>Neste artigo, o ex-presidente Jimmy Carter expõe seus argumentos sobre a questão da proliferação nuclear em geral e sobre o acordo de cooperação nuclear EUA-Índia em particular, condenando a postura da atual administração americana a este respeito.&lt;br /&gt;Ele só comete dois pequenos erros, um factual -- a data de assinatura do TNP (1968 e não 1970)-- e outro político: acreditar que o Brasil possa ser levado a desenvolver armas nucleares, uma vez que estaria tecnicamente habilitado a isso e poderia ser levado a fazê-lo em vista dos desenvolvimentos recentes, perigosos, observados a esse respeito.&lt;br /&gt;No mais, seus argumentos são todos ponderáveis e merecem reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Dangerous Deal With India&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Jimmy Carter&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The Washington Post&lt;/em&gt;, 29 March 2006 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;During the past five years the United States has abandoned many of the nuclear arms control agreements negotiated since the administration of Dwight Eisenhower. This change in policies has sent uncertain signals to other countries, including North Korea and Iran, and may encourage technologically capable nations to choose the nuclear option. The proposed nuclear deal with India is just one more step in opening a Pandora's box of nuclear proliferation.&lt;br /&gt;The only substantive commitment among nuclear-weapon states and others is the 1970 Non-Proliferation Treaty (NPT), accepted by the five original nuclear powers and 182 other nations. Its key objective is "to prevent the spread of nuclear weapons and weapons technology... and to further the goal of achieving nuclear disarmament." At the five-year U.N. review conference in 2005, only Israel, North Korea, India and Pakistan were not participating -- three with proven arsenals.&lt;br /&gt;Our government has abandoned the Anti-Ballistic Missile Treaty and spent more than $80 billion on a doubtful effort to intercept and destroy incoming intercontinental missiles, with annual costs of about $9 billion. We have also forgone compliance with the previously binding limitation on testing nuclear weapons and developing new ones, with announced plans for earth-penetrating "bunker busters," some secret new "small" bombs, and a move toward deployment of destructive weapons in space. Another long-standing policy has been publicly reversed by our threatening first use of nuclear weapons against non-nuclear states. These decisions have aroused negative responses from NPT signatories, including China, Russia and even our nuclear allies, whose competitive alternative is to upgrade their own capabilities without regard to arms control agreements.&lt;br /&gt;Last year former defense secretary Robert McNamara summed up his concerns in Foreign Policy magazine: "I would characterize current U.S. nuclear weapons policy as immoral, illegal, militarily unnecessary, and dreadfully dangerous."&lt;br /&gt;It must be remembered that there are no detectable efforts being made to seek confirmed reductions of almost 30,000 nuclear weapons worldwide, of which the United States possesses about 12,000, Russia 16,000, China 400, France 350, Israel 200, Britain 185, India and Pakistan 40 each -- and North Korea has sufficient enriched nuclear fuel for a half-dozen. A global holocaust is just as possible now, through mistakes or misjudgments, as it was during the depths of the Cold War.&lt;br /&gt;Knowing for more than three decades of Indian leaders' nuclear ambitions, I and all other presidents included them in a consistent policy: no sales of civilian nuclear technology or uncontrolled fuel to any country that refused to sign the NPT.&lt;br /&gt;There was some fanfare in announcing that India plans to import eight nuclear reactors by 2012, and that U.S. companies might win two of those reactor contracts, but this is a minuscule benefit compared with the potential costs. India may be a special case, but reasonable restraints are necessary. The five original nuclear powers have all stopped producing fissile material for weapons, and India should make the same pledge to cap its stockpile of nuclear bomb ingredients. Instead, the proposal for India would allow enough fissile material for as many as 50 weapons a year, far exceeding what is believed to be its current capacity.&lt;br /&gt;So far India has only rudimentary technology for uranium enrichment or plutonium reprocessing, and Congress should preclude the sale of such technology to India. Former senator Sam Nunn said that the current agreement "certainly does not curb in any way the proliferation of weapons-grade nuclear material." India should also join other nuclear powers in signing the Comprehensive Nuclear Test Ban Treaty.&lt;br /&gt;There is no doubt that condoning avoidance of the NPT encourages the spread of nuclear weaponry. Japan, Brazil, Indonesia, South Africa, Argentina and many other technologically advanced nations have chosen to abide by the NPT to gain access to foreign nuclear technology. Why should they adhere to self-restraint if India rejects the same terms? At the same time, Israel's uncontrolled and unmonitored weapons status entices neighboring leaders in Iran, Syria, Turkey, Saudi Arabia, Egypt and other states to seek such armaments, for status or potential use. The world has observed that among the "axis of evil," nonnuclear Iraq was invaded and a perhaps more threatening North Korea has not been attacked.&lt;br /&gt;The global threat of proliferation is real, and the destructive capability of irresponsible nations -- and perhaps even some terrorist groups -- will be enhanced by a lack of leadership among nuclear powers that are not willing to restrain themselves or certain chosen partners. Like it or not, the United States is at the forefront in making these crucial strategic decisions. A world armed with nuclear weapons could be a terrible legacy of the wrong choices.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114373352236346312?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114373352236346312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114373352236346312&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114373352236346312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114373352236346312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/314-um-artigo-de-jimmy-carter-sobre.html' title='314) Um artigo de Jimmy Carter sobre a proliferação nuclear'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114365912977224612</id><published>2006-03-29T15:59:00.000-03:00</published><updated>2006-03-29T16:05:31.903-03:00</updated><title type='text'>313) Você acha que eles são americanos, estado-unidenses ou simplesmente "gringos"?</title><content type='html'>Meu colega historiador e particular amigo Luis Cláudio Villafañe Gomes Santos, que nunca está parado, acaba de "cometer" (no sentido espanhol do termo) um delicioso artigo sobre a etimologia do gringo, ou melhor, sobre como devem ser chamados esses red-necks da América do Norte, tão invejados quanto criticados por gregos e goianos.&lt;br /&gt;Veja você mesmo sua mensagem, a mim dirigida, e mais abaixo o começo do artigo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo meu caro, &lt;br /&gt;     Saiu um artiguinho meu na revista eletrônica do Centro de Américas da Universidade de Vanderbilt. O título é "American, United Statian, USAmerican, or Gringo?". Acho que ficou bem simpático, ainda que (ou talvez por causa disso) bem "levinho" em termo acadêmicos. &lt;br /&gt;     Se vc tiver tempo, dê uma olhada:&lt;br /&gt;http://ejournals.library.vanderbilt.edu/ameriquests/viewarticle.php?id=21&amp;layout=abstract&lt;br /&gt;     Abração,&lt;br /&gt;     Luís Cláudio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;AMERICAN, UNITED STATIAN, USAMERICAN, OR GRINGO?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Luís Cláudio Villafañe G. Santos&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;AmeriQuests&lt;/span&gt; &gt; Vol. 2, No. 1 (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A little cultural war passed almost unnoticed in cyberspace at the end of March 2002. The first salvo of that war was fired by Thomas Holloway in an e-mail posted at the H-LatAm[1] discussion list on March 26th. He asked for an alternative to the word “American” when referring to people from, or citizens of, the United States of America.[2] The fact that the citizens of the United States call themselves “Americans” causes discomfort for many Latin Americans, who see the appropriation by the United States citizens of the collective identity of all peoples and countries of the continent as a clear act of cultural imperialism. In fact, the thirty-four other countries of the hemisphere can claim to be as "American" as the United States. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia o resto &lt;a href="http://ejournals.library.vanderbilt.edu/ameriquests/viewarticle.php?id=21&amp;layout=html&amp;OJSSID=255e8cc12fe10eea0e722cdb9e34423d"&gt;neste link&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114365912977224612?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114365912977224612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114365912977224612&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114365912977224612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114365912977224612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/313-voc-acha-que-eles-so-americanos.html' title='313) Você acha que eles são americanos, estado-unidenses ou simplesmente &quot;gringos&quot;?'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114360686607510853</id><published>2006-03-29T01:22:00.000-03:00</published><updated>2006-03-29T01:34:26.103-03:00</updated><title type='text'>312) Novos títulos no mercado de livros...</title><content type='html'>Já tivemos um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Elogio à loucura&lt;/span&gt;, de Erasmo, já tivemos um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Droit à la paresse&lt;/span&gt;, do genro de Karl Marx, Paul Lafargue, já tivemos também &lt;span style="font-style:italic;"&gt;In praise of idleness&lt;/span&gt;, do agnóstico militante Bertrand Russell...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois eu andei pensando em outros títulos, mais adaptados à nossa época: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Elogio da Hipocrisia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homenagem à mentira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvando a desfaçatez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O direito de ficar calado (with a little help from our friends of the Supreme Court...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultivando ativamente a apatia ao trabalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte de ficar alheio a tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ser um cara-de-pau em dez lições&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem outros títulos disponíveis, mas acho que vou reservar para eventual &lt;span style="font-style:italic;"&gt;copyright&lt;/span&gt; de obra destinada a ensinar como influenciar pessoas e aumentar o seu capital sem fazer esforço...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114360686607510853?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114360686607510853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114360686607510853&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114360686607510853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114360686607510853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/312-novos-ttulos-no-mercado-de-livros.html' title='312) Novos títulos no mercado de livros...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114359985776193544</id><published>2006-03-28T23:35:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T23:37:37.763-03:00</updated><title type='text'>311) Virtudes pouco mundanas... (uma reflexão para os que compreendem a natureza humana)</title><content type='html'>Transcrevo abaixo artigo publicado &lt;span style="font-style:italic;"&gt;na Folha de São Paulo&lt;/span&gt; desta terça-feira, 28 de março de 2006, pelo embaixador José Alfredo Graça Lima, atual Consul-Geral do Brasil em Nova York: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Virtudes casadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;JOSÉ ALFREDO GRAÇA LIMA&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Folha de São Paulo&lt;/span&gt;, 28 de março de 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem confunda humildade com subserviência, temeridade com coragem. Engano. Ser humilde é ter respeito pelo próximo, seja qual for seu status, sua cor, sua procedência. Ser humilde é também reconhecer que, por mais inteligentes, por mais educados, por mais ricos ou por mais poderosos que possamos ser, estamos ainda muito distantes da perfeição e sempre podemos aprender com nossos semelhantes, por mais desprovidos que sejam. Riqueza e poder, de resto, pela capacidade que têm de corromper, freqüentemente se convertem de ativo em passivo, causam dependência e apequenam a alma.&lt;br /&gt;Ser humilde é, além disso, prestar serviço sem exigir reciprocidade, de maneira discreta, contida, como uma obrigação auto-imposta, mas cumprida com prazer. É, finalmente, celebrar a vitória do seu time pelos méritos dos atletas vencedores, sem tripudiar sobre os adversários e, muito menos, ferir-lhes os brios. (O futebol, parte fundamental da vida, não pode ser metáfora para a própria vida, que mais se assemelha, como entendia Shakespeare, a uma peça de teatro cuja direção obedece a princípios e regras básicos, mas que está permanentemente sujeita à improvisação derivada do exercício do livre-arbítrio).&lt;br /&gt;Não se deve ser, porém, humilde de forma absoluta. Em primeiro lugar, porque inexiste, na natureza humana, o que se poderia chamar de qualidade total, se não em prejuízo do exercício de outras virtudes que se exigem para viver em harmonia dentro da sociedade. A própria justiça, como já sacavam os antigos romanos, é passível de distorção, caso ministrada sem considerar atenuantes ou sem comportar um elemento de compaixão. A humildade, da mesma forma, há que ser temperada ou moderada pela coragem, que é o sereno desprendimento na defesa dos direitos contra a irracionalidade da violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É coragem, e não astúcia ou sagacidade, que se requer dos que detêm posição de liderança. Coragem para ser ético&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O emprego da força ou da intimidação moral não se combate, no plano pessoal, com os mesmos métodos, sob pena de agravar o mal ou de comprazer-se com a vingança. Em casos extremos, a autoridade repressora se encarregará de proteger os inocentes; também em circunstâncias excepcionais, justificar-se-á a legítima defesa. Mas, no dia-a-dia, no convívio civilizado entre pessoas que ganham a vida honestamente, o que Jesus e Gandhi pregaram e praticaram foi a resistência passiva, a não-violência, o repúdio ao revide e ao talião. Homens livres, independentes, sem nada a temer porque sem nada a dever, Jesus e Gandhi foram corajosos a ponto não só de padecer pela falta de compreensão como também de perdoar os seus algozes.&lt;br /&gt;Pois a coragem está justamente em superar os próprios preconceitos e as próprias tentações, e, além de justo, ser magnânimo. Nada se perde com a remissão das ofensas; ao contrário, o perdão é ganhador, especialmente em resposta ao arrependimento. Até mesmo no comércio internacional, em que prevalece o princípio básico do equilíbrio entre direitos e obrigações, suspender concessões para compensar a violação de compromissos equivale a atirar no próprio pé, sem obter satisfação para o(s) setor(es) afetado(s). Na hipótese de uma medida violatória ter que continuar em vigor, deveria caber compensação de valor equivalente, negociada de boa-fé entre as partes interessadas.&lt;br /&gt;É coragem, e não astúcia ou sagacidade, que se requer dos que detêm posição de chefia ou de liderança. Coragem pessoal para ouvir, orientar, reconhecer o erro, ser paciente, aceitar as responsabilidades e repartir os benefícios. E coragem política para arcar com as conseqüências de ser democrata, multilateral e, acima de tudo, ético.&lt;br /&gt;Decisões corajosas, que visam transformar o presente para garantir o futuro, raramente são apoiadas por setores ou corporações, cujos interesses são muitas vezes imediatistas e até avessos a reformas que impliquem redução de custos e mudanças na repartição dos frutos do crescimento econômico, visando a torná-la mais eqüitativa. Mas, se são esses os objetivos permanentes de todo Estado que se respeita e que pretende ser respeitado pela comunidade das nações, é preciso estar à altura do desafio, por mais perverso que possa ser, mais adiante, o julgamento popular. Não há decisões sem riscos; é, ao mesmo tempo, saudável e gratificante proceder de forma despojada, sem expectativas de ganhos materiais ou políticos.&lt;br /&gt;Virtudes não teologais -como são a fé e a esperança-, a humildade e a coragem, faces de uma só medalha, constituem, a exemplo da caridade, expressões de consideração para com o próximo, ditadas pela consciência e destituídas de segundas intenções. Tratar a si próprio com o rigor da razão e a todos com o coração humilde é a melhor receita para fortalecer o organismo e alcançar a paz de espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Alfredo Graça Lima, 60, diplomata, é cônsul-geral do Brasil em Nova York (EUA). Foi subsecretário-geral de Integração Econômica e Comercial do Ministério das Relações Exteriores (1998-2002) e chefe da Missão Permanente do Brasil junto à União Européia (2002-2005).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114359985776193544?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114359985776193544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114359985776193544&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114359985776193544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114359985776193544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/311-virtudes-pouco-mundanas-uma.html' title='311) Virtudes pouco mundanas... (uma reflexão para os que compreendem a natureza humana)'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114359292283818190</id><published>2006-03-28T21:38:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T23:32:30.736-03:00</updated><title type='text'>310) Imprecisão terminológica...</title><content type='html'>Da Agência Estado, 28 de março de 2006 - 19:45&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Líder petista defende desempenho da Caixa&lt;br /&gt;'O erro não anula o que as pessoas fizeram de bom', disse a senadora Ideli Salvatti."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como erro? Violação de conta virou erro?&lt;br /&gt;Seria preciso fazer um Glossário de termos da "novilíngua" ou então um Novíssimo Dicionário de Imprecisões Terminológicas Em Vigor no Cerrado Central...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: mais duas imprecisões termonológicas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Diário Oficial traz exoneração "a pedido" de Palocci e Mattoso&lt;br /&gt;Publicidade&lt;br /&gt;da Folha Online, 28/03/2006  - 11h12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exoneração de Antonio Palocci foi publicada na Seção 2 da edição de hoje do "Diário Oficial" da União. De acordo com o despacho publicado, Palocci foi exonerado "a pedido".&lt;br /&gt;Na linguagem dos diários oficiais, o termo "a pedido" significa que os exonerados pediram para deixar seus cargos --ou seja, não foram demitidos.&lt;br /&gt;Palocci pediu afastamento do cargo ontem depois do agravamento da crise deflagrada pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. O caseiro contradisse Palocci na CPI dos Bingos ao afirmar que ele era freqüentador da casa alugada em Brasília pelos ex-assessores de Ribeirão Preto para fechamento de negociatas e festas com prostitutas. Palocci negou à CPI ter ido à casa.&lt;br /&gt;A edição de hoje do "Diário Oficial" da União também traz a exoneração "a pedido" de Jorge Mattoso, que ocupava a presidência da Caixa Econômica Federal. Mattoso colocou seu cargo à disposição após depor na Polícia Federal. Em seu depoimento, ele admitiu ter ordenado a impressão do extrato do caseiro e ter entregue esse documento "em mãos" para Palocci."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou pedir para ser "exonerado" do Imposto de Renda, mas não sei se o Imposto de Renda vai achar que eu estou cometendo uma "imprecisão terminológica"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114359292283818190?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114359292283818190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114359292283818190&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114359292283818190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114359292283818190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/310-impreciso-terminolgica.html' title='310) Imprecisão terminológica...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114357559841509790</id><published>2006-03-28T16:52:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T16:53:18.446-03:00</updated><title type='text'>309) A frase do dia</title><content type='html'>"Ficou provado que o lado mais fraco não é o de um simples caseiro. É o da mentira".&lt;br /&gt;Dixit: caseiro Francenildo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114357559841509790?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114357559841509790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114357559841509790&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114357559841509790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114357559841509790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/309-frase-do-dia.html' title='309) A frase do dia'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114352492415212664</id><published>2006-03-28T02:43:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T02:53:56.746-03:00</updated><title type='text'>308) Perguntar não ofende...</title><content type='html'>O meretíssimo senhor juiz Eros Grau (valha o nome) suspendeu a acareação do discretíssimo presidente do Sebrae, Paulo Okamoto, com seu denunciante, o demitidíssimo (do PT, em 1995) Paulo de Tarso Venceslau, porque o pedido da CPI dos Bingos (valha o apelido) não estava "bem fundamentado"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem: que tal se o mesmo meretíssimo (valha a imaginação) suspendesse a demissão do ministríssimo Palocci porque o pedido não estava "bem fundamentado"...&lt;br /&gt;Afinal de contas, ele só pediu "afastamento", sendo injusta, além de legalmente inapropiada, a demissão...&lt;br /&gt;Se o doutor Eros pedir, eu preparo um arrazoado bem fundamentado a esse respeito...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114352492415212664?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114352492415212664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114352492415212664&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114352492415212664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114352492415212664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/308-perguntar-no-ofende.html' title='308) Perguntar não ofende...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114352359626981471</id><published>2006-03-28T02:21:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T02:26:36.323-03:00</updated><title type='text'>307) Crime, no Brasil, não é bem crime...</title><content type='html'>Do blog do Noblat, nesta segunda borrascosa de Brasília, 27 de março de 2006: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"27/03/2006 ¦ 18:53&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O crime, segundo Mattoso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tudo se passou na noite da quinta-feira, dia 16, segundo contou Jorge Mattoso, ainda presidente da Caixa Econômica Federal, em seu depoimento, esta tarde, à Polícia Federal.&lt;br /&gt;Ele estava jantando em um restaurante de Brasília, quando soube por meio de Ricardo Schumann, seu assessor, que a conta-poupança do caseiro Francenildo registrara "movimentações atípicas".&lt;br /&gt;Mattoso deu ordem para que se tirasse um extrato da conta. E, de posse dele, foi ao encontro de Palocci, na casa oficial do ministro da Fazenda, no Lago Sul.&lt;br /&gt;Uma fonte da Polícia Federal disse há pouco a Gustavo Noblat, repórter do blog, que o ato praticado por Mattoso não configura crime. Que o ato de Palocci ver o extrato também não configura crime.&lt;br /&gt;O crime se configurou quando os dados da conta do caseiro foram repassados para a revista Época.&lt;br /&gt;A conferir se a fonte tem razão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PRA&lt;/span&gt;: Curiosa noção de crime: O presidente de um banco pode xeretar quanto quiser a conta de um cidadão seu cliente, copiar extratos e levar para casa para, digamos "estudar", comentar com sua mulher, o vizinho...&lt;br /&gt;Ele só não pode passar para uma revista...&lt;br /&gt;Vale uma consulta ao STF?&lt;br /&gt;Algum meretíssimo vai dizer que, de fato, não foi crime: o banqueiro tem por função controlar "movimentos atípicos", digamos assim...&lt;br /&gt;Agora imaginem se, em lugar de dar a um jornalista, o banqueiro distraído deixa cair o extrato em alguma calçada qualquer. Algum meretíssimo vai dizer que foi mero acidente?&lt;br /&gt;O Brasil sempre me surpreenderá...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114352359626981471?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114352359626981471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114352359626981471&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114352359626981471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114352359626981471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/307-crime-no-brasil-no-bem-crime.html' title='307) Crime, no Brasil, não é bem crime...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114351971551762196</id><published>2006-03-28T00:59:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T01:27:08.476-03:00</updated><title type='text'>306) Uma carta comentada (por isso ela vale mais...)</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Transcrevo a matéria do jornal e, no meio, insiro meus comentários: entre colchetes e em itálico: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Íntegra da carta enviada pelo ex-ministro Palocci ao presidente Lula&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Agência Estado, 27 março 2006, 21h00)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília - O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci entregou, na tarde desta segunda-feira, uma carta ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, solicitando seu afastamento do cargo. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;[Trata-se de uma nova figura jurídica ou de estilo? Afastamento quer dizer o que?: o ministro vai dar um passeio na esquina e depois ele volta? Por que ele não se demitiu, tão simplesmente?]&lt;/span&gt; O teor do texto somente foi aberto à imprensa horas depois, quando o pedido já havia sido aceito por Lula. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;[Segundo outras informações, o ministro só redigiu a carta pedindo "afastamento" depois que o presidente já tinha decidido demiti-lo, ou "afastá-lo", segundo a "imprecisão terminológica do ministro.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em princípio, a assessoria do ministério soltou uma nota confirmando a entrega da carta, sem, contudo, revelar sua íntegra. O ministério apenas sugeriu que a imprensa se ativesse ao termo "afastamento", redigido na nota. Pouco depois, foi confirmada a saída de Palocci e sua substituição por Guido Mantega, então presidente do BNDES e ex-ministro do Planejamento. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;[Vocês, por favor, não estranhem, se eu solicitar meu "afastamento" temporário deste blog: fui à esquina e já volto...]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Leia a íntegra da carta:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Brasília, 27 de março de 2006&lt;br /&gt;A Sua Excelência o Senhor&lt;br /&gt;Luiz Inácio Lula da Silva&lt;br /&gt;Presidente da República Federativa do Brasil&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;[Nada a comentar]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor Presidente e amigo,&lt;br /&gt;Peço a Vossa Excelência meu afastamento, nesta data, do cargo de Ministro de Estado da Fazenda. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;[O presidente redigiu um decreto de "afastamento"?]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1º de janeiro de 2003, trabalhei incansavelmente para corresponder à confiança com que Vossa Excelência me honrou ao escolher-me para servir ao seu lado como executor da política econômica de seu governo. Dei o melhor de mim, sem medir esforços. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;[Nisso, sem dúvida, justiça seja feita ao ministro.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou convencido, porém, de que minha permanência no Ministério da Fazenda, neste momento de exacerbado conflito político, e quando sou alvo de todo tipo de maldades e acusações, não mais contribui para o avanço da obra do governo de Vossa Excelência, nem serve ao melhor interesse do Brasil. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;[Acusações, sim, maldades, parece exagero. O ministro foi sempre muito bem tratado pelo oposição, até mais do que deveria, tendo faltado com a verdade, como ele sabe que faltou, por diversas vezes, ainda que inconscientemente traído por suas "imprecisões terminológicas".]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde agosto do ano passado, iniciou-se um movimento sistemático para lançar dúvidas e suspeitas sobre o meu trabalho e a minha pessoa. Durante todo o final de 2005, procurei, por meio da imprensa e de três visitas sucessivas ao Congresso Nacional, esclarecer toda sorte de questões lançadas a meu respeito. No início deste ano, compareci perante comissão parlamentar de inquérito do Senado Federal, antes mesmo de ser convocado, para prestar esclarecimento amplo e direto sobre todas essas questões. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;[Desde agosto do ano passado, avolumam-se os indícios de que alguém estava faltando com a verdade, numa série de episódios rocambolescos que em nada devem às supostas maldades da oposição, mas que são inteiramente produzidos por acusações de alguns membros da tribo que ruidosamente ocupou o cerrado central, vinda de plagas mais discretas no interior paulista.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julguei haver refutado, naquele momento, em termos objetivos, a inconsistência das acusações e ter restabelecido as condições de trabalho deste Ministério. Entretanto, Senhor Presidente, a luta política se exacerbou nas últimas semanas e questões já superadas foram trazidas novamente à pauta. Tenho lidado com esta situação procurando sempre preservar a economia dos efeitos da luta política, assim como todo o trabalho do nosso Ministério. Entretanto, tornou-se cada vez mais difícil manter esta conduta, pois, em momentos de tal turbulência, os argumentos, as explicações e as ponderações perdem valor diante de acusações descabidas e conclusões apressadas. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;[O ministro foi refutado não pela exacerbação das lutas políticas, mas pelo sereno depoimento de um "simples caseiro", que disse com todas as letras, e sustentaria o que disse "até morrer", apenas isto: "O ministro mentiu!"]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais recentemente, episódio na Caixa Econômica Federal trouxe novamente a este Ministério pressões que tornaram impossível a continuidade regular do meu trabalho. Quero esclarecer, Senhor Presidente, que não tive nenhuma participação, nem de mando, nem operacional, no que se refere à quebra do sigilo bancário de quem quer que seja. Reafirmo ainda que não divulguei nem autorizei nenhuma divulgação sobre informações sigilosas da Caixa Econômica Federal. Sou consciente das leis e da responsabilidade do meu cargo. Sou consciente das regras da democracia e do Estado de Direito. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;[O "episódio" da Caixa não foi inventado, criado ou produzido pela oposição "maldosa", mas foi feito a 100% nas próprias fileiras da situação, um escandalo "made at home", na continuidade de outros episódios parecidos. Desta vez, os companheiros não se contentaram em atirar no próprio pé: eles tiveram a inacreditável pontaria de acertar na própria rótula: assim, ninguém aguenta ficar de pé...]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com esta postura que realizamos um trabalho forte de estabilização da economia brasileira. Durante estes três anos e três meses, não houve lugar para malfeitos de qualquer ordem. Digo isto em meu nome e, tenho certeza, no nome de todos os secretários que comigo conduziram este trabalho. Tenho orgulho de haver colaborado para a implementação da exitosa política econômica de Vossa Excelência, que tanto contribuiu para a estabilidade de nossa economia, com claros benefícios para as parcelas mais pobres de nosso povo. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;[Os "malfeitos" de nenhumam forma se referem à condução da política econômica, que de certa forma foi correta, ainda que sem imaginação; mas a estabilidade foi preservada, e por isso devemos render homenagem ao ministro. Os "malfeitos" têm diversas facetas, entre elas o transporte de dólares, mas eles podem ser resumidos num único gesto: "O ministro mentiu!"]&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O controle definitivo da inflação, os números recorde de geração de emprego, a evolução do crédito, a boa administração da dívida pública e, particularmente, o espetacular desempenho das contas externas do País são conquistas do Brasil para as quais muitos governos colaboraram e seu governo consolidou. Estou extremamente feliz por haver contribuído para alcançar esses resultados. O Brasil está mais forte, mais preparado e maduro, para, sob a liderança de Vossa Excelência, seguir adiante trilhando esta política, no caminho do desenvolvimento econômico e social. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;[O ministro merece, por tudo isso, o prêmio "operário do ano", ou "executivo", como ele preferir, ainda que ele talvez não disponha de condições para voltar ao convívio normal com a sociedade organizada, pelo futuro imediato...]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tomo a decisão de pedir o meu afastamento com tranqüilidade. A consistência do trabalho feito e a solidez da economia brasileira me dão a certeza de que a estabilidade do país e de suas instituições não depende da pessoa do Ministro da Fazenda e sim das políticas definidas por Vossa Excelência. Sempre servi ao governo de Vossa Excelência sem personalismos nem ambições pessoais. Minha dedicação e minha energia sempre estiveram voltadas para o progresso do Brasil e de seu povo. Esta é a mesma convicção da honrada equipe do Ministério da Fazenda e, tenho certeza, do próximo ministro que Vossa Excelência escolherá. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;[Acho que o ministro cometeu aqui, no caso do seu pedido de "afastamento", mais uma "imprecisão terminológica". Talvez seja a última, a não ser que CPIs e delegados de polícia lhe concedam mais algumas vezes esse direito...]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Respeitosamente, e com toda a gratidão.&lt;br /&gt;Antonio Palocci Filho&lt;br /&gt;Ministro de Estado da Fazenda"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;[Uma carta solicitando "afastamento" tem direito ao Diário Oficial? Com a palavra algum togado meretíssimo...]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114351971551762196?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114351971551762196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114351971551762196&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114351971551762196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114351971551762196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/306-uma-carta-comentada-por-isso-ela.html' title='306) Uma carta comentada (por isso ela vale mais...)'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114351813737335037</id><published>2006-03-28T00:51:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T00:58:05.860-03:00</updated><title type='text'>305) Fazendo justiça com as próprias mãos (por vezes, os pés também...)</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Brasil é, seguramente, um dos poucos países no mundo no qual os juizes não se contentam, modestamente, em interpretar as leis, apenas. Eles se esforçam também por criá-las, inventar regras, determinar condutas, ditar o que os outros podem ou não podem fazer. Se deixarmos, eles mesmos é que vão, por exemplo, formular as perguntas que as CPIs devem fazer aos inquiridos...&lt;br /&gt;Não acreditam? Vejam a matéria abaixo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência Estado, 27 Março 2006, 20h00 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Supremo proíbe acareação entre Okamoto e Venceslau na CPI&lt;br /&gt;Presidente do Sebrae é acusado pelo economista de ter comandado um esquema de caixa 2 nas prefeituras do PT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariângela Galucci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASÍLIA - Em mais uma decisão do Supremo Tribunal Federal que atrapalha as investigações em curso no Congresso sobre as denúncias de corrupção no governo Lula, o presidente Sebrae, Paulo Okamotto, conseguiu se livrar do compromisso de comparecer nesta terça-feira à CPI dos Bingos. O ministro Eros Grau, do STF, concedeu na noite desta segunda-feira à noite uma liminar para que Okamotto não seja obrigado a prestar o depoimento marcado para às 11 horas de terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu despacho, o ministro disse que a CPI aprovou um requerimento para realização de acareação entre Okamotto e o economista Paulo de Tarso Venceslau, que acusa o presidente do Sebrae de ter comandado um esquema de caixa 2 nas prefeituras do PT. Segundo Eros Grau, porém, o ato da CPI que convocou Okamotto previa apenas um depoimento. "No caso, há flagrante desvio de finalidade e, por isso mesmo, afronta à legalidade", afirmou o ministro. "Os poderes de investigação atribuídos às CPIs devem ser exercidos nos termos da legalidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A observância da legalidade é fundamental não apenas à garantia das liberdades individuais, mas à própria integridade das funções (...) das CPIs. Essas não detêm simples poder de investigar; antes, estão vinculadas pelo dever de fazê-lo, e de fazê-lo dentro dos parâmetros de legalidade", afirmou Eros Grau. O ministro ressaltou, no entanto, que, em caso de nova notificação para acareação, deverá ser garantido a Okamotto o direito ao devido processo e ao contraditório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa não é a primeira vez que o presidente do Sebrae tem uma vitória no STF. No início do ano, Okamotto conseguiu suspender no Supremo a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico decretada pela CPI dos Bingos."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114351813737335037?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114351813737335037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114351813737335037&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114351813737335037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114351813737335037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/305-fazendo-justia-com-as-prprias-mos.html' title='305) Fazendo justiça com as próprias mãos (por vezes, os pés também...)'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114349351938061166</id><published>2006-03-27T17:50:00.000-03:00</published><updated>2006-03-27T18:05:19.396-03:00</updated><title type='text'>304) Faz todo sentido...</title><content type='html'>Da seção "Frases" do jornal &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Folha de São Paulo&lt;/span&gt;, desta segunda-feira, 27 de março:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;VALE-DROGA&lt;/span&gt; "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O que muita gente não consegue ver é que isso aqui [o tráfico de drogas] é uma empresa como outra qualquer, que busca lucro. (...) Quem está aqui quer as mesmas coisas que as pessoas que trabalham nas grandes empresas, por isso sabemos como tratar nossos clientes&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também acho. Que tal se essa grande empresa que emprega em toda honestidade um sem número de informais, alguns inclusive num programa exclusivo de "Primeiro Emprego, se decidisse por uma bela campanha promocional, com direito a inserções publicitárias  nos grandes jornais e nos intervalos do horário nobre? &lt;br /&gt;Eu já ouvi falar de um célebre marquetólogo-comunicólogo-propandístico personagem, muito afeto a animais de plumas, que faz todo tipo de trabalho, inclusive nesse formato de "grande empresa que não quer aparecer"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114349351938061166?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114349351938061166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114349351938061166&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114349351938061166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114349351938061166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/304-faz-todo-sentido.html' title='304) Faz todo sentido...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114349242462895531</id><published>2006-03-27T17:46:00.000-03:00</published><updated>2006-03-27T17:47:04.653-03:00</updated><title type='text'>303) Os novos "internacionalistas"...</title><content type='html'>Folhateen, FSP, 27 março 2006, p. 6-8 (www.folhateen.com.br), mas liberado apenas para assinantes do UOL ou da Folha. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TRABALHO&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;A faculdade de relações internacionais é uma das mais disputadas nos vestibulares do Brasil; opção divide especialistas e confunde estudantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os internacionalistas&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;LEANDRO FORTINO &lt;br /&gt;DA REPORTAGEM LOCAL &lt;br /&gt;Nos anos 80, havia apenas dois. Em dezembro de 2005, já eram 84, sendo 17 deles somente em São Paulo. Sétimo curso mais concorrido da Fuvest, na frente de carreiras clássicas, como direito e administração, o bacharelado em relações internacionais (RI) teve a terceira nota de corte mais alta do último vestibular da Universidade de São Paulo: 68 pontos. E a primeira turma entrou nessa nova faculdade da USP somente em 2002.&lt;br /&gt;Portanto, tanto pela oferta de vagas como pelo alto nível da concorrência, não há como negar que a carreira é a bola da vez entre os estudantes que enxergaram na globalização e na abertura da economia brasileira uma maneira de abraçar o mundo.&lt;br /&gt;Mas, afinal, a carreira de "internacionalista" (como começa a ser chamado, provisoriamente, o profissional de RI) é o melhor caminho para alcançar posição em empresas, em agências e em organizações governamentais, no serviço diplomático ou no próprio sistema universitário?&lt;br /&gt;Ou é um daqueles cursos que atraem estudantes indecisos que se aproveitam da característica interdisciplinar do bacharelado em RI para ganhar tempo enquanto tentam encontrar a vocação profissional?&lt;br /&gt;"Não diria que atrai indecisos, mas seguramente atrai jovens com curiosidade de entender o mundo que os cerca e com disposição de explorar caminhos de profissionalização não tradicionais", explica a coordenadora do bacharelado em relações internacionais da USP e vice-diretora do Instituto de Relações Internacionais, Maria Hermínia Tavares de Almeida.&lt;br /&gt;"O bacharelado em RI proporciona uma sólida formação básica no estudo de problemas internacionais de forma a permitir que o aluno possa atuar em qualquer organização com atuação internacional", explica Maria Hermínia.&lt;br /&gt;"Meu grande sonho é trabalhar na ONU, na AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica). O único problema é que eu não sei como chegar lá. Acho que o Itamaraty seria um caminho", conta o estudante do segundo ano do ensino médio Ricardo Tenório, 16, que pretende prestar RI.&lt;br /&gt;Mas seria essa a melhor forma para o desejo de Ricardo se realizar? "Não acho que seja importante fazer RI se você quiser fazer o Instituto Rio Branco [responsável pela seleção e pela formação de diplomatas]. Quem quer o Itamaraty pode ser formado em qualquer graduação. Não é verdade que quem faz RI esteja mais bem preparado", diz Demétrio Magnoli, doutor em geografia humana pela USP e colunista da Folha.&lt;br /&gt;"Mas também não é verdade dizer que o pessoal de direito esteja. Todos os cursos ajudam em alguma coisa no concurso do Itamaraty. Depende mais do perfil de cada indivíduo. Ninguém deveria escolher a faculdade em razão disso", afirma Magnoli.&lt;br /&gt;O diplomata de carreira e doutor em ciências sociais Paulo Roberto de Almeida é um dos maiores críticos ao curso de RI. "Não tenho certeza de que esse seja o melhor caminho para quem aspira a ser alguma coisa na vida, pois se trata de uma área relativamente nova e não suficientemente "testada" nos mercados de trabalho."&lt;br /&gt;Para Almeida, o recrutamento para o Rio Branco é altamente seletivo e a formação deveria ser focada nas humanidades em geral, com um domínio igualmente satisfatório de ciências sociais aplicadas, como economia e direito. Mas, segundo ele, não é seguro que um curso de RI consiga dar todas as competências requeridas, apesar de ele ser provavelmente o que mais estaria dentro do "campo" da diplomacia profissional.&lt;br /&gt;"Acontece, porém -e isso precisa ficar muito claro aos aspirantes à carreira diplomática-, que, sendo esse recrutamento caracterizado pela "hecatombe" de 90% dos candidatos, os "não-entrantes" precisam "sobreviver" nas profissões normais, e aqui o nicho das relações internacionais ainda é relativamente difícil", explica o diplomata.&lt;br /&gt;Há quem pretenda prestar RI mas queira distância do Itamaraty. Rafael Tarasantchi, 16, que está no terceiro ano do ensino médio, é um deles. Porém ele faz parte do clube que escolheu prestar RI por indecisão.&lt;br /&gt;"Espero que o curso me prepare bem para qualquer coisa que eu queira. Sei que muita gente diz que é um curso em que ao mesmo tempo você sabe de tudo e de nada. Mas depende dos seus interesses. É mais para quem gosta de humanas", diz Rafael.&lt;br /&gt;"A escolha de uma profissão e de uma faculdade é muito difícil, e o melhor guia para as pessoas é fazer aquilo de que gostam, porque, se gostarem, vão fazer bem, ter emprego e ser bem remuneradas", garante o embaixador Sérgio Amaral, diretor do Instituto de Estudos Internacionais da Faap (Fundação Armando Álvares Penteado).&lt;br /&gt;Para ele, o pretendente a uma vaga em RI "tem de ter uma curiosidade grande pelo mundo, pela diversidade e pelos outros países e precisa de uma capacitação um pouco especial, que é o conhecimento de línguas, o que no Brasil não era um requisito tão importante e hoje é cada vez mais".&lt;br /&gt;Gabriel Leicand, 18, faz cursinho com o objetivo de entrar em RI. Ele sempre adorou geografia, política, economia e história atual. "Sempre pensei em prestar ciências sociais ou história, mas eu me interesso muito mais pela atualidade. Quando descobri que RI tinha tudo de economia, de direito e de história atual, decidi prestar."&lt;br /&gt;Elisa Klüger, 18, é aluna do primeiro ano de RI na USP. "Acho que muita gente está aqui e não sabe o que vai encontrar no futuro, que vem porque tem um pouquinho de tudo, porque é de humanas e porque tem mercado. Sinceramente, eu não concordo que há mercado. O mercado não está preparado para os formados em RI, pois eles concorrem com profissionais de outras áreas, como economia", defende Elisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRABALHO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheça o que levou os estudantes ouvidos pelo Folhateen a tentar relações internacionais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nobel da Paz inspira opção por RI &lt;br /&gt;DA REPORTAGEM LOCAL &lt;br /&gt;"Queria o cargo de Mohamed el Baradei", conta o estudante do segundo ano do ensino médio Ricardo Tenório, 16. Ele sonha um dia ocupar o cargo de diretor-geral da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), braço das Nações Unidas para questões de não-proliferação nuclear, ocupado hoje pelo vencedor do Prêmio Nobel da Paz no ano passado. Para isso, Ricardo pretende prestar relações internacionais.&lt;br /&gt;Ele tomou a decisão depois de participar de um modelo de simulação da ONU organizado pela Faap (Fundação Armando Álvares Penteado). Nessa disputa verbal, cada escola inscrita recebe um ou dois países para defender, e cada aluno defenderá um desses países em um dos comitês.&lt;br /&gt;"No primeiro Fórum Faap eu fui a Coréia do Norte, no comitê de desarmamento e segurança internacional", conta Ricardo.&lt;br /&gt;"É uma experiência muito legal, organizada pelo pessoal de RI da Faap. Eu adorei. Queria fazer jornalismo. Depois, decidi por direito. Aí fui a esse modelo e descobri que era isso. No ano passado, assisti a aulas de diplomacia e de política no curso de RI da PUC-SP. Adorei. Quero fazer tratados internacionais, e RI parece bastante útil para isso e me dá alguma base", conta Ricardo.&lt;br /&gt;Carolina Cavalcanti, 20, faz cursinho para prestar direito na USP e RI na Unicamp e na Unesp. "Muitas pessoas que pensavam em fazer direito estão fazendo RI. Eu pretendo trabalhar no exterior, em um consulado. Espero sair pronta da faculdade para atuar como cidadã, ajudar a sociedade e dar uma outra visão da vida para as pessoas. Falta muito isso no Brasil."&lt;br /&gt;A estudante quer ser procuradora internacional e pretende juntar as duas graduações para atuar na área pública. "Seguiria carreira diplomática somente se, durante a faculdade, eu me identificar."&lt;br /&gt;Para o presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais e coordenador-geral do grupo de conjuntura internacional da USP, Gilberto Dupas, a opção de Carolina é a mais indicada.&lt;br /&gt;"Para mim, o grande dilema do curso de RI é: "O que vocês vão fazer com a informação que receberam?". Procuro aconselhar da seguinte maneira: quem faz um curso de RI de graduação deverá fazer um curso de pós-graduação focado. Faça uma especialização para aplicar a generalidade. Outra opção é fazer a graduação em direito e a especialização em RI, por exemplo", explica.&lt;br /&gt;Gabriel Arce, 18, pretende prestar vestibular para duas faculdades. Mas não de acordo com o conselho de Gilberto Dupas. Ele vai tentar oceanografia e RI.&lt;br /&gt;"RI é a segunda opção. Minha primeira sempre foi oceanografia. Mas, por ser uma carreira diferenciada, resolvi prestar RI. Além disso, tenho cidadania americana e quero morar nos EUA", conta. "As duas faculdades não têm nada a ver, mas gosto muito de política internacional desde os 14 anos. Quero seguir carreira diplomática, mas nunca pensei em fazer isso aqui."&lt;br /&gt;Da cozinha para as relações internacionais. Em uma temporada de quatro meses na Europa, o estudante Gabriel Leicand, 18, decidiu que prestará vestibular para RI.&lt;br /&gt;"Não entrei em nenhuma faculdade, então decidi passar um tempo em Paris. Queria ser cozinheiro. Nesse meio tempo conheci um grupo de RI que estava fazendo intercâmbio. Vi que o curso se encaixou exatamente nos meus interesses. Gosto mais da discussão mais ampla do direito, relacionada à ética. Quando eu descobri que RI tinha tudo de economia, de direito e de história atual, decidi prestar."&lt;br /&gt;Leicand ainda tem dúvida sobre qual área pretende atuar. "Sempre fiz projetos sociais. Não sei se vou acabar trabalhando numa ONG, numa empresa ou no governo, mas eu sei que eu não quero ser diplomata. Acho que em pequenas coisas a gente pode mudar mais. Apesar de não ter abandonado por completo a idéia de ser cozinheiro."&lt;br /&gt;A indecisão pode atrapalhar os planos de quem não está preparado para encarar as dificuldades que o curso de RI apresenta.&lt;br /&gt;A aluna do primeiro semestre do curso da USP Elisa Klüger, 18, já conhece o que vem pela frente. "Há muita coisa interessante no curso. É muito teórico e, para quem não está disposto a ler e resumir uma média de 50 páginas por dia, provavelmente não é aconselhável. Além disso, o curso tem muitas palestras. O aluno que vai ingressar tem de pensar que vai ficar praticamente todos os dias em palestras. Um dia vem um francês, outro dia vem um cara falar sobre jihad, tem muito tema. Você vai ter de ler, resumir e entregar. Você vai fazer isso o tempo inteiro", alerta. (Leandro Fortino)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114349242462895531?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114349242462895531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114349242462895531&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114349242462895531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114349242462895531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/303-os-novos-internacionalistas.html' title='303) Os novos &quot;internacionalistas&quot;...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114348935114544363</id><published>2006-03-27T16:16:00.000-03:00</published><updated>2006-03-27T16:55:51.270-03:00</updated><title type='text'>302) Acho que já vimos esse filme antes (the remake)...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6502/1950/1600/coffee_shortage-715260.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6502/1950/320/coffee_shortage-715260.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O meu remake, na verdade, é constituído por uma simples transcrição de um site para estudantes de primeiro ano de economia, desses bens elementares, que explicam sobre a lei da oferta e da procura, que alguns dirigentes estão tentando revogar...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Do site: &lt;/span&gt;Aplia Econ Blog - News for Econ Students&lt;br /&gt;Link: &lt;a href="http://econblog.aplia.com/2006/01/chavez-cant-regulate-expropriate.html?showComments=false"&gt;http://econblog.aplia.com/2006/01/chavez-cant-regulate-expropriate.html?showComments=false&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Wednesday, January 25, 2006&lt;br /&gt;Chavez: Can't Regulate? Expropriate.&lt;br /&gt;Hugo Chavez, Venezuela's president, set lofty goals for regulating the coffee market--keep prices low for consumers and ensure farmers get a high price for their coffee beans. On the surface, Chavez appears to be making all the right political moves: helping poor coffee farmers and reaching voters where it counts--through their coffee mugs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But, as you've learned in your econ class, government attempts to control prices usually end in turmoil. The coffee market hasn't behaved according to Chavez's plans. His solution: send in the National Guard. Apparently, an under-caffeinated population is a matter of national security. Read on to find out more about Venezuela's coffee chaos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. How are coffee producers--the companies that roast and process coffee beans--getting squeezed by President Chavez's price controls? How did the coffee producers respond to the price controls?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Chavez sets both the prices coffee producers pay to farmers and the prices coffee producers receive from consumers. Is the regulated price that producers pay to farmers an example of a price floor or a price ceiling? What about the price producers receive from consumers?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Chavez implements price controls on a variety of foodstuffs in Venezuela, including powdered milk and maize. What consequences do the price controls have in Venezuelan supermarkets?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. How do you think coffee producers will respond to the government's coffee expropriation?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Chavez threatened to nationalize the coffee industry. Coffee producers often incur a loss after selling their coffee under current price controls. Assuming the government would incur the same costs as private coffee producers, who would make up for the government's loss on coffee production?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Topics: Price controls, Price ceiling, Price floor, Shortages, Expropriation&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114348935114544363?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114348935114544363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114348935114544363&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114348935114544363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114348935114544363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/302-acho-que-j-vimos-esse-filme-antes.html' title='302) Acho que já vimos esse filme antes (the remake)...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114344975988684268</id><published>2006-03-27T05:53:00.000-03:00</published><updated>2006-03-27T06:03:53.766-03:00</updated><title type='text'>301) Acho que já vimos este filme antes...</title><content type='html'>...ele costuma não dar certo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(das agências de imprensa, 27 Março 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Chávez propõe tabelar preços de imóveis urbanos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou tabelar os preços dos imóveis, sobretaxar os não ocupados e expropriar aqueles cujos proprietários não respeitarem o tabelamento na hora de vender, numa ofensiva contra a especulação imobiliária no país. "Se alguém em Caracas tiver cinco apartamentos e se recusar a vender pelo preço tabelado, nós vamos implementar decretos de expropriação e pagaremos ao dono o valor real do apartamento".&lt;br /&gt;Os preços dos imóveis cresceram 35% no ano passado por causa da falta de investimentos na construção. Ontem, centenas de opositores ao presidente saíram em protesto contra o que chamam de "perseguição" das autoridades contra a imprensa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Este filme aqui também: aparentemente tem gente que pensa que é possível revogar a lei da oferta e da procura na base do decreto governamental...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argentina&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Presidente institui símbolo da 'luta contra privilégios da elite'&lt;br /&gt;Carne se consolida como front político de Kirchner&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Braga de Buenos Aires&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Valor Econômico&lt;/span&gt;, 27 Março 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preço da carne, que em situações normais é visto como uma consequência do comportamento do mercado, se transformou nas últimas semanas em mais uma das batalhas políticas envolvendo diretamente o presidente argentino, Néstor Kirchner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupado com o impacto causado pelo aumento do produto, que na Argentina é consumido também pela população pobre, Kirchner tem abordado o problema de maneira ideológica, como uma espécie de defensor do direito de que todos seus cidadãos possam comer carne, contra a ganância de setores que estariam se beneficiando com os aumentos. "Basta de setores privilegiados", exclamou o presidente em discurso em uma localidade da Grande Buenos Aires visitada anteontem por ele e pela presidente do Chile, Michelle Bachelet. "Se a carne está cara, que baixem o preço para o povo, que o povo me ajude para que todos os argentinos tenham acesso [ao produto]", afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tentativa de deter a alta, no último dia 8, o governo proibiu por 180 dias as exportações de carne. As autoridades também estão fazendo uma campanha, com cartazes espalhados pelas ruas, para que a população boicote o produto. Para dar o exemplo, a carne bovina foi tirada do cardápio servido aos funcionários no refeitório da Casa Rosada, sede do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ofensiva, o presidente tem contado com apoio de grupos de desempregados, que já haviam realizado protestos quando Kirchner pediu, em 2005, boicote aos combustíveis da Shell, depois de a empresa aumentar preços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, manifestantes protestaram em frente à sede do mercado de Liniers, principal centro de comercialização de gado vivo do país, e da SRA (Sociedade Rural Argentina), a mais importante entidade do setor agropecuário, sob o slogan "para que as vaquinhas voltem a ser nossas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vésperas do aniversário do golpe de 1976, que fez 30 anos na sexta-feira, um dos dirigentes presentes, Jorge Aragón, disse que "a Sociedade Rural e os militares se dedicaram a derrubar presidentes na Argentina, e com esta denúncia viemos dizer que o povo e o governo não vão mais permitir isso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Segundo a percepção popular, os produtores de carne ainda são a faixa mais rica da população", afirmou o historiador José Ignacio Garcia Hamilton, lembrando que os pecuaristas ainda são identificados pela população em geral como a "elite" do país, apesar de a lucratividade obtida hoje com outros produtos, como a soja, ser maior. Mas, para Hamilton, a escolha dos pecuaristas como inimigos serve à retórica populista do presidente. "Esta é uma das razões pelas quais Kirchner se mete nessa briga."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os produtores, o veto às exportações foi recebido com críticas. O argumento é que a medida pode ter um efeito de curto prazo, aumentando a oferta de carne no mercado interno e consequentemente baixando o preço. Mas no médio e longo prazo a tendência é que a menor lucratividade faça com que alguns abandonem a atividade, diminuindo a oferta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O governo deve estar mal assessorado, está tomando medidas que vão contra o que há de mais básico para diminuir o preço de um produto, que é aumentar a oferta", disse Marcelo Fielder, secretário de Ação Política da SRA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A demanda está muito forte e temos o mesmo estoque de gado de 20 anos atrás", argumenta Pablo Kirjluk, porta-voz do Consórcio de Exportadores de Carne, entidade que reúne 80% das empresas que realizam embarques ao exterior. Segundo ele, o rebanho argentino é hoje de 54 milhões de cabeças para uma população de cerca de 40 milhões de pessoas. O "problema" é que cada argentino come, em média, 61 kg de carne por ano - o brasileiro come 30 kg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kirjluk diz que o veto às exportações deve fazer a Argentina perder mercados, e a mensagem enviada aos compradores é que o país não é um provedor confiável. No plano interno, a proibição pode afetar 10 mil trabalhadores que estão empregados em frigoríficos dedicados à exportação, e esse é um dos fatores que levam os empresários do setor a ter esperanças de poder reverter a medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior frigorífico argentino é o Swift, comprado em 2005 pelo brasileiro Friboi. Um porta-voz da Swift diz que a situação é "preocupante" e disse que a atividade nas fábricas que processam carne cozida e embalada a vácuo é lenta: os funcionários só trabalham para atender pedidos que haviam sido feitos e aprovados antes do veto. O funcionário não quis comentar a situação da empresa em meio a negociações com o governo para derrubar o veto. Mas se a situação não mudar depois de atendidos esses pedidos, a perspectiva é que a atividade cesse totalmente."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114344975988684268?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114344975988684268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114344975988684268&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114344975988684268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114344975988684268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/301-acho-que-j-vimos-este-filme-antes.html' title='301) Acho que já vimos este filme antes...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114342905559242183</id><published>2006-03-27T00:06:00.000-03:00</published><updated>2006-03-27T00:10:55.623-03:00</updated><title type='text'>300) Guerra de foices, entre os "neocons" americanos</title><content type='html'>Resenha do novo livro do Francis Fukuyama, no suplemento de livros do The New York Times deste sábado (25 de março de 2006), pelo "liberal-intervencionista" Paul Berman.&lt;br /&gt;Eu falei em guerra de foices, mas na verdade trata-se de um debate muito civilizado, pois ninguém morreu ainda, como em certos protestos contra idéias e charges pelo mundo afora. Em compensação, no terreno de batalha real, do Iraque, a coisa anda muito feia para Mister Bush...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro resenhado e seu resumo, pelo próprio Fukuyama, são os seguintes: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMERICA AT THE CROSSROADS&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Democracy, Power, and the Neoconservative Legacy&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;By Francis Fukuyama.&lt;br /&gt;226 pp. Yale University Press. $25.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RELATED&lt;br /&gt;"After Neoconservatism: An Essay" from the New York Times Magazine Adapted From the Book&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;March 26, 2006&lt;br /&gt;'America at the Crossroads,' by Francis Fukuyama&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Neo No More&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Review by PAUL BERMAN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In February 2004, Francis Fukuyama attended a neoconservative think-tank dinner in Washington and listened aghast as the featured speaker, the columnist Charles Krauthammer, attributed "a virtually unqualified success" to America's efforts in Iraq, and the audience enthusiastically applauded. Fukuyama was aghast partly for the obvious reason, but partly for another reason, too, which, as he explains in the opening pages of his new book, "America at the Crossroads," was entirely personal. In years gone by, Fukuyama would have felt cozily at home among those applauding neoconservatives. He and Krauthammer used to share many a political instinct. It was Krauthammer who wrote the ecstatic topmost blurb ("bold, lucid, scandalously brilliant") for the back jacket of Fukuyama's masterpiece from 1992, "The End of History and the Last Man."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But that was then.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Today Fukuyama has decided to resign from the neoconservative movement — though for reasons that, as he expounds them, may seem a tad ambiguous. In his estimation, neoconservative principles in their pristine version remain valid even now. But his ex-fellow-thinkers have lately given those old ideas a regrettable twist, and dreadful errors have followed. Under these circumstances, Fukuyama figures he has no alternative but to go away and publish his complaint. And he has founded a new political journal to assert his post-neoconservative independence — though he has given this journal a name, The American Interest, that slyly invokes the legendary neoconservative journals of past (The Public Interest) and present (The National Interest), just to keep readers guessing about his ultimate relation to neoconservative tradition.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;His resignation seems to me, in any case, a fairly notable event, as these things go, and that is because, among the neoconservative intellectuals, Fukuyama has surely been the most imaginative, the most playful in his thinking and the most ambitious. Then again, something about his departure may express a larger mood among the political intellectuals just now, not only on the right. For in the zones of liberalism and the left, as well, any number of people have likewise stood up in these post-9/11 times to accuse their oldest comrades of letting down the cause, and doors have slammed, and The Nation magazine has renamed itself The Weekly Purge. Nowadays, if you are any kind of political thinker at all, and you haven't issued a sweeping denunciation of your dearest friends, or haven't been hanged by them from a lamppost — why, the spirit of the age has somehow passed you by.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fukuyama offers a thumbnail sketch of neoconservatism and its origins, back to the anti-Communist left at City College in the 1930's and 40's and to the conservative philosophers (Leo Strauss, Allan Bloom, Albert Wohlstetter) at the University of Chicago in later years. From these disparate origins, the neoconservatives eventually generated "a set of coherent principles," which, taken together, ended up defining their impulse in foreign affairs during the last quarter-century. They upheld a belief that democratic states are by nature friendly and unthreatening, and therefore America ought to go around the world promoting democracy and human rights wherever possible. They believed that American power can serve moral purposes. They doubted the usefulness of international law and institutions. And they were skeptical about what is called "social engineering" — about big government and its ability to generate positive social changes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Such is Fukuyama's summary. It seems to me too kind. For how did the neoconservatives propose to reconcile their ambitious desire to combat despotism around the world with their cautious aversion to social engineering? Fukuyama notes that during the 1990's the neoconservatives veered in militarist directions, which strikes him as a mistake. A less sympathetic observer might recall that neoconservative foreign policy thinking has all along indulged a romance of the ruthless — an expectation that small numbers of people might be able to play a decisive role in world events, if only their ferocity could be unleashed. It was a romance of the ruthless that led some of the early generation of neoconservatives in the 1970's to champion the grisliest of anti-Communist guerrillas in Angola; and, during the next decade, led the neoconservatives to champion some not very attractive anti-Communist guerrillas in Central America, too; and led the Reagan administration's neoconservatives into the swamps of the Iran-contra scandal in order to go on championing their guerrillas. Doesn't this same impulse shed a light on the baffling question of how the Bush administration of our own time could have managed to yoke together a stirring democratic oratory with a series of grotesque scandals involving American torture — this very weird and self-defeating combination of idealism and brass knuckles? But Fukuyama must not agree.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The criticisms he does propose are pretty scathing. In 2002, Fukuyama came to the conclusion that invading Iraq was going to be a gamble with unacceptably long odds. Then he watched with dismay as the administration adopted one strange policy after another that was bound to make the odds still longer. The White House decided to ignore any useful lessons the Clinton administration might have learned in Bosnia and Kosovo, on the grounds that whatever Bill Clinton did — for example, conduct a successful intervention — George W. Bush wanted to do the opposite. There was the diplomatic folly of announcing an intention to dominate the globe, and so forth — all of which leads Fukuyama, scratching his head, to propose a psychological explanation.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The neoconservatives, he suggests, are people who, having witnessed the collapse of Communism long ago, ought to look back on those gigantic events as a one-in-a-zillion lucky break, like winning the lottery. Instead, the neoconservatives, victims of their own success, came to believe that Communism's implosion reflected the deepest laws of history, which were operating in their own and America's favor — a formula for hubris. This is a shrewd observation, and might seem peculiar only because Fukuyama's own "End of History" articulated the world's most eloquent argument for detecting within the collapse of Communism the deepest laws of history. He insists in his new book that "The End of History" ought never to have led anyone to adopt such a view, but this makes me think only that Fukuyama is an utterly unreliable interpreter of his own writings.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He wonders why Bush never proposed a more convincing justification for invading Iraq — based not just on a fear of Saddam Hussein's weapons (which could have been expressed in a non-alarmist fashion), nor just on the argument for human rights and humanitarianism, which Bush did raise, after a while. A genuinely cogent argument, as Fukuyama sees it, would have drawn attention to the problems that arose from America's prewar standoff with Hussein. The American-led sanctions against Iraq were the only factor that kept him from building his weapons. The sanctions were crumbling, though. Meanwhile, they were arousing anti-American furies across the Middle East on the grounds (entirely correct, I might add) that America was helping to inflict horrible damage on the Iraqi people. American troops took up positions in the region to help contain Hussein — and the presence of those troops succeeded in infuriating Osama bin Laden. In short, the prewar standoff with Hussein was untenable morally and even politically. But there was no way to end the standoff apart from ending Hussein's dictatorship.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now, I notice that in stressing this strategic argument, together with the humanitarian and human rights issue, and in pointing out lessons from the Balkans, Fukuyama has willy-nilly outlined some main elements of the liberal interventionist position of three years ago, at least in one of its versions. In the Iraq war, liberal interventionism was the road not taken, to be sure. Nor was liberal interventionism his own position. However, I have to say that, having read his book, I'm not entirely sure what position he did adopt, apart from wisely admonishing everyone to tread carefully. He does make plain that, having launched wars hither and yon, the United States had better ensure that, in Afghanistan and Iraq alike, stable antiterrorist governments finally emerge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He proposes a post-Bush foreign policy, which he styles "realistic Wilsonianism" — his new motto in place of neoconservatism. He worries that because of Bush's blunders, Americans on the right and the left are going to retreat into a Kissinger-style reluctance to promote democratic values in other parts of the world. Fukuyama does want to promote democratic values — "what is in the end a revolutionary American foreign policy agenda" — though he would like to be cautious about it, and even multilateral about it. The United Nations seems to him largely unsalvageable, given the role of nondemocratic countries there. But he thinks that a variety of other institutions, consisting strictly of democracies, might be able to establish and sometimes even enforce a new and superior version of international legitimacy. He wants to encourage economic development in poor countries, too — if only a method can be found that avoids the dreadful phrase "social engineering."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fukuyama offers firm recommendations about the struggle against terrorism. He says, "The rhetoric about World War IV and the global war on terrorism should cease." Rhetoric of this sort, in his view, overstates our present problem, and dangerously so, by "suggesting that we are taking on a large part of the Arab and Muslim worlds." He may be right, too, depending on who is using the rhetoric. Then again, I worry that Fukuyama's preferred language may shrink our predicament into something smaller than it ever was. He pictures the present struggle as a "counterinsurgency" campaign — a struggle in which, before the Iraq war, "no more than a few thousand people around the world" threatened the United States. I suppose he has in mind an elite among the 10,000 to 20,000 people who are said to have trained at bin Laden's Afghan camps, plus other people who may never have gotten out of the immigrant districts of Western Europe. But the slaughters contemplated by this elite have always outrivaled anything contemplated by more conventional insurgencies — as Fukuyama does recognize in some passages. And there is the pesky problem that, as we have learned, the elite few thousand appear to have the ability endlessly to renew themselves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HERE is where a rhetoric pointing to something larger than a typical counterinsurgency campaign may have a virtue, after all. A more grandiose rhetoric draws our attention, at least, to the danger of gigantic massacres. And a more grandiose rhetoric might lead us to think about ideological questions. Why are so many people eager to join the jihadi elite? They are eager for ideological reasons, exactly as in the case of fascists and other totalitarians of the past. These people will be defeated only when their ideologies begin to seem exhausted, which means that any struggle against them has to be, above all, a battle of ideas — a campaign to persuade entire mass movements around the world to abandon their present doctrines in favor of more liberal ones. Or so it seems to me. Fukuyama acknowledges that the terrorist ideology of today, as he describes it, "owes a great deal to Western ideas in addition to Islam" and appeals to the same kind of people who, in earlier times, might have been drawn to Communism or fascism. Even so, for all the marvelous fecundity of his political imagination, he has very little to say about this ideology and the war of ideas. I wonder why.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I think maybe it is because, when Fukuyama wrote "The End of History," he was a Hegelian, and he remains one even now. Hegel's doctrine is a philosophy of history in which every new phase of human development is thought to be more or less an improvement over whatever had come before. In "America at the Crossroads," Fukuyama describes the Hegelianism of "The End of History" as a version of "modernization" theory, bringing his optimistic vision of progress into the world of modern social science. But the problem with modernization theory was always a tendency to concentrate most of its attention on the steadily progressing phases of history, as determined by the predictable workings of sociology or economics or psychology — and to relegate the free play of unpredictable ideas and ideologies to the margins of world events.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And yet, what dominated the 20th century, what drowned the century in oceans of blood, was precisely the free play of ideas and ideologies, which could never be relegated entirely to the workings of sociology, economics, psychology or any of the other categories of social science. In my view, we are seeing the continuing strength of 20th-century-style ideologies right now — the ideologies that have motivated Baathists and the more radical Islamists to slaughter millions of their fellow Muslims in the last 25 years, together with a few thousand people who were not Muslims. Fukuyama is always worth reading, and his new book contains ideas that I hope the non-neoconservatives of America will adopt. But neither his old arguments nor his new ones offer much insight into this, the most important problem of all — the problem of murderous ideologies and how to combat them.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Berman is a writer in residence at New York University and the author, most recently, of "Power and the Idealists: Or, The Passion of Joschka Fischer and Its Aftermath."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114342905559242183?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114342905559242183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114342905559242183&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114342905559242183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114342905559242183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/300-guerra-de-foices-entre-os-neocons.html' title='300) Guerra de foices, entre os &quot;neocons&quot; americanos'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114334874903111667</id><published>2006-03-26T01:49:00.000-03:00</published><updated>2006-03-26T01:52:29.036-03:00</updated><title type='text'>299) A trajetória do multilateralismo brasileiro, do século XIX ao século XXI (4)</title><content type='html'>4. A etapa contemporânea, obra da atual geração de diplomatas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1986: Declaração ministerial sobre a Rodada Uruguai – GATT&lt;br /&gt;1986: Protocolo de prorrogação do Acordo Multifibras – GATT (1991)&lt;br /&gt;1986: Grupo de Cairns – GATT&lt;br /&gt;1986: Cooperação Aduaneira entre países de língua portuguesa (1995)&lt;br /&gt;1987: Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis – MTCR (1995)&lt;br /&gt;1987: Protocolo sobre substâncias que destroem a camada de ozônio (1990) &lt;br /&gt;1988: Sistema Global de Preferências Comerciais entre países em desenvolvimento (1991)&lt;br /&gt;1989: Convenção sobre movimentos transfronteiriços de resíduos perigosos (1993)&lt;br /&gt;1989: Tratado sobre o registro internacional de obras audiovisuais &lt;br /&gt;1989: Acordo de criação do Mercado Comum Cinematográfica da América Latina (1998)&lt;br /&gt;1989: Grupo dos 15 – G-15 (coordenação política entre países em desenvolvimento)&lt;br /&gt;1990: Declaração da ONU sobre cooperação econômica internacional&lt;br /&gt;1991: Tratado de Assunção – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai (Mercosul)&lt;br /&gt;1991: Protocolo de Brasília sobre Solução de Controvérsias no Mercosul (1993)&lt;br /&gt;1991: Protocolo ao Tratado da Antártida sobre Proteção Ambiental (1995)&lt;br /&gt;1992: Acordo de transporte fluvial da Hidrovia Paraguai-Paraná (1995)&lt;br /&gt;1992: Sexto Protocolo de Prorrogação do Acordo sobre Têxteis - Acordo Multifibras (1993)&lt;br /&gt;1992: Instituto Interamericano para pesquisa em mudanças globais (1994)&lt;br /&gt;1992: Protocolo de Emenda à Convenção para a Conservação do Atum Atlântico (2005)&lt;br /&gt;1992: Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (1998)&lt;br /&gt;1992: Convenção sobre Diversidade Biológica (1998)&lt;br /&gt;1992: Agenda 21 e Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento&lt;br /&gt;1992: Protocolo de Washington reformando a OEA (1998)&lt;br /&gt;1992: Acordo Internacional do Açúcar (1999)&lt;br /&gt;1992: Constituição e convenção da União Internacional de Telecomnicações (1999)&lt;br /&gt;1992: Fundo Multilateral de Investimentos – BID &lt;br /&gt;1993: Convenção sobre Armas Químicas e sua Destruição (1999)&lt;br /&gt;1993: Protocolo de Manágua reformando a Carta da OEA (1998)&lt;br /&gt;1993: Acordo Internacional do Cacau (2000)&lt;br /&gt;1993: Associação dos Países Produtores de Café – APPC (1995)&lt;br /&gt;1993: Plano de Retenção do Café, da APPC (1996)&lt;br /&gt;1993: Protocolo prolongando o Acordo Multifibras (1994)&lt;br /&gt;1994: Protocolo sobre jurisdição em matéria contratual no Mercosul (1996)&lt;br /&gt;1994: Protocolo de promoção e proteção recíproca de investimentos no Mercosul&lt;br /&gt;1994: Centro de Desenvolvimento da OCDE&lt;br /&gt;1994: Ata Final dos resultados das negociações comerciais da Rodada Uruguai &lt;br /&gt;1994: Acordo constitutivo da Organização Mundial do Comércio – OMC&lt;br /&gt;1994: Protocolo de Marraqueche ao Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio - GATT-1994&lt;br /&gt;1994: Acordo sobre Salvaguardas&lt;br /&gt;1994: Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio&lt;br /&gt;1994: Acordo sobre Medidas de Investimento Relacionadas ao Comércio - TRIMs&lt;br /&gt;1994: Acordo sobre Implementação do Artigo VI do GATT de 1994 (Anti-dumping) &lt;br /&gt;1994: Acordo sobre Inspeção Pré-Embarque&lt;br /&gt;1994: Acordo sobre Aspectos Comerciais da Propriedade Intelectual – TRIPs&lt;br /&gt;1994: Acordo sobre Subsídios e Medidas Compensatórias&lt;br /&gt;1994: Acordo Geral sobre o Comércio de Serviços e Anexos - GATS&lt;br /&gt;1994: Acordo sobre Agricultura – Rodada Uruguai &lt;br /&gt;1994: Acordo sobre Têxteis e Vestuário – Rodada Uruguai &lt;br /&gt;1994: Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias – Rodada Uruguai&lt;br /&gt;1994: Acordo sobre Procedimentos para o Licenciamento de Importações&lt;br /&gt;1994: Acordo Internacional (plurilateral) sobre Carne Bovina – Rodada Uruguai (1994)&lt;br /&gt;1994: Acordo Internacional sobre Madeiras Tropicais (1998)&lt;br /&gt;1994: Protocolo sobre investimentos de Estados não-membros do Mercosul&lt;br /&gt;1994: Convênio Internacional do Café (1998)&lt;br /&gt;1994: Centro Sul – South Center (ainda não ratificado)&lt;br /&gt;1994: Protocolo adicional ao Tratado de Assunção – Protocolo de Ouro Preto (1996)&lt;br /&gt;1994: Protocolo relativo ao Código Aduaneiro do Mercosul&lt;br /&gt;1994: Tarifa Externa Comum do Mercosul&lt;br /&gt;1994: Norma de Aplicação sobre Valoração Aduaneira no Mercosul&lt;br /&gt;1994: Acordo sobre Transporte Multimodal no Mercosul&lt;br /&gt;1994: Princípios de “Supervisão Bancária Global Consolidada” no Mercosul&lt;br /&gt;1994: Protocolo de Medidas Cautelares do Mercosul (1998)&lt;br /&gt;1994: Declaração de Miami sobre Área de Livre-Comércio das Américas - ALCA&lt;br /&gt;1995: Acordo de Cooperação Interregional Mercosul-União Européia&lt;br /&gt;1995: Acordo da Organização Internacional de Telecomunicações por Satélite (2005)&lt;br /&gt;1996: Adesão ao Comitê do Aço da OCDE&lt;br /&gt;1996: Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares – CTBT (1998)&lt;br /&gt;1996: Instituto Internacional de Vacinas (1999)&lt;br /&gt;1996: Convenção Interamericana contra a Corrupção – OEA (2002) &lt;br /&gt;1996: Convenção sobre proibição de armas excessivamente lesivas (2000)&lt;br /&gt;1996: Acordo de Complementação Econômica entre o Mercosul e o Chile&lt;br /&gt;1996: Protocolo de Defesa da Concorrência no Mercosul (2000)&lt;br /&gt;1997: Adesão ao Comitê de Comércio da OCDE&lt;br /&gt;1997: Protocolo Modelo sobre Salvaguardas Adicionais ao TNP - AIEA&lt;br /&gt;1997: Convenção sobre proibição de minas antipessoal e sua destruição (1999)&lt;br /&gt;1997: Convenção Interamericana sobre Tráfico Ilícito de Armas de Fogo (1999)&lt;br /&gt;1997: Acordo de Complementação Econômica entre o Mercosul e a Bolívia&lt;br /&gt;1997: Adesão ao Comitê de Investimentos e Empresas Multinacionais da OCDE&lt;br /&gt;1997: Protocolo de Quioto à Convenção sobre Mudança Climática (2005)&lt;br /&gt;1997: Convenção sobre o uso dos cursos de águas internacionais – ONU&lt;br /&gt;1997: Convenção sobre corrupção nas transações internacionais – OCDE (2000)&lt;br /&gt;1998: Adesão ao Comitê de Agricultura da OCDE&lt;br /&gt;1998: Adesão ao Comitê de Política de Concorrência da OCDE&lt;br /&gt;1998: Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional – TPI (2002)&lt;br /&gt;1998: Acordo-quadro Mercosul-Comunidade Andina para liberalização do comércio&lt;br /&gt;1999: Acordo de reconhecimento de títulos universitários no Mercosul (2005)&lt;br /&gt;2000: Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança da Conv. Divers. Biológica (2006)&lt;br /&gt;2000: Tratado de Direito Patentário (OMPI)&lt;br /&gt;2000: Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (20024)&lt;br /&gt;2000: Acordo-quadro Mercosul-República da África do Sul e SACU&lt;br /&gt;2001: Adesão ao Comitê de Administração Pública da OCDE&lt;br /&gt;2001: Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes (2005)&lt;br /&gt;2001: Acordo-Quadro sobre Meio Ambiente do Mercosul (2004)&lt;br /&gt;2001: Convênio Internacional do Café de 2001 (2002)&lt;br /&gt;2002: Protocolo de Olivos sobre solução de controvérsias no Mercosul (2004)&lt;br /&gt;2002: Acordo de complementação econômica Mercosul-México - ACE-54 (2003)&lt;br /&gt;2002: Convenção Interamericana contra o Terrorismo (2005)&lt;br /&gt;2002: Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes&lt;br /&gt;2003: Acordo-quadro entre o Mercosul e a Índia&lt;br /&gt;2003: Acordo de Complementação Econômica Mercosul-Peru&lt;br /&gt;2003: Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (2006)&lt;br /&gt;2003: Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (2006)&lt;br /&gt;2004: Acordo Mercosul-Comunidade Andina – ACE-59 (2005)&lt;br /&gt;2005: Decisão política pelo ingresso da Venezuela no Mercosul (em negociação)&lt;br /&gt;2006: Protocolo ao ACE-14 Brasil-Argentina sobre salvaguardas - MAC (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes: Paulo Roberto de Almeida, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Relações internacionais e política externa do Brasil&lt;/span&gt; (Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004); &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Brasil e o multilateralismo econômico&lt;/span&gt; (Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, 1999); &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Formação da Diplomacia Econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império&lt;/span&gt; (São Paulo: Senac Editora; Brasilia: Funag, 2001 e 2005) e atualizações subsequentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;br /&gt;(pralmeida@mac.com; www.pralmeida.org) &lt;br /&gt;Atualizado em 25 de março de 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114334874903111667?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114334874903111667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114334874903111667&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114334874903111667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114334874903111667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/299-trajetria-do-multilateralismo.html' title='299) A trajetória do multilateralismo brasileiro, do século XIX ao século XXI (4)'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114334852247034667</id><published>2006-03-26T01:46:00.000-03:00</published><updated>2006-03-26T01:48:42.473-03:00</updated><title type='text'>298) A trajetória do multilateralismo brasileiro, do século XIX ao século XXI (3)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3. Do regime militar à nova República&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1964: Constituição da União Postal Universal – UPU &lt;br /&gt;1964: Organização Internacional das Telecomunicações por Satélite – Intelsat&lt;br /&gt;1965: Convenção para a facilitação do tráfico marítimo internacional (1977)&lt;br /&gt;1965: Protocolo ao GATT-1947 sobre comércio e desenvolvimento - Parte IV (1975)&lt;br /&gt;1965: Convênio de Créditos e Pagamentos Recíprocos da ALALC/ALADI&lt;br /&gt;1965: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD&lt;br /&gt;1966: Convenção Internacional sobre a Eliminação da Discriminação Racial (1969) &lt;br /&gt;1966: Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (1992) &lt;br /&gt;1966: Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (1992) &lt;br /&gt;1966: Comissão da ONU sobre Direito Comercial Internacional – UNCITRAL &lt;br /&gt;1966: Convenção Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico (1969)&lt;br /&gt;1967: Organização Mundial da Propriedade Intelectual – OMPI&lt;br /&gt;1967: Tratado de Tlatelolco sobre proibição de armas nucleares na América Latina (1994)&lt;br /&gt;1967: Centro de Comércio Internacional UNCTAD/GATT&lt;br /&gt;1968: Tratado de Não-Proliferação Nuclear (assinatura em 1997; adesão em 1998)&lt;br /&gt;1968: Acordo Internacional do Açúcar (1969)&lt;br /&gt;1968: Convenção constitutiva da Corporación Andina de Fomento – CAF (1996)&lt;br /&gt;1969: Tratado da Bacia do Prata, cooperação regional&lt;br /&gt;1969: Convenção Interamericana sobre Direitos Humanos - Pacto de San José (1992)&lt;br /&gt;1969: Convenção sobre poluição por hidrocarburantes em alto mar – OMI (1977)&lt;br /&gt;1970: Tratado de Cooperação sobre Patentes&lt;br /&gt;1970: Sistema Geral de Preferências – UNCTAD&lt;br /&gt;1970: Organização Mundial do Turismo &lt;br /&gt;1970: Convenção sobre importação, exportação e transferência de bens culturais&lt;br /&gt;1971: Convenção para a Proteção dos Produtores de Fonogramas&lt;br /&gt;1971: Acordo operacional da Organização de Telecomunicações por Satélite (1974)&lt;br /&gt;1971: Acordo da Comunidade da Pimenta do Reino (1981)&lt;br /&gt;1971: Acordo Internacional do Trigo e Convenção sobre Comércio doTrigo (1972)&lt;br /&gt;1971: Acordo sobre a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais - Flacso (1991)&lt;br /&gt;1971: Constituição da União Postal das Américas e Espanha (1975)&lt;br /&gt;1971: Protocolo de negociações comerciais entre países em desenvolvimento-GATT (1973) &lt;br /&gt;1971: Convenção sobre zonas úmidas habitat de aves aquáticas – UNESCO (1993)&lt;br /&gt;1971: Grupo dos Vinte e Quatro – G-24 (temas financeiros do FMI e BIRD)&lt;br /&gt;1972: Convenção sobre a conservação das focas antárticas (1991)&lt;br /&gt;1972: Convenção sobre armas bacteriológicas (biológicas) e toxinas (1975)&lt;br /&gt;1972: Convenção sobre armas convencionais excessivamente danosas (1995)&lt;br /&gt;1972: Acordo Internacional sobre o Cacau&lt;br /&gt;1972: Convenção sobre danos causados pelos objetos espaciais &lt;br /&gt;1972: Acordo constitutivo do Fundo Africano de Desenvolvimento – FAD&lt;br /&gt;1972: Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente&lt;br /&gt;1972: Programa das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente – UNEP&lt;br /&gt;1972: Convenção sobre Proteção do Patrimônio Mundial – UNESCO (1977)&lt;br /&gt;1972: Convenção sobre o Regulamento Internacional sobre Abalroamento no Mar (1977)&lt;br /&gt;1972: Convenção sobre poluição marinha por alijamento de resíduos – OMI (1982)&lt;br /&gt;1973: Convenção sobre poluição pelos navios – MARPOL/OMI (1988)&lt;br /&gt;1973: Convenção sobre fauna e flora ameaçados de extinção – CITES (1975)&lt;br /&gt;1973: Convênio da Organização Latino-Americana de Energia – OLADE&lt;br /&gt;1973: Acordo sobre comércio internacional de têxteis – Acordo Multifibras-GATT (1974) &lt;br /&gt;1973: Acordo Internacional do Açúcar (1974)&lt;br /&gt;1974: Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata – FONPLATA&lt;br /&gt;1974 Declaração sobre a Nova Ordem Econômica Internacional – ONU&lt;br /&gt;1974: Carta dos Direitos e Deveres Econômicos dos Estados – ONU&lt;br /&gt;1974: Grupo de Países Latino-Americanos e do Caribe Exportadores de Açúcar&lt;br /&gt;1975: Convênio criando o Sistema Econômico Latino-Americano – SELA&lt;br /&gt;1975: Acordo Internacional do Cacau (1979)&lt;br /&gt;1975: Convenção Interamericana sobre Arbitragem Comercial Internacional (1995)&lt;br /&gt;1975: Diretivas do Clube de Londres sobre equipamentos nucleares (1996)&lt;br /&gt;1976: Organização Internacional de Telecomunicações Marítimas – OMI/Inmarsat&lt;br /&gt;1976: Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola – FIDA/FAO&lt;br /&gt;1976: Programa integrado para os produtos de base da UNCTAD&lt;br /&gt;1977: Convênio sobre o Escritório Internacional de Madeiras Tropicais&lt;br /&gt;1977: Protocolo de prorrogação do Acordo Multifibras – GATT (1980)&lt;br /&gt;1977: Acordo Internacional do Açúcar (1980)&lt;br /&gt;1978: Convênio Ibero-Americano de Seguridade Social de Quito (1981)&lt;br /&gt;1978: Convênio Ibero-Americano de Cooperação em Seguridade Social (1981)&lt;br /&gt;1978: Tratado de Cooperação Amazônica, cooperação regional&lt;br /&gt;1978: Convenção da Org. Int. de Telecomunicações Marítimas por Satélite (1979)&lt;br /&gt;1979: Convenção Internacional sobre Busca e Salvamento Marítimos (1991)&lt;br /&gt;1979: Código de Normalização – GATT &lt;br /&gt;1979: Código de Subvenções e Direitos Compensatórios – GATT&lt;br /&gt;1979: Código de Valoração Aduaneira – GATT&lt;br /&gt;1979: Código Antidumping – GATT &lt;br /&gt;1979: Arranjo relativo à carne bovina – GATT&lt;br /&gt;1979: Declaração sobre Tratamento diferenciado e mais favorável – GATT&lt;br /&gt;1979: Medidas comerciais sobre Balança de Pagamentos – GATT&lt;br /&gt;1979: Medidas de Salvaguarda para fins de Desenvolvimento – GATT&lt;br /&gt;1979: Acordo sobre notificações, consultas, solução de controvérsias – GATT&lt;br /&gt;1979: Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura – IICA&lt;br /&gt;1979: Acordo sobre Itaipu e Corpus, entre Argentina, Brasil e Paraguai &lt;br /&gt;1979: Conv. Interam. sobre eficácia extraterrit. de sentenças e laudos arbitrais estr. (1995)&lt;br /&gt;1979: Convenção Interamericana sobre Conflitos de Leis em Matéria de Cheques (1994)&lt;br /&gt;1979: Conv. Interam. sobre Conflitos de Leis em Matéria de Sociedades Mercantis (1997)&lt;br /&gt;1979: Acordo Internacional sobre a Borracha Natural (1983) &lt;br /&gt;1979: Organização para o Desenvolvimento Industrial – ONUDI&lt;br /&gt;1980: Fundo Comum para os produtos de base – UNCTAD (1991)&lt;br /&gt;1980: Convenção sobre os recursos vivos marinhos da Antártica – ONU (1986)&lt;br /&gt;1980: Convenção sobre a proteção física de materiais nucleares (1991)&lt;br /&gt;1980 : Tratado de Montevidéu criando a ALADI&lt;br /&gt;1982: Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar – ONU (1988)&lt;br /&gt;1982: Tratado da Comunidade Íbero-Americana de Previdência Social (1986)&lt;br /&gt;1983: Convenção sobre o Sistema Harmonizado de mercadorias – CCA (1988)&lt;br /&gt;1983: Associação dos Países Produtores de Estanho (ATPC) – (1998)&lt;br /&gt;1983: Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana – RITLA (1990)&lt;br /&gt;1983: Estatutos do Centro Internacional de Engenharia Genética e Biotecnologia (1999)&lt;br /&gt;1983: Acordo Internacional de Madeiras Tropicais, OIMT/FAO/UNCTAD (1985)&lt;br /&gt;1985: Agência Multilateral de Garantia de Investimentos – MIGA (1992)&lt;br /&gt;1985: Protocolo de Cartagena de Indias reformando a OEA (1989)&lt;br /&gt;1985: Convenção de Viena para a proteção da camada de ozônio – UNEP (1990)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segue para o período final...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114334852247034667?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114334852247034667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114334852247034667&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114334852247034667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114334852247034667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/298-trajetria-do-multilateralismo.html' title='298) A trajetória do multilateralismo brasileiro, do século XIX ao século XXI (3)'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114334837332889708</id><published>2006-03-26T01:43:00.000-03:00</published><updated>2006-03-26T01:46:13.333-03:00</updated><title type='text'>297) A trajetória do multilateralismo brasileiro, do século XIX ao século XXI (2)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2. Da era Vargas ao fim da República de 1946&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1930: Banco de Compensações Internacionais – BIS (1996)&lt;br /&gt;1930: Convenção sobre conflitos de leis em letras de câmbio – SDN (1942)&lt;br /&gt;1930: Convenção sobre lei uniforme em letras de câmbio – SDN (1942)&lt;br /&gt;1930: Convenção sobre tributação em letras de câmbio – SDN (1942)&lt;br /&gt;1930: Acordo relativo aos sinais marítimos – SDN (1932)&lt;br /&gt;1931: Convenção para limitar a fabricação e distribuição de estupefacientes&lt;br /&gt;1931: Convenção para a Regulamentação da Pesca da Baleia – SDN (1933)&lt;br /&gt;1931: Convenção relativa à lei uniforme sobre os cheques – SDN (1942)&lt;br /&gt;1931: Convenção sobre conflitos de leis em matéria de cheques – SDN (1942)&lt;br /&gt;1931: Convenção relativa à tributação em matéria de cheques – SDN (1942)&lt;br /&gt;1931: União Postal das Américas e Espanha&lt;br /&gt;1932: Convenção Internacional das Telecomunicações – UIT (1938)&lt;br /&gt;1933: Convenção sanitária internacional para navegação aérea (1935) &lt;br /&gt;1934: Conferência de Londres da União de Paris sobre Propriedade Industrial&lt;br /&gt;1935: Tratado de proteção das instituições artísticas e científicas e monumentos&lt;br /&gt;1935: Convenção sobre Repressão do Contrabando (1938)&lt;br /&gt;1936: Convenção para Repressão do Tráfico Ilícito das Drogas Nocivas (1938)&lt;br /&gt;1937: Convenção Interamericana de Radiocomunicações (1939)&lt;br /&gt;1937: Acordo sobre Produção e Comércio do Açúcar (não operacional)&lt;br /&gt;1938: Convenção Sanitária Internacional (1946)&lt;br /&gt;1939: Comitê Consultivo Internacional do Algodão – ICAC (1946)&lt;br /&gt;1940: Convênio Interamericano do Café&lt;br /&gt;1940: Convenção sobre o Instituto Indigenista Interamericano (1954) &lt;br /&gt;1940: Convenção para a proteção da flora e da fauna nos países americanos (1966&lt;br /&gt;1941: Declaração de Princípios das Nações Unidas – Carta do Atlântico (1943)&lt;br /&gt;1943: Convenção Pan-Americana sobre tráfego rodoviário&lt;br /&gt;1943: Convênio criando a Administração de Assistência das Nações Unidas (1944)&lt;br /&gt;1944: Convenção relativa à Aviação Civil Internacional – OACI&lt;br /&gt;1944: Ata Final da Conferência Financeira e Monetária de Bretton Woods&lt;br /&gt;1945: Ata de Chapultepec: solidariedade interamericana, liberalização econômica&lt;br /&gt;1945: Carta das Nações Unidas – São Francisco&lt;br /&gt;1945: Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO&lt;br /&gt;1945: Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO&lt;br /&gt;1945: Acordo sobre a criação do Fundo Monetário Internacional – FMI&lt;br /&gt;1945: Convenção Interamericana de Radiocomunicações (1955)&lt;br /&gt;1945: Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento – BIRD&lt;br /&gt;1946: Convenção Internacional da Baleia (1951; denúncia: 1965; nova adesão: 1974)&lt;br /&gt;1946: Organização Mundial da Saúde – OMS (1948)&lt;br /&gt;1946: Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas &lt;br /&gt;1946: Convenção Interamericana sobre Direito do Autor &lt;br /&gt;1947: Organização Meteorológica Mundial – OMM (1950)&lt;br /&gt;1947: Organização Sanitária Pan-Americana (em 1958 passa a se chamar OPAS)&lt;br /&gt;1947: Tratado Interamericano de Assistência Recíproca – TIAR (1948)&lt;br /&gt;1947: Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio – GATT&lt;br /&gt;1948: Carta de Havana criando a Organização Internacional do Comércio&lt;br /&gt;1948: Convenção do Instituto Internacional da Hiléia Amazônica (não vigiu)&lt;br /&gt;1948: Constituição da Comissão Internacional do Arroz (1964)&lt;br /&gt;1948: Convenção para a prevenção do crime de genocídio (1952)&lt;br /&gt;1948: Acordo Sanitário Panamericano (1955)&lt;br /&gt;1948: Carta da Organização dos Estados Americanos - OEA (1952)&lt;br /&gt;1949: Protocolo à Convenção de 1890 de estabelecimento da União Aduaneira (1954)&lt;br /&gt;1949: Convenção sobre Comércio de Trigo&lt;br /&gt;1950: Convenção sobre o Conselho de Cooperação Aduaneira – CCD/OMA (1981)&lt;br /&gt;1951: Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais – FAO (1961)&lt;br /&gt;1951: Convenção para o Estabelecimento do Centro Internacional do Cálculo (1975)&lt;br /&gt;1951: Conferência de Direito Internacional Privado (1972; denúncia: 1977; 2001)&lt;br /&gt;1952: Convenção Universal sobre o Direito Autoral – UNESCO (1960)&lt;br /&gt;1952: Convenção Iinternacional de Telecomunicações (1957)&lt;br /&gt;1952: Acordo Interamericano de Radiocomunicações (1957)&lt;br /&gt;1953: Comitê Intergovernamental para Migrações Européias (1957; retirada: 1979)&lt;br /&gt;1953: Convenção sobre Abolição da Escravidão e o Tráfico de Escravos (1966)&lt;br /&gt;1953: Acordo Internacional do Açúcar – ISO/OIA (1958)&lt;br /&gt;1954: Organização Internacional do Açúcar &lt;br /&gt;1954: Convenção Internacional da União Latina (1975)&lt;br /&gt;1954: Convenção para a Proteção de Bens Culturais em Conflitos Armados (1958)&lt;br /&gt;1955: Organização Internacional de Metrologia Legal (1984)&lt;br /&gt;1955: Corporação Financeira Internacional – CFI/BIRD&lt;br /&gt;1955: Convenção que estabelece a Comissão Sericícola Internacional (1979)&lt;br /&gt;1956: Protocolo à Convenção sobre Regulamentação da Caça da Baleia (1959)&lt;br /&gt;1956: Convenção Suplementar sobre Abolição da Escravatura (1966)&lt;br /&gt;1956: Convenção de Nova York sobre Prestação de Alimentos (1965)&lt;br /&gt;1956: Estatuto da Agência Internacional de Energia Atômica – AIEA&lt;br /&gt;1958: Acordo Internacional do Café&lt;br /&gt;1958: Convenção sobre o Alto Mar – ONU (1968)&lt;br /&gt;1958: Convenção sobre Conservação dos recursos Vivos do Alto Mar – ONU (1968)&lt;br /&gt;1958: Convenção sobre a Plataforma Continental – ONU (1968)&lt;br /&gt;1959: Tratado da Antártida – ONU (1975)&lt;br /&gt;1959: Convenção Internacional das Telecomunicações – UIT (1964)&lt;br /&gt;1959: Convenção de Nova York: reconhecimento de laudos arbitrais (2002)&lt;br /&gt;1959: Acordo criando o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID&lt;br /&gt;1960: Associação Internacional de Desenvolvimento – AID/BIRD&lt;br /&gt;1960: Tratado de Montevidéu criando a ALALC&lt;br /&gt;1960: Convenção de Paris criando a OCDE (Brasil: membro observador de comitês)&lt;br /&gt;1961: Convenção de Proteção dos Artistas Intérpretes ou Executantes&lt;br /&gt;1961: Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas (1965)&lt;br /&gt;1961: Clube de Paris (participação a partir de 1983 como credor)&lt;br /&gt;1961: Convenção Única sobre Entorpecentes da ONU (1964)&lt;br /&gt;1961: Convenção Internacional para a Proteção das Obtenções Vegetais – UPOV (1999)&lt;br /&gt;1961: Clube de Paris (participação parcial, como credor, a partir de 1983)&lt;br /&gt;1962: Carta de Aliança dos Países Produtores de Cacau&lt;br /&gt;1962: Acordo Internacional do Trigo (1963)&lt;br /&gt;1962: Convenção criando a Organização Internacional do Café – OIC/ICO&lt;br /&gt;1962: Resolução sobre a Soberania Permanente sobre os Recursos Naturais – ONU&lt;br /&gt;1963: Convenção de Viena sobre Relações Consulares (1967)&lt;br /&gt;1963: Convenção sobre Responsabilidade Civil por Danos Nucleares – AIEA (1993)&lt;br /&gt;1963: Tratado sobre experiências nucleares, na atmosfera, no espaço e sob a água (1966)&lt;br /&gt;1963: Programa FAO/OMS de Normas Alimentares – Codex Alimentarius (1968)&lt;br /&gt;1963: Emenda à Convenção de 1955 sobre a Organização de Metrologia Legal (1984)&lt;br /&gt;1963: Banco Africano de Desenvolvimento – BAD&lt;br /&gt;1964: Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento – UNCTAD&lt;br /&gt;1964: Comitê de Produtos de Base – UNCTAD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segue...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114334837332889708?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114334837332889708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114334837332889708&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114334837332889708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114334837332889708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/297-trajetria-do-multilateralismo.html' title='297) A trajetória do multilateralismo brasileiro, do século XIX ao século XXI (2)'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114334818900241025</id><published>2006-03-26T01:33:00.000-03:00</published><updated>2006-03-26T01:43:15.666-03:00</updated><title type='text'>296) A trajetória do multilateralismo brasileiro, do século XIX ao século XXI (1)</title><content type='html'>Apresento a seguir, e nos posts seguintes, uma simples relação cronológica dos acordos multilaterais mais importantes dos quais o Brasil tornou-se signatário, o que muitas vezes se traduziu em ser membro fundador das mais importantes organizações intergovernamentais do mundo contemporâneo.&lt;br /&gt;O Brasil foi um país relativamente precoce na sua adesão aos instrumentos mais importantes do multilateralismo contemporâneo, mas obviamente ele foi menos importante no processo decisório dessas organizações. Mas, não importante, vale observar, no momento, a riqueza de nossa "appartenance", nosso "membership", nossa "membrecia" nessas organizações -- sorry, mas não encontro os equivalentes apropriados em  Português. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As informações a seguir foram construídas - revistas e atualizadas inteiramente -- com base em meus livros "O Brasil e o multilateralismo econômico" (1999) e "Formação da Diplomacia Econômica no Brasil" (2001 e 2005), cujos sumários se encontram disponíveis em meu site pessoal www.pralmeida.org.&lt;br /&gt;(PS.: Existem alguns poucos casos de não adesão brasileira, mas os acordos vão registrados pela sua importância)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Brasil: cronologia sumária do multilateralismo econômico, 1856-2006&lt;br /&gt;(data de adesão do Brasil, se delongada)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1. Do Império à República velha...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1856: Declaração sobre princípios do direito marítimo em tempo de guerra (1857)&lt;br /&gt;1861: Tratado para a abolição do direito de peagem de Stade (Hanover)&lt;br /&gt;1863: Tratado para a abolição dos direitos do rio Escalda (Bélgica)&lt;br /&gt;1864: Tratado sobre uma linha telegráfica entre a Europa e a América (1870)&lt;br /&gt;1864: Convenção estabelecendo a União Telegráfica Internacional – Paris&lt;br /&gt;1874: Convenção criando a União Geral dos Correios e seu Regulamento (1877)&lt;br /&gt;1875: Convenção Telegráfica Internacional – São Petersburgo (1877)&lt;br /&gt;1875: Bureau International des Poids et Mesures – Paris (1954)&lt;br /&gt;1878: Convenção para a formação de uma União Postal Universal (1879)&lt;br /&gt;1883: Convenção de Paris para a proteção da propriedade industrial (1884)&lt;br /&gt;1884: Convenção internacional para a proteção dos cabos submarinos (1885) &lt;br /&gt;1886: Convenção de Berna para a proteção das obras literárias e artísticas (1921)&lt;br /&gt;1886: Convenção para a troca de documentos oficiais e publicações científicas&lt;br /&gt;1890: Escritório Comercial das Repúblicas Americanas&lt;br /&gt;1890: União Internacional para a Publicação das Tarifas Aduaneiras (1891)&lt;br /&gt;1891: Acordo sobre a repressão das falsas indicações de procedência dos produtos&lt;br /&gt;1899: Estatutos da Corte Permanente de Arbitragem – CPA (1907)&lt;br /&gt;1904: Acordo para a repressão do tráfico de mulheres brancas (1905)&lt;br /&gt;1905: Convenção sobre o Instituto Internacional de Agricultura&lt;br /&gt;1907: Convenção sobre direitos e deveres dos neutros na guerra terrestre - Haia (1914)&lt;br /&gt;1907: Convenção sobre direitos e deveres dos neutros na guerra marítima - Haia (1914)&lt;br /&gt;1907: Convenção relativa ao regime de navios mercantes inimigos - Haia (1914)&lt;br /&gt;1907: Convenção sobre transformação de navios mercantes em bélicos - Haia (1914)&lt;br /&gt;1907: Convenção sobre restrições ao direito de captura na guerra marítima - Haia (1914)&lt;br /&gt;1907: Acordo de Paris de criação da Repartição Internacional de Higiene Pública (1908)&lt;br /&gt;1910: Convenção para a unificação de regras em matéria de abalroamento (1913)&lt;br /&gt;1910: União Internacional das Repúblicas Americanas - Washington&lt;br /&gt;1910: Convenção Pan-Americana sobre reclamações pecuniárias (1915)&lt;br /&gt;1910: Convenção Pan-Americana sobre patentes, desenhos e modelos (1915)&lt;br /&gt;1910: Convenção Pan-Americana sobre propriedade literária e artística (1915)&lt;br /&gt;1910: Convenção Internacional para a Repressão do Tráfico de Mulheres Brancas (1924)&lt;br /&gt;1910: Acordo sobre a Repressão da Circulação de Publicações Obscenas (1924)&lt;br /&gt;1911: Convenção de Washington da União de Paris sobre Propriedade Industrial&lt;br /&gt;1912: Convenção internacional do ópio – Haia (1915)&lt;br /&gt;1912: Convenção Sanitária Internacional (1922)&lt;br /&gt;1912: Convenção Radiotelegráfica Internacional – Londres&lt;br /&gt;1913: Convenção internacional de defesa agrícola (regulamentação sobre pragas)&lt;br /&gt;1914: Convenção Sanitária Internacional (1921)&lt;br /&gt;1914: Convenção Radiotelegráfica Internacional (1915)&lt;br /&gt;1919: Pacto da Liga das Nações (SDN; Brasil retirou-se em 1926)&lt;br /&gt;1919: Organização Internacional do Trabalho – OIT&lt;br /&gt;1920: Câmara de Comércio Internacional – CCI (1939)&lt;br /&gt;1920: Convenção do Instituto Internacional do Frio (1929)&lt;br /&gt;1920: Protocolo relativo ao Estatuto da Corte Permanente de Justiça Internacional&lt;br /&gt;1921: Convenção internacional sobre o tráfico de mulheres e crianças (1934)&lt;br /&gt;1921: Convenção adicional à Convenção Internacional do Metro de 1875 (1955)&lt;br /&gt;1922: União Internacional de Ferrovias&lt;br /&gt;1923: Convenção sobre o Estatuto Internacional das Vias Férreas &lt;br /&gt;1923: Protocolo relativo à arbitragem em matéria comercial – SDN (1932)&lt;br /&gt;1923: Convenção sobre uniformidade de nomenclatura aduaneira das Américas&lt;br /&gt;1923: Convenção Pan-Americana sobre marcas de fábrica e de comércio&lt;br /&gt;1923: Convenção sobre publicadade das leis e regulamentos aduaneiros – SDN (1924)&lt;br /&gt;1923: Convenção sobre uniformidade de nomenclatura de mercadorias – SDN (1924)&lt;br /&gt;1923: Convenção para a simplificação das formalidades aduaneiras – SDN (1929)&lt;br /&gt;1924: Acordo sobre o Escritório Internacional do Vinho (1995)&lt;br /&gt;1924: Convenção para a criação do Escritório internacional de Epizootias (1929)&lt;br /&gt;1924: Código Sanitário Panamericano (1930)&lt;br /&gt;1924: Convenção sobre limitação de responsabilidade de proprietários de navios&lt;br /&gt;1925: Convenção internacional do ópio – Genebra (1932)&lt;br /&gt;1925: Convenção da Haia da União de Paris sobre Propriedade Industrial (1929)&lt;br /&gt;1925: Protocolo de Genebra proibindo a guerra com gases asfixiantes e tóxicos (1970)&lt;br /&gt;1926: Convenção sobre imunidade dos navios do Estado (1936)&lt;br /&gt;1926: Convenção Sanitária Internacional (1930)&lt;br /&gt;1926: Convenção sobre a Escravatura (1965)&lt;br /&gt;1926: Convenção internacional sobre hipotecas marítimas (1930)&lt;br /&gt;1926: Convenção internacional sobre circulação de automóveis (1929)&lt;br /&gt;1927: Convenção Radiotelegráfica Internacional – Washington (1933) &lt;br /&gt;1928: Conferência de Roma da Convenção de Berna sobre direito autoral (1933)&lt;br /&gt;1928: Convenção de Direito Internacional Privado - Código Bustamante (1929)&lt;br /&gt;1928: Convenção sobre a União Pan-Americana (1929)&lt;br /&gt;1929: Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais (1932)&lt;br /&gt;1929: Tratado Geral de Arbitramento Interamericano&lt;br /&gt;1929: Convenção Postal Universal&lt;br /&gt;1929: Convenção Internacional para a Repressão de Moeda Falsa (1938) &lt;br /&gt;1929: Convenção sobre regras relativas ao transporte aéreo internacional (1931)&lt;br /&gt;1930: Acordo sobre tribunais chineses na concessão internacional de Xangai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segue...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114334818900241025?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114334818900241025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114334818900241025&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114334818900241025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114334818900241025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/296-trajetria-do-multilateralismo.html' title='296) A trajetória do multilateralismo brasileiro, do século XIX ao século XXI (1)'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114334375509905769</id><published>2006-03-26T00:21:00.000-03:00</published><updated>2006-03-26T00:29:15.190-03:00</updated><title type='text'>295) Uma decisão política com base em presunções</title><content type='html'>Curiosa liminar a que foi concedida por um ministro do STF contra a CPI dos Bingos na sua tentativa de ouvir um simples caseiro, que tinha elementos de informação que interessam de perto a cidadania.&lt;br /&gt;A liminar pode ser lida neste link: &lt;a href="http://www.stf.gov.br/imprensa/pdf/mspeluso.pdf"&gt;http://www.stf.gov.br/imprensa/pdf/mspeluso.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "meretissimo" faz todo um arrasoado, presume que o caseiro não teria nada de relevante a acrescentar aos trabalhos da CPI, uma vez que não era certo que o que ele tinha a dizer se referia a jogos de azar e conexos, e por isso tem o "direito", com a ajuda dele, de ficar calado. O juiz conclui, candidaamente: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Observe-se – e isto é de toda relevância e, de certo modo, decisivo na resposta ao pedido de liminar – que a “Justificação” do Requerimento no 052/06 não faz menção alguma à possibilidade de que a referida testemunha conheceria a origem do dinheiro que, alegadamente, teria sido distribuído na casa de que se cuida. Noutras palavras, seu depoimento em nada ajudaria a esclarecer ou provar a suposição de que seria &lt;br /&gt;dinheiro oriundo de casas de jogo! E é o que se presume à condição cultural e ao próprio trabalho que a testemunha desempenharia no local apontado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, ele é um simples caseiro e não teria discernimento para saber e não tem por que saber de algo, e ele tem todo o direito de ficar calado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só posso acrescentar: inacreditável tamanha desfaçatez do meretíssimo, que jamais mereceu tão bem o seu nome...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114334375509905769?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114334375509905769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114334375509905769&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114334375509905769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114334375509905769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/295-uma-deciso-poltica-com-base-em.html' title='295) Uma decisão política com base em presunções'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114332434780152460</id><published>2006-03-25T19:04:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T19:05:47.803-03:00</updated><title type='text'>294) Si vous ne pouvez pas le dire en Français, taisez-vous...</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Outraged by English, Chirac storms out of summit&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;By Stephen Castle in Brussels&lt;br /&gt;Published: 24 March 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Under mounting political pressure at home, the French President, Jacques Chirac, yesterday stormed out of an EU summit in a fit of pique over a fellow Frenchman's decision to speak in English.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Already at the heart of a row over economic protectionism in Europe, M. Chirac gave the EU's spring summit a combustible start, quitting the opening session in protest at a perceived insult to the French language.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M. Chirac walked out of the meeting as it was being addressed by Ernest-Antoine Seillière, the president of the EU employers' federation, Unice. M. Seillière had been invited to address all 25 heads of government on economic reform.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;After a brief introduction in French, M. Seillière said he would speak in English because it was the international business language. Without saying a word, the French President left with the French foreign minister, Philippe Douste-Blazy and finance minister, Thierry Breton. He only returned when the president of the European Central Bank, Jean-Claude Trichet, began speaking in French. Tony Blair and other heads of government remained to hear M. Seillière urge EU leaders to resist national protectionism to avoid a negative domino effect on the single market.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria-Fernanda Fau, spokeswoman for Unice, said: "M. Seillière started in French and then moved into English. He uses English because he represents 20 million companies in 33 countries and this is the language of business."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M. Chirac's walkout was greeted with embarrassment by diplomats, who had hoped yesterday's summit would dispel the impression that economic nationalism is on the rise in Europe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Once the predominant language of the EU, French is waning in Brussels, with English spoken more widely and used in many more EU documents. The rise of English has been unstoppable since Sweden and Finland joined the EU in 1995, followed by 10 more countries in 2004, most of them in eastern Europe, where English is by far the most common second language.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Though the French president speaks good English, and worked in the US in his youth, he has fought hard to defend France's linguistic status. M. Chirac has also criticised several aspects of English life including, last year, its food.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114332434780152460?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114332434780152460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114332434780152460&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114332434780152460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114332434780152460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/294-si-vous-ne-pouvez-pas-le-dire-en.html' title='294) Si vous ne pouvez pas le dire en Français, taisez-vous...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114332395427099208</id><published>2006-03-25T18:56:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T18:59:25.986-03:00</updated><title type='text'>293) Conferencia anfictiónica electoral?</title><content type='html'>La unión de los pueblos, es buena, pero con guita es mejor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mirando el vecindario: Los candidatos de Chávez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;4/&lt;span style="font-style:italic;"&gt;El Mundo&lt;/span&gt;/Viernes/Caracas, 24 de Marzo de 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El pasado miércoles el Congreso mexicano aprobó (282 votos contra 74) solicitar al gobierno que investigue “la presunta injerencia del gobierno de Venezuela en la campaña de Andrés Manuel López Obrador”. La decisión mexicana coincidió en el tiempo con las declaraciones del Secretario de Comunicación del gobierno ecuatoriano, Enrique Proaño, quien no descartó que en las protestas que han paralizado varias zonas de ese país, esté presente una “infiltración extranjera” señalando con su dedo hacia Caracas. Proaño también hizo referencia a “algunos pedidos desde Ecuador para que el mandatario (venezolano) financie algunas candidaturas” en las elecciones del próximo octubre. El pronunciamiento del vocero del Ejecutivo ecuatoriano continuaba una línea de denuncia iniciada la semana anterior por el presidente del Congreso de ese país, Wilfredo Lucero, del partido Izquierda Democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las reacciones en Ciudad de México y en Quito se sustentan en la presencia activa del gobierno venezolano, de una u otra manera, en los procesos electorales que actualmente están en marcha en Latinoamérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tras convertirse Caracas en la acaudalada y mediática meca de la izquierda continental, las visitas a Venezuela y la real o supuesta cercanía con Hugo Chávez es mostrada por los políticos izquierdistas como una de sus cartas de presentación ante sus electores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quizás el caso más notorio lo constituyan las próximas elecciones colombianas. Los tres principales candidatos, incluyendo al aspirante a la reelección, Alvaro Uribe Vélez, han apelado a la protección de Caracas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El gobernante Uribe mantiene desde mediados del año 2005 un pacto de cooperación con el gobierno venezolano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por su parte, los dos postulados de izquierda, Horacio Serpa Uribe (Partido Liberal) y Carlos Gaviria Díaz (Polo Democrático) se muestran como socios -por lo menos ideológicos- de la “revolución bolivariana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serpa, quien suele verse en Caracas (donde viajaba, al parecer, como asesor de la CAF), ha resaltado desde su anterior intento electoral sus vínculos con el gobierno venezolano. Gaviria, por su parte, realizó recientemente un publicitado viaje a Caracas donde se reunió con altos funcionarios oficiales. En el Polo milita el senador Gustavo Petro, percibido en su país como el enlace de la izquierda con Caracas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las manifestaciones de apoyo que personalmente ha hecho el presidente venezolano a favor de la reelección de Lula da Silva, su apoyo a Néstor Kirchner, quien aspira a la reelección, y sus palabras favorables a las candidaturas de Ollanta Humala (Perú), López Obrador (México) y Daniel Ortega (Nicaragua) se agregan a los programas de ayuda petrolera a municipalidades controladas por el FMLN en El Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otra elección, que aún no tiene fecha pero en la cual el gobierno venezolano tiene especial interés, tendrá lugar en Bolivia luego de la anunciada Constituyente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ahora se espera conocer el nombre de quién recibirá la bendición de La Habana y Caracas para las elecciones ecuatorianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las visitas a Venezuela y la real o supuesta cercanía con Hugo Chávez es mostrada por los políticos izquierdistas como una de sus cartas de presentación.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114332395427099208?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114332395427099208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114332395427099208&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114332395427099208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114332395427099208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/293-conferencia-anfictinica-electoral.html' title='293) Conferencia anfictiónica electoral?'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114330203957052260</id><published>2006-03-25T12:48:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T12:53:59.573-03:00</updated><title type='text'>292) Arquivos uruguaios sobre o Brasil</title><content type='html'>Meu caro amigo e colega de carreira Luis Claudio Villafane GOmes Santos, lotado na Embaixada do Brasil em Montevidéu, aproveitou o tempo tranquilo naquela capital do Mercosul para repassar as fontes documentais sobre o Brasil depositadas nos locais de material primário legamente guardadas no Uruguai, seguindo nisso a iniciativa que eu havia tomado em Washington em relação aos arquivos americanos (e que tentava reproduzir, diga-se de passagem, a iniciativa de copiar arquivos europeus sobre o Brasil colonial e oitocentista).&lt;br /&gt;Abaixo nota anunciando a disponibilidades desses arquivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ARQUIVOS URUGUAIOS SOBRE O BRASIL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Guia dos Arquivos Uruguaios sobre o Brasil", resultado de convênio assinado entre a Embaixada do Brasil no Uruguai e a Universidad de Montevideo, acaba de ser disponibilizado. A pesquisa centra-se na documentação histórica diplomática (1829-1950) existente no "Archivo General de la Nación" e no "Archivo Histórico Diplomático" do Ministério das Relações Exteriores&lt;br /&gt;uruguaio. Procede-se a uma breve descrição analítica do conteúdo de cada caixa e suas pastas nos dois arquivos. O trabalho, que deverá ser publicado sob a forma impressa, já se encontra disponível para "download", na íntegra de sua versão em espanhol (em formato pdf), desde o sítio da Embaixada: &lt;a href="http://www.brasil.org.uy"&gt;http://www.brasil.org.uy&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Aqueles eventualmente interessados no "Guia dos Arquivos Americanos sobre o Brasil" podem me solicitar em particular...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114330203957052260?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114330203957052260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114330203957052260&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114330203957052260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114330203957052260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/292-arquivos-uruguaios-sobre-o-brasil.html' title='292) Arquivos uruguaios sobre o Brasil'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114330127692903457</id><published>2006-03-25T11:50:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T12:41:20.096-03:00</updated><title type='text'>291) Entre a esquerda e a direita, eu fico simplesmente com a ética...</title><content type='html'>A campanha eleitoral deste ano da (des?)graça de 2006 anuncia-se borrascosa, para dizer o mínimo...&lt;br /&gt;Aqueles muito ideologicamente motivados ainda vão insistir na velha arenga da "esquerda redentora" contra a "direita revanchista". Aqueles especialmente deformados por um discurso que já não faz mais sentido em nossa época -- quando a esquerda no poder, salvo alguns "iluminados" localizados, aplica, de fato, políticas "neoliberais" -- podem até bater na velha tecla da redução das desigualdades via políticas indutoras do Estado, supostamente capaz de corrigir certas "deformações do mercado", ou "perversidades do capitalismo, mas o fato é que esses dois rótulos -- sendo que apenas a esquerda costuma insistir neles -- já não fazem mais sentido nestes tempos de globalização galopante (em que pese quixotescos esforços de alguns altermundialistas em  segurar a força da corrente).&lt;br /&gt;Prefiro não embarcar nesta onda, se é verdade que se trata de uma onda (quero acreditar que é apenas um resquício do pântano ideológico no qual soçobraram a maior parte das crenças políticas dos séculos XIX e XX.&lt;br /&gt;Por isso mesmo, e tendo em vista especialmente o que assistimos na política brasileira nos últimos doze meses, vou pautar minhas avaliações político-eleitorais (que não são nem um pouco eleitoreiras, no sentido em que não me filio a partidos ou posturas determinadas) unicamente pela regra do bom-senso, que me indica ser a ética e a moralidade na coisa pública os critérios absolutos de julgamento de candidatos e plataformas.&lt;br /&gt;Gostaria, portanto, de retomar um velho artigo, elaborado numa versão preliminar muitos anos atrás, mas que foi refeito e publicado na Espaço Acadêmico em dezembro de 2004, ou seja, bem antes que começasse a atual estação de patifarias politicas: &lt;br /&gt;"A ética na (e da) política: Existe alguma diferença entre a esquerda e a direita?"&lt;br /&gt;Se quiser ler, vá a este link: &lt;a href="http://www.espacoacademico.com.br/043/43pra.htm"&gt;http://www.espacoacademico.com.br/043/43pra.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114330127692903457?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114330127692903457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114330127692903457&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114330127692903457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114330127692903457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/291-entre-esquerda-e-direita-eu-fico.html' title='291) Entre a esquerda e a direita, eu fico simplesmente com a ética...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114329679324707386</id><published>2006-03-25T11:23:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T11:26:33.250-03:00</updated><title type='text'>290) Mais um pouco da crônica de uma catastrofe anunciada...</title><content type='html'>O sempre realista Ricardo Bergamini comparece mais uma vez com seus alertas habituais. Eu já li esses dados, de sua lavra habitualmente, muitas vezes, e continuo a me surpreender pela absoluta inatividade dos responsáveis pela crise terminal da previdência social no Brasil.&lt;br /&gt;O que mais falta para começar a evitar o desastre definitivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Reflexão Sobre Previdência Social no Brasil – Fonte IBGE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Base: Fevereiro de 2006&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Premissa Maior&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;Em fevereiro de 2006, segundo o IBGE, a População Ocupada (PO) tinha a participação de 43,8% de mulheres e 56,2% dos homens, a População em Idade Ativa (PIA) de 53,3% de mulheres e 46,7% de homens e a População Economicamente Ativa (PEA) de 45,0% de mulheres e 55,0% de homens.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Premissa Menor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As mulheres contribuem com cinco anos menos para a previdência (INSS ou Servidores Públicos) em relação aos homens, obtendo os mesmos benefícios dos homens, além de terem uma expectativa de vida de 7,6 anos maior do que os homens. Os militares possuem o direito de computarem nos cálculos de suas aposentadorias o período das escolas preparatórias e academias militares (5 anos). Com base na técnica atuarial existem 12,6 anos nas aposentadorias femininas civis, e 17,6 anos nas aposentadorias femininas militares, sem fontes de contribuições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como as estatísticas demonstram, nos últimos trinta anos, o crescimento exponencial da participação da mulher no mercado de trabalho, é óbvio e ululante que o Brasil vem montando uma bomba-relógio na previdência social, de proporções inimagináveis, que começará a ser sentida nos próximos anos, com o início dos pagamentos dos benefícios sem fontes de contribuição. Com base nas premissas acima colocadas, a falência total do sistema será inevitável.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Arquivos oficiais do governo brasileiro estão disponíveis aos leitores.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ricardo Bergamini&lt;br /&gt;(48) 3244-7671&lt;br /&gt;ricoberga@terra.com.br&lt;br /&gt;http://paginas.terra.com.br/noticias/ricardobergamini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Precisa de mais alguma coisa para começar a demolição?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114329679324707386?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114329679324707386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114329679324707386&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114329679324707386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114329679324707386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/290-mais-um-pouco-da-crnica-de-uma.html' title='290) Mais um pouco da crônica de uma catastrofe anunciada...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114329145685581421</id><published>2006-03-25T09:55:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T11:19:12.076-03:00</updated><title type='text'>289) Mais igual que os outros iguais?</title><content type='html'>Voilà: essa mania de ser diferente um dia teria de terminar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TCU obriga Itamaraty a abrir caixa-preta e colocar despesas no Siafi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(site Contas Abertas, 24 de março de 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério das Relações Exteriores (MRE) terá que incluir no Sistema Integrado de Administração (Siafi) os gastos de R$ 1,5 bilhão com 165 postos e 1,25 mil funcionários das embaixadas brasileiras. A decisão foi tomada nesta semana pelo plenário do Tribunal de Contas da União. Os diplomatas terão um prazo de seis meses para cumprir a determinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acórdão do TCU foi elaborado com base em voto do ministro Valmir Campelo, onde foram derrubadas as justificativas da diplomacia para não tornar trasparentes suas contas. O Itamaraty alegava dificuldades técnicas, que foram consideradas superadas graças a uma consulta ao Tesouro Nacional, órgão responsável pela gestão do Siafi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diplomacia sustentava ainda que o registro realizado pelo escritório financeiro de Nova Iorque, onde estão concentradas as contas das embaixadas, já seriam suficientemente transparentes. Ao consultar o Siafi, Campelo verificou que o escritório apresenta apenas dados agregados e, portanto, não é possível identificar sequer o destino das despesas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relator também descartou a necessidade de aprovação de um Projeto de Lei, que está em tramitação no Congresso, para que a diplomacia seja obrigada a prestar suas contas de maneira mais transparente. "A adesão dos postos ao Siafi trará benefícios para o próprio MRE, pois propiciará a simplificação da escrituração contábil, a agilização da programação financeira, além de representar uma fonte segura e tempestiva de informações gerenciais", sustentou Campelo em seu voto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão final dos ministros do TCU manda o ministério elaborar, em dois meses, um plano de ação para "siafização" de suas contas, que deve ser feita de forma gradual. Em seis meses, todas as unidades no exterior com movimentação financeira superior a US$ 1 milhão deverá estar integrada ao Siafi. Além disso, mesmo que não movimentem esses recursos, pelo menos um posto em cada continente deve ficar integrado ao Siafi, no mesmo prazo, para que sirva de referência para a região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Itamaraty é o único ministério que não detalha as suas contas no Siafi. Quando os dados são divulgados, não são poucos os indícios de que algo está errado com o uso do dinheiro público pelos diplomatas. De acordo com o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), dos R$ 292,9 milhões gastos no ano passado com locação de imóveis só o Itamaraty foi responsável por 42,4% das despesas. O Siafi informa o gasto total realizado pelo ministério (R$ 124,3 milhões) com locação de imóveis, sem qualquer outro detalhe sobre a execução das despesas realizadas no exterior, ao contrário do que acontece com imóveis alugados no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última auditoria que fez nas contas do Itamaraty, o TCU constatou que gastos com xampus, sabonetes, sabão em pó, amaciante de roupas e até torneio de golfe para os embaixadores eram pagos com dinheiro público. A decisão tomada pelo TCU nesta semana é resultado de uma representação encaminhada, em 1995, pelo presidente do Contas Abertas, Augusto Carvalho e pelo deputado Alberto Goldam (PSDB-SP).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114329145685581421?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114329145685581421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114329145685581421&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114329145685581421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114329145685581421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/289-mais-igual-que-os-outros-iguais.html' title='289) Mais igual que os outros iguais?'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114329094443933298</id><published>2006-03-25T09:45:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T09:49:04.470-03:00</updated><title type='text'>288) Glorificando o sistema educacional americano...</title><content type='html'>O ultra-conservador &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Wall Street Journal&lt;/span&gt; traz, neste sabado 25 de março de 2006, este editorial rendendo homenagens ao sistema educacional americano, em especial o superior, que seleciona seus candidatos com base em uma multiplicidade de critérios (inclusive, eventualmente, em bases raciais ou étnicas), mas em total liberdade, sem qualquer imposição legal.&lt;br /&gt;Acho que vale a leitura e a reflexão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link: &lt;a href="http://www.opinionjournal.com/weekend/hottopic/?id=110008145"&gt;http://www.opinionjournal.com/weekend/hottopic/?id=110008145&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acesso: 25 março 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOT TOPIC&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Getting Into Harvard&lt;br /&gt;Two cheers for American higher education.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Wall Street Journal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Saturday, March 25, 2006 12:01 a.m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This is the time of year when colleges and universities decide on the Class of 2010. It's also when students and parents are in full-throated gripe about the admissions lottery, the opaque system by which high school seniors are accepted or rejected.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We don't pretend to understand all of the mysteries of this ultimately arbitrary process. But for all of its imperfections--witness the former Taliban spokesman who won a coveted slot at Yale, or the recent SAT scoring screw-up--on the whole the college-admissions process does a good job of matching students and schools in what continues to be the best system of higher education in the world. And it even lets us say something good for a change about Harvard--and Yale too.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cynics will note that the way to get into elite universities is to be a minority, the child of an alum, have a 4.0 GPA and perfect SAT scores, or be a star quarterback or piccolo player. It certainly doesn't hurt to come from a geographically "diverse" place such as Wyoming. And, oh, did we mention that it would help if junior spent last summer scaling Mount Everest or writing a novel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversity is a much-maligned word these days--and for good reason when it is used as justification for racial preferences--but it is also one of the strengths of U.S. colleges. Unlike virtually everywhere else in the world, applicants to U.S. universities aren't usually selected by a set of fixed academic criteria. Most foreign universities couldn't care less about students' extracurricular activities or whether their parents wore the old school tie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Japan, entrance exams are everything. All the University of Tokyo cares about is how a kid scores on a test he has spent four years cramming for. European universities show somewhat more flexibility, but if you haven't followed an approved course of study in high school--to which students are tracked at the age of 10 or 12--you can pretty much forget about college.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By contrast, U.S. higher education is open to everyone who earns a high school diploma. More than 60% of graduating high school seniors go directly to college, according to the U.S. Census, and many more go after working for a time. Some 37% of college students are age 25 or older, usually attending school part-time. Those who don't enroll in a four-year institution can attend the many first-rate community colleges, which do so much to make up for the sorry state of K-12 public schools.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This rush to college is surely related to the astonishing returns our society puts on higher education. (See the nearby table.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stay in School&lt;br /&gt;Average income by education level&lt;br /&gt;Some high school: $18,734&lt;br /&gt;High school diploma: $27,915&lt;br /&gt;College degree: $51,206&lt;br /&gt;Advanced degree: $74,602&lt;br /&gt;Source: U.S. Census Bureau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A worker with a college degree earns almost twice as much as someone with a high school diploma; add an advanced degree and the gap is wider. Census data also show that college graduates tend to live longer, healthier lives.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This education premium is also the reason parents and students are willing to spend or borrow huge sums for college degrees. According to the U.S. Census Bureau, the average cost of tuition, room and board at a four-year private college is $31,051, and $10,660 at a public university. New York University--voted the nation's "dream college" in one poll of teens--charges $43,000. Harvard costs a mere $38,000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The reason for this college price inflation is a separate subject, related in part to government subsidies. But--amazing to those who don't grasp how the U.S. system works--college remains within the reach of the poor and middle class. Elite schools pride themselves on being able to provide financial aid to every student who can't afford to pay. Less well-endowed private colleges have scholarships, not to mention the grants handed out every year by business and charities. The College Board's Web site provides information on $2.8 billion in scholarships and awards.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unlike grades K-12, government aid for college is generally voucherized, with Pell grants and the like going to students for use at the public or private school of their choice. As recently as the 1950s, the Ivy League was a place of economic and social privilege. There were often not-so-secret quotas for Jews and Catholics, and minorities had little or no chance of entering. Now their student bodies are nearly as broad as the country itself--and certainly more so than their faculties, which thanks to tenure and intellectual conformity aren't diverse at all.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Most of the 23,000 students who applied for one of 1,650 spots in Harvard's next freshman class will be disappointed when decisions are announced on Thursday. But all will find a place in another school and, with motivation and hard work, will go on to realize their potential and make the country a better place.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copyright © 2006 Dow Jones &amp; Company, Inc. All Rights Reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114329094443933298?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114329094443933298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114329094443933298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114329094443933298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114329094443933298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/288-glorificando-o-sistema-educacional.html' title='288) Glorificando o sistema educacional americano...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114327771528663116</id><published>2006-03-25T06:07:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T06:08:35.310-03:00</updated><title type='text'>287) Por que a mulher fala TANTO?</title><content type='html'>Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que os homens usam em média 1.500 palavras por dia, enquanto as mulheres usam, no mínimo, 3000 (O DOBRO). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  No congresso onde o estudo foi apresentado, uma mulher levantou-se e  disse: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Lógico que as mulheres falam o dobro que os homens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Nós temos que repetir  tudo o que dizemos para que os homens entendam! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  E o orador perguntou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Como assim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114327771528663116?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114327771528663116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114327771528663116&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114327771528663116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114327771528663116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/287-por-que-mulher-fala-tanto.html' title='287) Por que a mulher fala TANTO?'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114326569510257741</id><published>2006-03-25T02:47:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T02:48:15.106-03:00</updated><title type='text'>286) As relações internacionais como oportunidade profissional, 5 (e final)</title><content type='html'>(seguimento do post anterior, e término da série)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. O mercado e as empresas estão preparados para entender o que é profissional de RI?&lt;br /&gt; PRA: A pergunta deve ser completamente invertida: nem os mercados, nem a fortiori as empresas precisam estar “preparados para entender o que é profissional de RI”. Essa não é função deles. Sua única função é recrutar competências para o exercício de atividades profissionais específicas e os requerimentos são estritos: ou o profissional se adapta e atende ao que lhe é demandado, ou então ele pode procurar outro emprego. Por isso, volto a insistir: as empresas, na maior parte das vezes, não querem intelectuais brilhantes que sabem discorrer sobre o Conselho de Segurança da ONU ou o último livro do Keohane, elas querem alguém que saiba redigir um contrato, negociar um acordo com parceiro de outro país, fazer uma boa prospecção de mercado, trazer negócios, lucros e resultados, ponto. Este é o mercado, que deve ocupar pelo menos 80% dos egressos dos cursos de RI, qualquer que seja o seu número (o resto indo para os governos e as academias). &lt;br /&gt; Quem deve entender as (e de) empresas e o (de) mercado são esses profissionais, que se não souberem lidar com essas realidades, se auto-excluem dos melhores empregos nesses mercados. Não é uma questão de preferência, é assim, ponto. As empresas não vão à cata de jovens egressos dos cursos de RI, eles é que devem tentar se oferecer para elas.&lt;br /&gt; Os jovens precisam, desde o início, tomar consciência de que, ao receber o canudo, ao saírem das faculdades, não vai haver uma fileira de “head hunters” esperando por eles na calçada, não haverá sequer um mísero recrutador esperando por eles para dizer: “Venha, meu jovem, tenho um emprego esperando por você!”. Isso simplesmente não vai acontecer. Ou eles se preparam, desde o segundo ou terceiro ano, fazendo estágios, montando empresas juniores com seus colegas, pesquisando por conta própria novos nichos de mercado, ou eles vão ficar de canudo na mão reclamando da vida.&lt;br /&gt; Se eu fosse um jovem, hoje, e não um diplomata com 28 anos de carreira, mas ainda disposto a diversificar no privado (ensino e pesquisa, eventualmente consultoria), eu me perguntaria: “qual é o meu nicho no mercado futuro, o que o Brasil ou o mundo me reserva, dentro de dois ou três anos?” Uma breve pesquisa de internet me daria a resposta em 5 minutos, ou a minha própria vontade e vocação determinariam o meu destino imediato. Abstraindo-se a própria carreira diplomática – excessivamente restrita para servir de “colocação” para um grande número de jovens – e algumas outras carreiras no serviço público – analistas de comércio exterior ou de inteligência – e nas academias, o que sobra, obviamente, como “opção” são as empresas, grandes e pequenas. Eu até diria que o “profissional” de RI poderia montar a sua própria, mas o empreendedorismo individual ainda é muito pouco desenvolvido no Brasil.&lt;br /&gt; Nessa perspectiva, é óbvio que um jovem paulistano precisa ter uma visão “global business”, é evidente que um jovem do “cerrado central” precisa pensar no Brasil como o grande fornecedor mundial – o que ele já é, mas será cada vez mais – de produtos do agronegócio, é evidente que aqueles que amam praia, sol, florestas e montanhas encontrarão excelentes oportunidades no turismo de massa ou especializado, está mais do que claro que o Brasil tem um imenso campo em todas as áreas nas novas energias renováveis, na exploração dos recursos naturais, na conformação de um espaço integrado na América do Sul. Se eu fosse jovem e quisesse ganhar muito dinheiro, eu já estaria estudando todas essas oportunidades. Tudo isso É relações internacionais, tudo isso é interdependência global, tudo isso é globalização. Quanto antes o jovem se preparar, e não ficar passivamente esperando o fim do curso para depois pensar no que vai fazer, será melhor para ele e para suas famílias.&lt;br /&gt; Desse ponto de vista, acho, particularmente, que os cursos, atuais, das faculdades voltadas para esse campo, e seus respectivos professores, estão muito pouco preparados para atender essa demanda. Trata-se de uma demanda real, não daqueles requisitos prosaicos de uma grade curricular tradicional, que copia passivamente a inércia “humanistóide” dos cursos tradicionais das universidades públicas – em ciências sociais em geral, mas fazendo uma combinação de direito, história, economia e ciência política – que, elas, parecem não ter nenhum compromisso com os mercados reais. Talvez os jovens não encontrem o curso ideal nem nas faculdades privadas nem nas públicas. O melhor, então, seria que eles “construam”, sozinhos, e de maneira absolutamente auto-didática (se possível com os colegas), os seus próprios “cursos”. Talvez eles não sejam melhores, em qualidade imediata, do que aqueles oferecidos oficialmente pelas instituições de ensino, mas eles certamente serão mais adaptados e estarão mais conformes às aspirações e necessidades dos próprios jovens.&lt;br /&gt; Acho que é hora de deixar de ser passivos: arregacem as mangas, jovens, mãos à obra, construam suas próprias vidas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;br /&gt;Brasília, 22-23 de março de 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114326569510257741?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114326569510257741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114326569510257741&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114326569510257741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114326569510257741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/286-as-relaes-internacionais-como.html' title='286) As relações internacionais como oportunidade profissional, 5 (e final)'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114326561107992222</id><published>2006-03-25T02:45:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T02:46:51.080-03:00</updated><title type='text'>285) As relações internacionais como oportunidade profissional, 4</title><content type='html'>(Seguimento do post anterior)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Os atentados de 11 de Setembro e as subseqüentes guerras no Afeganistão e no Iraque podem ter tido alguma influência no aumento de interesse por Relações Internacionais?&lt;br /&gt; PRA: Provavelmente, mas não mais do que MP3, celular, internet de modo geral. Há hoje uma crescente interpenetração entre o nacional e o mundial, todo dia franquias estrangeiras vêem se estabelecer no Brasil, as viagens internacionais são cada vez mais freqüentes e acessíveis, o inglês tornou-se obrigatório para o simples exercício (e vício) preguiçoso do “cut and paste” para os trabalhos escolares, enfim, o mundo vem até nós, aos borbotões. É natural que cresçam e apareçam as profissões e especializações ligadas às relações internacionais, mas os interesses e as oportunidades são ainda muito difusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Certos cursos, como direito e administração, são opções de vestibular para muitos adolescentes que não sabem exatamente o que querem fazer da vida. Por abranger muitas áreas, a carreira de RI não acaba atraindo mais jovens indecisos?&lt;br /&gt; PRA: Exatamente: direito e administração oferecem amplas possibilidades para todos os tipos de vocações, por vezes sequer diretamente relacionadas com os campos temáticos dessas duas áreas. As RI podem, também, oferecer muitas possibilidades, mas, à diferença das duas primeiras, elas não constituem uma profissão reconhecida, “testada” no mercado e expressamente demandadas pelos mercados ou pelas empresas. Essa pequena diferença pode ser decisiva na inserção profissional dos jovens: entre o certo de uma profissão tradicional e o incerto de um campo novo, talvez seja o caso de ficar com o certo. O problema é que o Brasil é um país dotado de muito pouco empreendedorismo, a despeito da tremenda flexibilidade de sua mão-de-obra, revelada na grande capacidade adaptativa e nos esquemas informais que permeiam os mercados de trabalho (existem vários, do mais inserido ao totalmente informal). Uma pesquisa na escola média revelaria, provavelmente, que poucos jovens aspiram lançar o seu próprio negócio, a maior parte deles estando voltada para cursinho ou estudo para algum concurso, qualquer um, em carreira dotada de estabilidade.&lt;br /&gt; Esse problema da “indecisão” dos jovens pode hoje estar levando muito deles para as RI, assim como no passado os jovens “revolucionários” eram atraídos pela sociologia – segundo Mário de Andrade, a “arte de salvar rapidamente o Brasil” – e as jovens casadoiras eram levadas a fazer psicologia, esperando marido… Hoje se faz RI, porque protestar contra a “globalização perversa” virou esporte quase obrigatório entre os jovens…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Com tanta oferta de cursos, há espaço suficiente para o profissional em RI no mercado?&lt;br /&gt; PRA: Certamente tem ocorrido certa “inflação” de cursos, mas nisso os próprios demandantes levam a culpa: eles “pediram” e os empresários da educação correram para atender essa demanda do mercado de estudantes. Esses “industriais da educação” não estão minimamente preocupados com o espaço do “profissional” de RI – se é possível chamá-lo assim – no mercado de trabalho, esse não é o “departamento” deles. Sua função é a de apenas “fornecer” aquilo que lhes é pedido: um curso e um canudo, depois cada um que se vire como puder num mercado indefinido. Ou seja, num estamos num “supply side economics of international relations”, mas essencialmente num mercado demandante por cursos e canudos, o resto fica ao sabor do próprio mercado…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(segue no próximo post, final)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114326561107992222?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114326561107992222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114326561107992222&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114326561107992222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114326561107992222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/285-as-relaes-internacionais-como.html' title='285) As relações internacionais como oportunidade profissional, 4'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114326550868243888</id><published>2006-03-25T02:44:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T02:45:08.683-03:00</updated><title type='text'>284) As relações internacionais como oportunidade profissional, 3</title><content type='html'>(seguimento do post anterior)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. O que diferencia o curso de RI dos cursos de comércio exterior e de direito e economia internacionais?&lt;br /&gt; PRA: Não existem cursos de “economia internacional”, apenas de economia, tout court, assim como no direito, embora os egressos desses cursos possam buscar, nos últimos semestres, algum tipo de especialização informal dentro desses campos em suas respectivas áreas. Comércio exterior se apresenta hoje como uma orientação relativamente técnica, algo assim como “contador”, embora seja uma área que requeira e deva contar com estudos aperfeiçoados, que aliás podem estar dentro de alguns cursos de relações internacionais – que assim exibiriam especializações mais para “ciência política” ou mais para economia internacional, segundo o gosto do cliente. &lt;br /&gt; Acredito mesmo que no decurso da sedimentação necessária e natural dos cursos de relações internacionais nas diferentes regiões do país, essas orientações geográfico-espaciais ou essas inclinações temáticas acabarão emergindo progressivamente. Ou seja, pode-se conceber cursos de relações internacionais voltados para o agronegócio nas principais regiões produtoras de commodities demandadas pelo mercado mundial, cursos voltados para a diplomacia e a pesquisa nas ciências sociais em algumas grandes capitais, outros cursos voltados para o comércio exterior e a integração regional nas regiões mais “expostas” aos processos sub-regionais de integração e assim por diante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. O aumento de ofertas para o curso de RI em diversas faculdades públicas e particulares poderia significar que a procura é alta para a carreira?&lt;br /&gt; PRA: A procura ainda é alta por uma espécie de ilusão dos jovens quanto ao “charme” e a oferta de empregos nessa área, pelo efeito do já mencionado “modismo”, ou porque o Brasil está mesmo deslumbrado com a globalização, ingressante tardio – e incompleto – que foi nos grandes circuitos da interdependência global. Não imagino que a demanda venha a se manter nos próximos anos, seja porque haverá um “plafonnement” e queda ulterior, seja porque o ritmo de crescimento tenderá a diminuir, ao descobrirem, muitos egressos, que os cursos não são assim tão “funcionais” para as necessidades de uma carreira concreta, seja porque a oferta, como sempre ocorre, supera a demanda efetiva. Não deve ocorrer, aqui, nenhum “keynesianismo” avant la lettre, pois o governo não parece estar em condições de garantir demanda efetiva numa área que não aparece como prioritária em termos de recursos humanos. &lt;br /&gt; Resumindo: a procura, a jusante, não é alta, mas sim está ocorrendo um crescimento da oferta de cursos para atender uma demanda pré-existente, a montante, portanto. O mercado deverá ajustar oferta e procura dentro em breve. De toda forma, não existe UMA carreira de relações internacionais, e sim diferentes “carreiras” – ou melhor, oportunidades de emprego – que vão se ajustando aos nichos existentes, muito diversos entre si. Como a profissão não é regulamentada, nem tem chances de sê-lo muito em breve, persistirá essa relativa indefinição do que é “carreira” ou “especialização” em relações internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. O jovem passou a se interessar mais por assuntos relacionados ao mundo?&lt;br /&gt; PRA: Certamente. O bebê já nasce ouvindo teclado de computador, e a internet, como as demais tecnologias de informação, permeia a vida das pessoas desde tenra idade. Não há como escapar, hoje, dos apelos do mundo. Mesmo que algum jovem não tenha o mínimo interesse por “coisas” do mundo, o mundo vem inevitavelmente até ele, pelos mais diferentes caminhos e meios. Ninguém escapa…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(segue em próximo post)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114326550868243888?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114326550868243888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114326550868243888&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114326550868243888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114326550868243888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/284-as-relaes-internacionais-como.html' title='284) As relações internacionais como oportunidade profissional, 3'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114326543711744890</id><published>2006-03-25T02:42:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T02:43:57.120-03:00</updated><title type='text'>283) As relações internacionais como oportunidade profissional, 2</title><content type='html'>(seguimento a partir do post anterior)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Qual o nome dado ao profissional depois de formado?&lt;br /&gt; PRA: Não tenho certeza se o termo está consagrado, mas, aparentemente, seria “internacionalista” (uma expressão ainda não oficializada, diga-se de passagem, como a própria “profissão”, que não corre nenhum “risco” de ser regulamentada no futuro previsível). Em todo caso, melhor assim, do que algo estranho como “internacionalóide” ou “internacionaleiro”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Existe a discussão sobre a relevância do curso para quem quer seguir carreira diplomática. É mesmo o melhor caminho ou o primeiro passo para o Instituto Rio Branco e o Itamaraty?&lt;br /&gt; PRA: Não tenho certeza de que este seja o melhor caminho para os indivíduos que aspiram a ser alguma coisa na vida, pois se trata de uma área relativamente nova, ainda não suficientemente “testada” nos mercados de trabalho. O que ocorreu, nos últimos anos, levado pelos ventos da globalização e da regionalização, foi um fenômeno “anormal” de expansão “geométrica” dos cursos de relações internacionais, provavelmente sem qualquer relação com a demanda efetiva do mercado. Havia uma demanda da parte dos jovens, atraídos pelo que parece ser um campo novo e talvez vasto – mas provavelmente não suficientemente “elástico” como o desejado pelos jovens – e as instituições privadas de ensino se encarregaram de satisfazer essa demanda por cursos de “aspecto” internacional. &lt;br /&gt; Quanto à carreira diplomática, estrito senso, o recrutamento é altamente seletivo e a formação deveria ser, portanto, focada nas humanidades em geral, com um domínio igualmente satisfatório de ciências sociais aplicadas como economia e direito. Não é seguro que um curso de relações internacionais consiga dar todas as competências requeridas, mas ele é provavelmente o que mais estaria dentro do “campo” da diplomacia profissional. Acontece, porém – e isso precisa ficar muito claro aos jovens aspirantes à carreira – que, sendo o recrutamento caracterizado pela “hecatombe” de 90% dos candidatos, os “não-entrantes” precisam “sobreviver”, de alguma forma, nas profissões normais, requeridas pelo mercado, e aqui o nicho das relações internacionais ainda é relativamente difícil. &lt;br /&gt; Pode-se dizer, de uma maneira geral, que o curso, in abstracto, é relevante, mas os cursos, tomados concretamente, diferem muito entre si pela qualidade das matérias oferecidas, pela competência dos professores contratados, pela disponibilidade de recursos didáticos e materiais, etc. &lt;br /&gt; Parece ocorrer, atualmente, com os cursos de relações internacionais, algo semelhante ao que se passou, em outras épocas, com os cursos de ciências sociais, de psicologia, de jornalismo, que passaram a atrair multidões de jovens sem um perfil muito definido quanto à carreira desejada ou suas aspirações concretas. O modismo, como tudo a cada época, um dia vem abaixo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Segue no próximo post)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114326543711744890?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114326543711744890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114326543711744890&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114326543711744890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114326543711744890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/283-as-relaes-internacionais-como.html' title='283) As relações internacionais como oportunidade profissional, 2'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114326535425538099</id><published>2006-03-25T02:40:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T02:42:34.260-03:00</updated><title type='text'>282) As relações internacionais como oportunidade profissional, 1</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As relações internacionais como oportunidade profissional&lt;br /&gt;Respostas a algumas das questões mais colocadas pelos&lt;br /&gt;jovens que se voltam para as carreiras de relações internacionais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1. Com quais expectativas o jovem ingressa no curso de relações internacionais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; PRA: Provavelmente, na maior parte dos casos, com a expectativa de tornar-se diplomata ou funcionário internacional, ou então animado pelo vago desejo (ou mesmo vontade concreta) de sair do Brasil, passar sua vida entre capitais européias e da América do Norte, fazer-se no mundo, enfim. Deve-se observar desde logo que o ingresso na diplomacia, na verdade, acaba ocorrendo para uma fração mínima dos ingressados nesses cursos, uma parte também relativamente pequena voltando-se para as próprias atividades acadêmicas ligadas às relações internacionais e a maior parte devendo inserir-se, de algum modo, no mercado de trabalho “normal”, isto é, do setor privado, altamente competitivo. &lt;br /&gt;Aqueles muito jovens – digamos entre os 18 e 20 anos – ostentam uma visão relativamente romântica do que seja o mundo ou a projeção internacional do Brasil, não estando aqui excluídas motivações essencialmente idealísticas, no sentido da atuação em causas humanitárias, ecológicas, imbuídos que são do desejo de mudar o mundo ou de ajudar aqueles que são percebidos como “vítimas da globalização” ou de misérias ancestrais. Os mais “velhos” – que podem eventualmente ter iniciado o terceiro ciclo por algum outro curso e efetuado o desvio para relações internacionais no meio da rota – possuem expectativas mais concretas e realistas, eventualmente construídas a partir do exercício de alguma atividade profissional paralela aos estudos de terceiro ciclo, mas eles também podem estar imaginando ou aspirando por uma “vida diferente” da mesmice cotidiana em âmbito puramente nacional, algum relevante papel de “negociador”, de “funcionário” ou de “executivo internacional”. Ou seja, todos eles possuem altas expectativas em relação aos cursos e as oportunidades profissionais dele resultantes, sem talvez medir muito bem a distância que ainda separa o universo relativamente teórico do universo “mental” desses cursos e a realidade do mundo profissional, feita de muito esforço individual, salários nem sempre elevados como esperado e uma indefinição geral quanto ao exercício concreto das “generalidades” aprendidas nos bancos universitários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2. Em quais as áreas o bacharel em RI sai preparado para atuar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; PRA: Como ele é um generalista em especialidades “internacionais” ele poderá, supostamente, atuar em todas as áreas nas quais alguma competência vinculada ao seu terreno é requerida, seja no campo da análise e processamento de informações relativas aos diferentes cenários regionais e internacionais, seja na pesquisa e ensino acadêmico, nas áreas de relações internacionais das burocracias públicas – o que inclui a diplomacia tradicional, novas “diplomacias” em ministérios setoriais, assessorias internacionais de diversos órgãos etc. – e, provavelmente em maior “volume”, nas empresas privadas e nas chamadas ONGs que possuem ou aspiram possuir qualquer tipo de interface com o mundo exterior. O problema, aqui, é que as empresas requerem, em geral, uma competência mais específica e provavelmente mais especializada do que o conhecimento sintético das relações internacionais, a qualquer título. As empresas não estão minimamente preocupadas com a teoria institucionalista ou neo-realista das relações internacionais, tampouco com o funcionamento do Conselho de Segurança da ONU: elas desejam simplesmente vender ou fazer negócios com parceiros externos e por isso elas são mais suscetíveis de apelarem para profissionais especializados como economistas, advogados ou algumas outras profissionais mais “tradicionais”. Afinal de contas, trata-se de fazer uma prospecção de mercado ou de elaborar um contrato de cessão ou compra de direitos e outros ativos entre dois agentes privados, que devem rentabilizar seu tempo e seus recursos humanos e materiais, não havendo muito lugar para teorizações indevidas ou abstrações fora do campo essencialmente pragmático no qual atuam essas empresas.&lt;br /&gt;Em outros termos, o bacharel de RI seria extremamente consciencioso se ele procurasse, de imediato, suprir suas carências em competências específicas buscando uma especialização dentro de seu campo de estudo, procurando estágios desde cedo ou mesmo fazendo algum outro curso paralelamente. Como para as demais especializações disciplinares, uma pós-graduação seria altamente recomendável, ou então uma outra via, mais racional, a formação de base numa profissão “normal” ou “tradicional” e uma pós ou estudos especializados em relações internacionais, eventualmente com orientação já definida para a área na qual o candidato a um bom emprego pretende atuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(segue no próximo post)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114326535425538099?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114326535425538099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114326535425538099&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114326535425538099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114326535425538099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/282-as-relaes-internacionais-como.html' title='282) As relações internacionais como oportunidade profissional, 1'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114326516041907397</id><published>2006-03-25T02:36:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T02:39:20.423-03:00</updated><title type='text'>281) Controvérsias entre historiadores e a censura legal...</title><content type='html'>Frequento uma lista de historia política do século XX, francesa, que sempre tem materiais interessantes, mas na maior parte do tempo são anúncios de seminarios e palestras.&lt;br /&gt;O post abaixo é interessante, uma vez que discute as velhas controvérsias que separam os historiadores em relação a leis proibindo a veiculação de determinados temas, como a denegação do Holocausto, por exemplo...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;From: Le dréau Christophe [mailto:ledreauchristophe@yahoo.fr] &lt;br /&gt;Sent: Friday, March 17, 2006 5:41 AM&lt;br /&gt;To: vingtcinquante@cines.fr&lt;br /&gt;Subject: [vingtcinquante] INFO : Les Mémoires, la loi et les historiens&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vingtcinquante@cines.fr , Liste de diffusion en Histoire Politique&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;INFORMATION&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Les Mémoires, la loi et les historiens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Les polémiques sur la mémoire des traites négrières, la colonisation ont amené les éditions Complexe à mettre sur leur site une rubrique "Tribune et Débats" qui compile toutes sur série de textes et de discours ou communications faites sur le sujet :&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.editionscomplexe.com/tribune/artSub.cfm?id=3"&gt;http://www.editionscomplexe.com/tribune/artSub.cfm?id=3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;SOMMAIRE&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Le 12 décembre 2005, dix-neuf historiens ont lancé un appel : Liberté pour l’Histoire, qui demandait l’abrogation d’articles de lois qu’ils considèrent comme restreignant la liberté de l’historien. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voici, dans l'ordre chronologique, des premières pièces de ce dossier que nous étofferons au fil des mois : textes des lois incriminées, pétitions et interventions de René Rémond, Pierre Assouline, Henry Rousso, Esther Benbassa, Gilles Manceron et Yves Ternon.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;PRÉSENTATION DU DOSSIER (PDF)&lt;br /&gt;LA "LOI GAYSSOT" (13 juillet 1990) (PDF)&lt;br /&gt;LA LOI RELATIVE À LA RECONNAISSANCE DU GÉNOCIDE ARMÉNIEN (29 janvier 2001) (PDF)&lt;br /&gt;LA "LOI TAUBIRA" SUR L'ESCLAVAGE TRANSATLANTIQUE (21 mai 2001) (PDF)&lt;br /&gt;LA "LOI MEKACHERA" (23 f! évrier 2005) (PDF)&lt;br /&gt;René Rémond : "L'exigence de mémoire et ses limites" (26 octobre 2001) (PDF)&lt;br /&gt;Yves Ternon : "Le négationnisme : un délit à sanctionner" (6 octobre 2005) (PDF)&lt;br /&gt;"L'appel Liberté pour l'Histoire" (12 décembre 2005) (PDF)&lt;br /&gt;Pierre Assouline : "L'Histoire aux historiens, enfin !" (14 décembre 2005) (PDF)&lt;br /&gt;"Ne mélangeons pas tout" : pétition contre l'appel Liberté pour l'Histoire" (20 décembre 2005) (PDF)&lt;br /&gt;Henry Rousso : "Mémoires abusives" (23 décembre 2005) (PDF)&lt;br /&gt;Esther Benbassa : "La guerre des mémoires" (5 janvier 2006) (PDF)&lt;br /&gt;Pierre Assouline : "La Liberté pour l'Histoire est en marche" (16 janvier 2006) (PDF)&lt;br /&gt;Pétition : "Pléthore de mémoire : quand l'État se mêle d'histoire…" (25 janvier 2006) (PDF)&lt;br /&gt;Retrait de la plainte contre O. Pétré-Grenouilleau (Communiqué de l'association Liberté pour l'Histoire, 4 février 2006) (PDF)&lt;br /&gt;Gilles Manceron : "La colonisatio! n, la loi et l'histoire. Refusons toute histoire officielle" (10 février 2006) (PDF)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114326516041907397?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114326516041907397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114326516041907397&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114326516041907397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114326516041907397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/281-controvrsias-entre-historiadores-e.html' title='281) Controvérsias entre historiadores e a censura legal...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114324740575048695</id><published>2006-03-24T21:40:00.000-03:00</published><updated>2006-03-24T21:43:25.766-03:00</updated><title type='text'>280) Você também é do tempo das diligências?</title><content type='html'>Recebi de um amigo, em formato de PowerPointPresentation.&lt;br /&gt;Mas acho que ainda dá para aproveitar: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tipo Assim... &lt;br /&gt;Tô ficando velho!&lt;br /&gt; Um dia desses, às 2 da manhã, peguei o carro e fui buscar minha filha adolescente, na saída do show do Charlie Brown Jr. &lt;br /&gt;Ela e as amigas estavam eufóricas e eu ali, meio dormindo, meio de pijama, tentei entrar na conversa. &lt;br /&gt;"E aí, o show foi legal ?"  A resposta veio de uma mais exaltada do banco de trás: "Cara! Tipo assim, foda !"                       E outra emendou:  "Tipo foda mesmo !" &lt;br /&gt;Fiquei tipo assim, calado o resto do percurso, cumprindo minha função de motorista. &lt;br /&gt;Tô precisando conversar um pouco mais com minha filha, senão, daqui a pouco, vamos precisar de tradução simultânea. &lt;br /&gt;Pra piorar ainda mais, inventaram o ICQ, essa praga da Internet, onde elas ficam horas e horas escrevendo abobrinhas umas pras outras, em código secreto. &lt;br /&gt;Tipo assim:  "kct! vc tmb nunk tah trank, kra. Eh d+, sl. T+ Bjoks. Jubys". &lt;br /&gt;Em português:"Cacete! Você também nunca está tranqüila, cara. É demais, sei lá. Até mais, beijocas. Jubys". Jubys, que deve ser pronunciado "diúbis", é isso mesmo que você está imaginando, a assinatura. &lt;br /&gt;Só que o nome de batismo é Júlia, um nome bonito, cujo significado é "cheia de juventude", que eu e minha mulher escolhemos, sentados na varanda, olhando a lua... &lt;br /&gt;Pois, Jubys, é hoje, essa personagem de cabelo cor de abóbora, cheia de furos na orelha, que quer encher o corpo de piercings e tatuagens. &lt;br /&gt;Tô ficando velho! &lt;br /&gt;Outro dia, tentei explicar pro mesmo bando de adolescentes o que era uma máquina de escrever. Nunca viram uma. &lt;br /&gt;A melhor definição que consegui foi: "é tipo assim... um computador que vai imprimindo enquanto você digita". &lt;br /&gt;Acho que não entenderam nada ! &lt;br /&gt;Eu sou do tempo do mimeógrafo.  Pra quem não sabe, é uma máquina que você coloca álcool e dá manivela, prá imprimir o que está na folha matriz. &lt;br /&gt;Por sua vez, essa matriz precisa ser datilografada (ver "datilografia" no dicionário) na tal máquina de escrever, sem a fita (o que faz com que você só descubra os erros depois do trabalho feito), com o papel carbono invertido... &lt;br /&gt;Enfim, procure na Internet, que deve haver algum site sobre mimeógrafo, papel carbono, essas coisas... &lt;br /&gt;Se eu ficar explicando cada vocábulo descontinuado, não vou conseguir acompanhar meu próprio raciocínio. &lt;br /&gt;Voltando às garotas, a cultura cinematográfica delas varia entre a "obra" de Brad Pitt e a de Leonardo de Caprio. &lt;br /&gt;Há anos tento convencê-las a ver "Cantando na Chuva", mas, sempre fica para depois. &lt;br /&gt;Um dia, cheguei entusiasmado em casa, com a fita de um filme francês que marcou minha infância :  "A guerra dos botões". &lt;br /&gt;Juntei toda a família para a exibição solene e a coisa não durou nem 5 minutos !  &lt;br /&gt;O guri foi jogar bola, Jubys inventou "um trabalho de história sobre a civilização greco-romana que tem que entregar tipo assim até amanhã senão perde ponto" &lt;br /&gt;E, até minha mulher, de quem eu esperava um mínimo de solidariedade, se lembrou que tinha um compromisso com hora marcada e se mandou. &lt;br /&gt;Fiquei ali, assistindo sozinho e lembrando do tempo em que eu trocava gibi na porta do Capitólio. &lt;br /&gt;Uma amiga me contou que o filho de 10 anos ficou espantado, quando viu um telefone de discar. &lt;br /&gt;Sabe telefone de discar?  É tipo assim, um aparelho sem teclas, geralmente preto, com um disco no meio, todo furado, onde cada furo corresponde a um algarismo.&lt;br /&gt;Você enfia o dedo indicador no buraco correspondente ao número que precisa registrar, gira o negócio até uma meia lua de metal e solta a roleta, que, lá por dentro está presa a uma mola e faz ela voltar à sua posição inicial. &lt;br /&gt;Esse aparelho serve para conversar com outra pessoa, como qualquer telefone comum, desde que esteja, é claro, conectado na parede. &lt;br /&gt;Eu sou do tempo em que vidro de carro fechava com maçaneta.  E o Fusca tinha estribo e quebra vento. &lt;br /&gt;Não espalha, mas, eu andei de Simca Chambord, de DKW, Gordini, Aero Willis e até de Romiseta.  &lt;br /&gt;Não dá pra explicar aqui o que era uma Romiseta.  Só vou dizer que era tipo assim um veículo automotivo, com 3 rodas, que a gente entrava pela frente e a direção era grudada na porta. &lt;br /&gt;Procure na Internet, deve haver um site ! &lt;br /&gt;Tá bom, tá bom, confesso mais!  Usei Camisa Volta ao Mundo, casaquinho de Ban-lon, assisti à Jovem Guarda, o Direito de Nascer... Mas, é mentira essa história de que meu primeiro disco gravado foi em 78 rotações ! &lt;br /&gt;Há pouco tempo, João, meu filho de 8 anos, pegou um LP e ficou fascinado !&lt;br /&gt; Botei pra tocar e mostrei a agulha rodando, dentro do sulco do vinil. &lt;br /&gt;Expliquei que aquele atrito gerava o som que estávamos escutando... &lt;br /&gt;Mas aí, ele já estava jogando o Pokemon Stadium, no Game Boy. &lt;br /&gt;   Não é que ele seja desinteressado... eu é que fiquei patinando nos detalhes. &lt;br /&gt;Ele até que é bastante curioso e adora ouvir as "histórias do tempo em que eu era criança". &lt;br /&gt;Quando contei que a TV, naquela época, era toda em preto e branco, ele "viajou" na idéia de que o mundo todo era em preto e branco, e, só de uns tempos para cá, é que as coisas começaram a ganhar cores. &lt;br /&gt;Acho que de certa forma ele tem razão.                                          &lt;br /&gt;“Tipo assim”...&lt;br /&gt;“A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original” (Albert Einstein)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114324740575048695?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114324740575048695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114324740575048695&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114324740575048695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114324740575048695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/280-voc-tambm-do-tempo-das-diligncias.html' title='280) Você também é do tempo das diligências?'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114324348617072220</id><published>2006-03-24T20:30:00.000-03:00</published><updated>2006-03-24T20:38:06.190-03:00</updated><title type='text'>279) Venezuela: uma nova realidade na América Latina</title><content type='html'>O artigo abaixo transcrito trata de uma nova realidade na América Latina: um Estado "normalmente" constítuído (isto é, por meio de eleições) que forma uma milícia cidadã armada, para proteger o país e as instituções de qualquer ameaça externa. Como argumenta o autor, essa nova força armada, concebida segundo o modelo da "guerra assimétrica", é mais suscetível, entretanto, de defender o presidente contra qualquer ameaça ao seu poder pessoal, que poderia advir, numa hipótese mais credível, de uma guerra civil, interna, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Invasion or civil war for Venezuela?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;International Relations and Security Network&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;24 March 2006, by Sam Logan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For years, Venezuelan President Hugo Chavez has claimed to be protecting his people from the corrupt and greedy Venezuelan elite class, represented by the Venezuelan political opposition. Now he is protecting them from an external foe, the US, which he has accused of intending to invade Venezuela. Riding on the rhetoric of an eventual US invasion, Chavez is building up a massive civilian militia answerable directly, and only, to him. That militia, however, is more likely intended to deter a military coup than a US invasion.&lt;br /&gt;After the 2002 attempt to overthrow his government, Chavez changed tactics, taking on a larger role as protector of his people from the US. As such, he must continue to claim that the US will someday invade Venezuela and that they only thing that will keep the Yankees at bay is two million trained civilians.&lt;br /&gt;The formation of a civilian militia gives physical presence and weight to Chavez's rhetoric that the US will one day invade. Considering the many rumors of a palace coup and the shuffling of military commanders in Chavez’s top brass, however, the formation of a civilian militia looks more like another bulwark intended to protect himself against a military-led coup d’etat.&lt;br /&gt;The only conventional army likely to threaten Chavez is Venezuela’s own military forces, the FAN. In the event of a successful FAN-orchestrated coup, two million hardcore supporters with military training could be ordered to drag the country into a civil war. Given the world’s dependence on Venezuelan oil, such a possibility would have serious international repercussions.&lt;br /&gt;Chavez-controlled Militia The first week of March saw the beginning of a two million-strong reservists’ program, which Chavez has been talking about for years and officially announced on 14 April last year.&lt;br /&gt;Lieutenant Colonel Antonio Benavides is in charge of training the instructors, who will in turn train the reservists. He has emphasized the art of guerrilla warfare. In an interview with the BBC, Benavides lined up a group of civilians to demonstrate the art of surprise in guerrilla warfare. “On the surface they look like ordinary people on the street. But if you look underneath their jackets, you will see they are hiding knives, catapults, and pistols,” the BBC quoted him as saying to an audience at the training grounds.&lt;br /&gt;Taking lessons from the Viet Cong and the Cuban Revolution, Benavides will train officers to teach a volunteer militia how to conduct urban guerrilla warfare. The civilian militia adheres to the doctrine of asymmetrical warfare.&lt;br /&gt;Harnessing a large force of militarily trained civilians to a doctrine of guerrilla warfare has many of Venezuela’s older generals confused because it is a doctrine not espoused by the FAN, nor is it a doctrine Chavez himself was trained when rising through the ranks of the Venezuelan military.&lt;br /&gt;In training and military doctrine, the civilian militia will be completely separate from Venezuela’s traditional military rank and file. Additionally, the militia is not part of the traditional chain of command. Its leaders report directly to Chavez and no one else.&lt;br /&gt;Since Chavez has made public his plans for a civilian militia that he controls, some of his loyalists in the military have expressed concern at this circumvention of the traditional chain of command. Perhaps knowing that his civilian militia announcement would provoke ire, Chavez made some command structure changes to protect his back with hardcore supporters.&lt;br /&gt;Colonel Cliver Antonio Alcala Cordones, for one, would not hesitate to carry out presidential orders to use lethal force against military rebels or civilian dissidents, argue analysts with the US-based private intelligence company StratFor. Alcala is currently the commander of the elite presidential honor guard, tasked with protecting Chavez’s life.&lt;br /&gt;Another hardcore Chavez supporter, Major General Ali de Jesus Uzcategui Duque, has been given command over the country’s internal defense strategy, called Plan Republica, according to StratFor. This plan has a Caracas metropolitan area element called Plan Avila. In the event of a military rebellion or civilian uprising, Plan Avila would be initiated to protect the palace, prominent public services buildings, and the oil infrastructure. General Uzcategui also has the authority to impede any military orders or actions the president finds disagreeable.&lt;br /&gt;Analysts argue that by placing these men in their current positions, Chavez is working to defend himself from the possibility of an assassination attempt by a close personal aide or a military rebellion led by an officer in command of the country’s best-trained soldiers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rumors of a coup attempt When Chavez talks about territorial invasion, he implies that an outside aggressor would invade Venezuela to capture control of the country’s energy assets. Since the coup in 2002, Chavez has focused his rhetoric on the eventual invasion of US military forces. He has repeated his belief that the US would invade so often that US ambassador to Venezuela, William Brownfield, said in April last year that “the United States has never invaded, is not invading at this moment, and will never invade Venezuela”.&lt;br /&gt;But Chavez doubts the sincerity. A string of events that points to plans to overthrow Chavez contribute his paranoia.&lt;br /&gt;When Chavez announced in April last year that the planned civilian militia force would be under his direct control, reports at the time indicated that FAN ranking commander General Raul Baudel strongly objected to the unilateral decision to control what would become a considerable force of trained and armed Chavez supporters. Chavez made his announcement during a ceremony to commemorate the second anniversary of a failed attempt to overthrow his government. The message to his enemies was quite clear.&lt;br /&gt;Almost two months after the announcement, Venezuelan Vice President Jose Vicente Rangel announced that the government suspected the political opposition was planning a military coup. Two days prior to that announcement, Venezuelan Defense Minister General Jorge Garcia Carneiro said that pamphlets urging a military revolt against Chavez had been circulated in various military installations around the country.&lt;br /&gt;Not a month later, opposition leader Andres Velasquez, announced that Chavez had decided to postpone a military parade because he believed it would be the stage for an attempt on his life. FAN Commander General Baudel said there was no intelligence to back up such claims. However, Chavez claimed he had intelligence that pointed to an assassination attempt on 24 June, the day of the parade.&lt;br /&gt;The day before the parade, General Melvin Lopez Hidalgo, a member of Venezuela’s National Defense Council, confirmed that an officer had been arrested at Fort Tiuna at the FAN’s Third Army Division base in Caracas. It remains unclear if the arrested officer was connected to the alleged assassination attempts or the anonymous pamphlets.&lt;br /&gt;Audio tapes that allegedly contained details of a planned military coup surfaced in early December. Nicolas Maduro, chairman of Venezuela’s National Assembly and member of the Fifth Republic Movement party, presented the tapes to the National Assembly on 8 December. They allegedly contain a conversation among retired army officers, who were plotting to overthrow Chavez’s government by blowing up oil infrastructure before taking over military headquarters.&lt;br /&gt;Asymmetrical warfare What military analysts call asymmetrical warfare, also referred to as fourth-generation warfare, is characterized by war between a nation-state and a non-state actor. Latin America’s history is riddled with examples of how asymmetrical warfare has been used to overthrow a government, such as the Cuban Revolution, or used to prolong a struggle, such as the Revolutionary Armed Forces of Colombia (FARC). In some cases, these non-state actors have been integrated into politics, such as the FLMN in El Salvador.&lt;br /&gt;Chavez is in a position to take advantage of this history to promote his ideology of a region-wide resistance against US imperialism. It is convenient rhetoric that veils what many believe are his intentions to deter a military coup.&lt;br /&gt;By the end of 2007, it is quite possible that a total of two million Chavez supporters will have been trained and reinserted back into their normal lives, ready to resist at a moment’s notice. It is highly unlikely that this militia will be called to protect Venezuela from an outside invader.&lt;br /&gt;Rather, they could be called on to protect Chavez’s regime from a cadre of military officers and others who want to remove him from office. If Chavez manages to survive such a coup attempt, he may go quietly or he may seek to embody the spirit of Cuba’s Fidel Castro and regional revolutionary hero Ernesto “Che” Guevara by leading his faithful into a civil war.&lt;br /&gt;The FAN is believed to have at least 80,000 professional soldiers, who could be forced to face two-million urban guerrillas. A civil war in Venezuela would be intense, extremely destructive, and spell doom for the future of Venezuela’s economy, society, and oil output. Due to the nature of asymmetrical warfare, it would be nearly impossible to completely eradicate a group of dedicated and trained Chavez supporters.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114324348617072220?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114324348617072220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114324348617072220&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114324348617072220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114324348617072220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/279-venezuela-uma-nova-realidade-na.html' title='279) Venezuela: uma nova realidade na América Latina'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114323928214184318</id><published>2006-03-24T19:23:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T01:47:05.930-03:00</updated><title type='text'>278) Leituras econômicas para candidatos a presidentes...</title><content type='html'>No meu blog de "Book Reviews", coloquei uma lista de "leituras recomendadas", precedida pelo texto abaixo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a confusão econômica já está instalada: um governo pretendidamente de esquerda que aplica uma política econômica alegadamente neoliberal (pelo menos é disso que o acusam seus opositores de "esquerda) e uma tropa de social-democratas que concebeu essa política "neoliberal" (e que, obviamente, não o é), mas que agora se pretende "desenvolvimentista"...&lt;br /&gt;A longa matéria abaixo, do jornal &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Valor Econômico&lt;/span&gt; (24.03.06, caderno de Fim de Semana), lista uma série de livros que os candidatos deveriam ler, segundo alguns gurus econômicos (com exceção de um, que recomenda não ler nada e seguir o instinto).&lt;br /&gt;Não há "Bíblia econômica", mas uma série de evangelhos, provavelmente com "soluções" parciais e limitadas para o nosso caso, um caso grave de baixo crescimento, estrangulamentos estruturais e difuncionalidade administrativa.&lt;br /&gt;Acho que os candidatos não vão ler nenhum deles, mas vão provavelmente ter assessores que leram vários, e virão com idéias criativas em torno de algumas inovações econômicas.&lt;br /&gt;Se da discussão nasce a luz, a tentativa de aplicar todas essas idéias ao mesmo tempo pode resultar em tremenda confusão.&lt;br /&gt;Não custa nada, em todo caso, repassar a lista dos títulos, como transcritos abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem de Capa&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Trinta e dois livros - ou mais de 10 mil páginas - são as sugestões de leitura de 16 economistas feitas a candidatos à Presidência&lt;br /&gt;Títulos de longo prazo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por Robinson Borges e Carolina Juliano De São Paulo | Valor Econômico - 24/03/2006 - edicão nº 1476&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja esta matéria no link a seguir: &lt;br /&gt;&lt;a href="http://praresenhas.blogspot.com/2006/03/22-leituras-econmicas-para-candidatos.html#links"&gt;http://praresenhas.blogspot.com/2006/03/22-leituras-econmicas-para-candidatos.html#links&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Estas são as leituras recomendadas:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1) "Salvando o Capitalismo dos Capitalistas", Raghuram Rajam e Luigi Zingales (Campus)&lt;br /&gt;2) "Direito, Economia e Mercados", Armando Castelar Pinheiro e Jairo Saddi (Campus)&lt;br /&gt;3) "Macroeconomia: Teoria e Política Econômica", de Olivier Blanchard (Campus)&lt;br /&gt;4) "Why I Am not a Christian", discurso de Bertrand Russell (disponível em &lt;a href="http://www.positiveatheism.org/hist/russell0.htm"&gt;www.positiveatheism.org/hist/russell0.htm&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;5) "Fábulas Econômicas", Eliana Cardoso (Pearson)&lt;br /&gt;6) "The Mystery of Economic Growth", Elhanan Helpman (Balknap, Harvard)&lt;br /&gt;7) "Institutions, Institutional Change and Economic Performance - Political Economy of Institutions and Decisions", Douglass C. North (Cambridge University Press)&lt;br /&gt;8) "Desenvolvimento em Crise - A Economia Brasileira no Último Quarto do Século XX", Ricardo Carneiro (Unesp/Unicamp)&lt;br /&gt;9) "Desenvolvimento e Crise no Brasil - História, Economia e Política, de Getúlio Vargas a Lula", Luiz Carlos Bresser-Pereira (Editora 34)&lt;br /&gt;10) "A Construção Interrompida", Celso Furtado (Paz e Terra)&lt;br /&gt;11) "Projetos para o Brasil", José Bonifácio de Andrada e Silva (Cia. das Letras; organização de Miriam Dolhnikoff)&lt;br /&gt;12) "Revolução Burguesa no Brasil", Florestan Fernandes (Globo) &lt;br /&gt;13) "O Que é Revolução", Florestan Fernandes (Brasiliense)&lt;br /&gt;14) "Adeus ao Desenvolvimento: A Opção do Governo Lula", vários autores (Autêntica)&lt;br /&gt;15) "A Economia Política da Mudança: os Desafios e os Equívocos do Início do Governo Lula", João Antonio de Paula (Autêntica)&lt;br /&gt;16) "The Ellusive Quest for Growth", William Easterly (MIT Press)&lt;br /&gt;17) "A Globalização e seus Malefícios: A Promessa não Cumprida de Benefícios Globais", Joseph Stiglitz (Futura)&lt;br /&gt;18) "Microeconomic Theory", Andreu Mas-Colell, Michael D. Whinston e Jerry R. Green (Oxford)&lt;br /&gt;19) "O Fim da Pobreza", Jeffrey Sachs (Companhia das Letras)&lt;br /&gt;20) "Adeus, Senhor Presidente", Carlos Matus (Fundap).&lt;br /&gt;21) "Chimpanzé, Maquiavel e Gandhi", Carlos Matus (Fundap)&lt;br /&gt;22) "Desenvolvimento como Liberdade, Amartya Sem " (Companhia das Letras)&lt;br /&gt;23) "The 21st Century: A View from the South", Ricardo Lagos (First Magazine)&lt;br /&gt;24) "Ilícito - O Ataque da Pirataria, da Lavagem de Dinheiro e do Tráfico à Economia Global", Moisés Naím (Jorge Zahar)&lt;br /&gt;25) "O Futuro Chegou - Instituições e Desenvolvimento no Brasil", Mailson da Nobrega (Globo)&lt;br /&gt;26) "Formação Econômica do Brasil", Celso Furtado (Nacional)&lt;br /&gt;27) "Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda", John Maynard Keynes (Atlas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só posso desejar coragem e bom apetite...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114323928214184318?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114323928214184318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114323928214184318&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114323928214184318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114323928214184318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/278-leituras-econmicas-para-candidatos.html' title='278) Leituras econômicas para candidatos a presidentes...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114321616516558001</id><published>2006-03-24T13:02:00.000-03:00</published><updated>2006-03-24T13:02:45.183-03:00</updated><title type='text'>277) Tristeza comercial...</title><content type='html'>Apenas transcrevendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;McLanche Infeliz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Constantino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressionado pelo Ministério Público Federal, o McDonald's concordou em passar a vender o brinquedo que acompanha o McLanche Feliz sem a necessidade da compra do sanduíche. A ação do MP ocorreu após o recebimento de reclamações de “pais que se sentiam obrigados a comprar o lanche quando seus filhos queriam apenas o brinquedo”, segundo notícia da Folha Online. Mais uma demonstração de que o Estado se mete onde não deve, algo típico de países socialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, pais que se sentem obrigados a satisfazer as vontades dos filhos já mostram algo de muito estranho. Achei que bastava dizer “não” para os fedelhos. Ao menos é assim que tento educar minha filha, impondo limites. Esses pais estão criando monstrinhos, que na frente poderão acabar no governo, querendo impor todas as suas vontades aos outros. Além disso, o McDonald’s não é uma loja de brinquedos, e os utiliza justamente como forma de promoção, para aumentar as  vendas de seus sanduíches. Várias empresas utilizam tal estratégia de marketing. Brinde vendido separado não é mais brinde! Imagina se a revista que faz promoção da assinatura dando junto um aparelho de DVD tiver que virar uma Casas Bahia! Ou a Citroen, com a promoção do Picasso com viagem para Paris, ter que virar uma agência de viagens! Mas ao que parece, estamos num país onde cada mínimo detalhe do negócio deve ser aprovado pelos burocratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem explica a razão por trás da medida: “A preocupação da Procuradoria é evitar que principalmente o público infantil seja estimulado ao consumo por meio desse tipo de promoção”. Agora sim, tudo faz sentido! Consumo é mesmo coisa de Lúcifer, e o ideal seria que ninguém consumisse nada. Onde já se viu uma empresa buscar estimular o consumo de seus produtos?! Complicado seria gerar empregos e sustentar os burocratas que “pensam” assim sem o pecaminoso consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da completa falta do que fazer desses burocratas, e do grau assustador de ingerência estatal nos negócios, restou-me apenas uma dúvida cruel: o que vai ser do Kinder Ovo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114321616516558001?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114321616516558001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114321616516558001&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114321616516558001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114321616516558001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/277-tristeza-comercial.html' title='277) Tristeza comercial...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114321499312320199</id><published>2006-03-24T12:41:00.000-03:00</published><updated>2006-03-24T12:43:13.143-03:00</updated><title type='text'>276) Tristeza educacional</title><content type='html'>Apenas transcrevendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eleitores, por favor, leiam este artigo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ALI KAMEL&lt;br /&gt;O Globo, 21 de março de 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um tempo para cá, é comum ouvir que o problema brasileiro na educação não é dinheiro. O número mais citado é o volume de recursos investidos na educação pelo setor público (municipal, estadual e federal) como relação do PIB: o Brasil não estaria longe das maiores potências do planeta ao investir 4%. De fato, o estudo “Education at a Glance, 2005”, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostra que esse investimento é da ordem de 4,4% na Alemanha, 5,3% nos EUA, 4,4% na Austrália, 4,6% na Itália, 4,6% na Holanda e de 5,1% na média de todos os países da OCDE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para reforçar a tese de que investimos o necessário, passaram a nos comparar aos países que, com mais êxito, ultrapassaram a barreira do desenvolvimento com investimentos pesados em educação: a Coréia investe 4,2% do PIB, a Irlanda, 4,1%, a Espanha, 4,3%. Mesmo em relação aos nossos vizinhos latino-americanos, não fazemos feio: a Argentina gasta 3,9% de seu PIB com educação, o Chile, 4%, o México, 5,1%. Estamos, portanto, na média, seja qual for o parâmetro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os números enganam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece óbvio, mas ninguém sublinha o fato de que investimentos em educação como proporção do PIB dizem pouco quando não consideramos o tamanho do PIB e o número de estudantes atendidos. Imaginemos dois países. O primeiro tem um PIB enorme e poucos estudantes; o segundo tem um PIB pequeno e milhões de estudantes. Os dois países podem investir igualmente 4% do PIB, mas, certamente, no primeiro país, os alunos terão ao seu dispor muito mais recursos. Quando esses dados são levados em conta, a posição do Brasil no ranking de países é vexatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, ainda segundo dados da OCDE, o investimento por aluno na primeira fase do ensino fundamental é de US$ 842 por ano; na segunda fase, é de US$ 913; e, no ensino médio, de US$ 1.008. Façamos as mesmas comparações do primeiro parágrafo. Na Alemanha, os números são, respectivamente, US$ 4.537, US$ 5.667 e US$ 9.835. Nos EUA, US$ 8.049, US$ 8.669 e US$ 9.007. Na Austrália, US$ 5.169, US$ 7.063 e US$ 7.908. Nos países da OCDE, em média, US$ 5.313, US$ 6.089 e US$ 7.121. Na comparação com aqueles países que venceram os entraves do desenvolvimento, nossa situação continua trágica. Na Coréia, os números são US$ 3.553, US$ 5.036 e US$ 6.747. Na Irlanda, US$ 4.180, US$ 5.698 e US$ 5.758. Na Espanha, US$ 4.592, para a primeira fase do ensino fundamental, e US$ 6.010, tanto para a segunda fase do ensino fundamental como para o ensino médio. Nada melhora quando nos comparamos aos nossos vizinhos. Na Argentina, os valores são US$ 1.241, US$ 1.286 e US$ 2.883. No Chile, US$ 2.211, US$ 2.217 e US$ 2.387. No México, US$ 1.467, US$ 1.477 e US$ 2.378.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Investir a mesma porcentagem do PIB em educação diz pouco, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata sequer de dizer que a comparação é indevida porque nosso custo de vida difere dos outros países: porque, na comparação com os nossos vizinhos, continuamos a perder feio no ensino básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ensino superior, a situação se inverte: nós gastamos despudoradamente em excesso. No Brasil, gasta-se por aluno o equivalente a US$ 10.361 ao ano. Na Alemanha, US$ 10.999; na Austrália, US$ 12.416; e na média dos países da OCDE, US$ 10.655. Na Coréia, o custo por aluno universitário é de US$ 6.236; na Irlanda, US$ 9.808; na Espanha, US$ 8.020. Se a comparação for com os nossos vizinhos, os números são os seguintes: na Argentina, US$ 3.235; no Chile, US$ 7.023, no México, US$ 6.074.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que digo que há excesso? Porque, no Brasil, a relação entre o percentual de verbas destinadas ao ensino superior e a respectiva população de estudantes é escandalosa. Na maior parte dos países, o montante de verbas destinadas às universidades excede a proporção de alunos nelas inscritos. Na média, nos países da OCDE, 15% de todos os alunos estão nas universidades, mas o ensino superior abocanha 24% do total de verbas destinadas à educação. É normal: o ensino superior é mesmo mais caro. No Brasil, porém, vivemos um descalabro: os alunos inscritos em universidades somam apenas 2% do total de alunos, mas o ensino superior fica com 20% de todas as verbas aplicadas em educação. Não há nada nem de longe parecido em qualquer um dos países aqui mencionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desses números, entende-se melhor por que as nossas escolas públicas do ensino fundamental não têm bibliotecas, laboratórios de ciências, laboratório de informática, acesso à internet. Entende-se também porque o professorado é uma classe cada vez menos prestigiada, que recebe um salário indigno, o que tira dele inclusive as condições de se aperfeiçoar. Entende-se fundamentalmente por que estamos perdendo a corrida para superar a pobreza e alcançar o desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nosso problema, de fato, não é falta de recursos, mas falta de prioridade. Repito aqui, como num mantra, o que venho escrevendo: o governo federal quer gastar este ano R$ 8 bi em educação e R$ 19 bi em programas sociais superestimados, como Bolsa Família e aposentadorias especiais para idosos e deficientes pobres. Não se trata, portanto, de conseguir dinheiro novo, mas de realocar o já existente: redimensionar os programas sociais para atender apenas aos necessitados e investir a maior parte em educação, o único instrumento que redime o homem da pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo investimento que desvia dinheiro da educação é contraproducente, mesmo o antigo Bolsa Escola na dimensão que teve no governo passado. Porque o número de crianças que não estudam porque precisam trabalhar jamais chega à casa dos milhões. O grande professor Sérgio Costa Ribeiro já mostrava no início da década de 90 que o acesso das crianças à escola era de 95%. Em média, elas passavam oito anos tentando desesperadamente estudar, mas saíam de lá sem nem de longe concluir o ensino fundamental. O que as afastava da escola não era a necessidade de trabalhar, mas a repetência, o único estímulo que os professores tinham à mão para que o aluno estudasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O remédio contra a repetência foi a progressão automática, mas Sérgio sempre a criticou, por considerá-la uma medida isolada, inócua. Mais importante, dizia ele, é dar autonomia às escolas, tendo como contrapartida a avaliação de desempenho dos alunos. Dotar as escolas de recursos materiais e humanos para que se tornem ao mesmo tempo atraentes e efetivas, com uma didática nova e professores estimulados e bem pagos. Mas não deixar de submetê-las a um sistema de avaliação que seja o parâmetro de tudo: a autonomia e os recursos financeiros extras da escola estariam condicionados por essa avaliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio morreu precocemente e o que vimos foi a adoção indiscriminada da progressão automática, sem nova didática, sem mais recursos, sem uma avaliação com resultados práticos: os professores se esforçam para ensinar, mas a escola fracassa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá uma tristeza.&lt;br /&gt;ALI KAMEL é jornalista.&lt;br /&gt;(&lt;a href="mailto:ali.kamel@tvglobo.com.br"&gt;ali.kamel@tvglobo.com.br&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114321499312320199?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114321499312320199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114321499312320199&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114321499312320199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114321499312320199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/276-tristeza-educacional.html' title='276) Tristeza educacional'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114311500321366417</id><published>2006-03-23T08:54:00.000-03:00</published><updated>2006-03-23T08:56:43.220-03:00</updated><title type='text'>275) Um mundo sem o império (que alguns julgam do mal)...</title><content type='html'>O ultra-conservador &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Wall Street Journal&lt;/span&gt; traz hoje, 23 de março, este editorial sobre o drama de Darfur, no Sudão, que ele apropriadamente chama de "mundo hobbesiano"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Wall Street Journal&lt;/span&gt; (Editorial-Opinion)&lt;br /&gt;Today's Featured Article&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REVIEW &amp; OUTLOOK&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Hobbes in Sudan&lt;br /&gt;What a world without U.S. power looks like&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thursday, March 23, 2006 12:01 a.m. EST&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At places like Davos and Harvard, the world's sages rarely stop fretting about the dangers of a too powerful America. Well, if you want to know what the world looks like without U.S. leadership, Exhibit A is Darfur in Sudan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Today's leading authority on Darfur is the political philosopher Thomas Hobbes, who prophesied a world "nasty, brutish and short." At least 200,000 civilians have been killed in the past three years and two million more have become refugees. The source of the problem is the Arab rulers in Khartoum, who have pursued an ethnic cleansing campaign against black Muslims in western Sudan. They've equipped the Janjaweed Arab tribesmen to do the dirty work, and that militia is now attacking civilians across the border in Chad, creating 20,000 more refugees.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To his credit, Kofi Annan started shouting about the problem two years ago, and former Secretary of State Colin Powell labeled it "genocide" not long after that. The U.N.'s mighty peace-making machinery then started to roll and . . . nothing. The Chinese (who have close commercial ties to Khartoum) and Russians have blocked any serious intervention. Arab members of the Security Council have also opposed any attempt to single out Khartoum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Arab League--so quick to denounce Danish cartoons--has also stymied any global intervention to stop the murder of their fellow Muslims. Here's League Secretary General Amr Musa earlier this month: "In Sudan, there is a problem related to Darfur. We will listen to the Sudanese state minister to explain to us the developments in the issue of Darfur . . ." The League plans to hold its meeting next week--in Khartoum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The African Union has at least sent 7,000 troops to the region, but they are under-funded and under-equipped to enforce a truce that Sudan blatantly flouts. But the African failure is also political. In January the Union held its own summit in Khartoum, and next year it plans to award Sudan its presidency. The rule seems to be never to say a discouraging word about other African leaders, no matter how murderous.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As for Europe, France would be ideal to lead an intervention force. The French have military bases in neighboring Chad and could establish a no-fly zone to stop Janjaweed bombing. However, Paris is already occupied with another intervention in the Ivory Coast, and with its own business interests in Sudan isn't volunteering in any case.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amid this global abdication, Mr. Annan finally decided last month to call in the American cavalry. He visited the White House and, with media fanfare, all but begged President Bush to do something. Despite U.S. obligations in Afghanistan, Iraq and many other places, Mr. Bush responded by proposing an expanded U.N. peacekeeping force under "NATO stewardship."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But Sudan President Omar al-Beshir quickly played to type and withdrew support for a U.N. force. He also threatened that "Darfur will become the graveyard for the United Nations and foreign intervention." And rather than stand up to such threats, U.N. envoy to Sudan Jan Pronk has wilted. He's now talking up intelligence about al Qaeda terrorists in Khartoum who could retaliate against U.N. peacekeepers. And he's warning against any NATO intervention without Security Council approval--as if that would be forthcoming. All of this is a repeat of the same feckless U.N. pattern we've seen in Bosnia, Kosovo and Iraq.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So that leaves . . . guess who? The cowboy President, the American unilateralists, the Yankee imperialists--or, to put it another way, the only nation with the will and wallet to provide order in an otherwise Hobbesian world. However, that will and wallet are being stretched today in Iraq and elsewhere, and Mr. Bush is rightly wary of committing more American blood and treasure to a conflict in Sudan that the rest of the world doesn't seem serious about ending in any event. One lesson of Darfur is that there really are limits to American power, and in its absence the world's savages have freer reign.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114311500321366417?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114311500321366417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114311500321366417&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114311500321366417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114311500321366417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/275-um-mundo-sem-o-imprio-que-alguns.html' title='275) Um mundo sem o império (que alguns julgam do mal)...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114311461583484595</id><published>2006-03-23T08:43:00.000-03:00</published><updated>2006-03-23T08:54:03.206-03:00</updated><title type='text'>274) Museu da língua? Não, uma homenagem viva...</title><content type='html'>Para aqueles que, como eu, vivem da escrita, pela escrita e para a escrita, e que fazem do seu comércio particular com os livros mais que um meio de vida, um verdadeiro culto não-religioso à palavra escrita, um museu da língua pode parecer algo como a "mumificação" do idioma, o congelamento da expressão, a paralização definitiva das formas de comunicação.&lt;br /&gt;Mas não é o caso deste museu especial.&lt;br /&gt;Recomendo, vivamente, uma visita virtual ao&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Museu da Língua Portuguesa (e de várias outras mais...)&lt;br /&gt;Da página inicial do site:&lt;br /&gt; "Conheça o Museu da Língua Portuguesa, seu ponto de encontro com a língua, a literatura e a história. Ao invés de paredes, vozes. No lugar de obras, espaços interativos.&lt;br /&gt;No coração de São Paulo, na Estação da Luz, o Museu proporciona uma viagem sensorial e subjetiva pela língua portuguesa, guiada por palavras, autores e estrelas do Brasil."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penetre nesse universo, neste link: &lt;a href="http://www.estacaodaluz.org.br/"&gt;http://www.estacaodaluz.org.br/&lt;/a&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também em outros universos culturais: Instituto Camões, Gramática da Língua Portuguesa, Biblioteca Virtual de Literatura, Academia Brasileira de Letras,&lt;br /&gt;Biblioteca Nacional, Portal Liberal, Biblioteca Nacional (Portugal), Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa  e Núcleo de Pesquisas em Informática, Literatura e Lingüística. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada melhor do que uma viagem pela escrita, pela expressão oral, por velhos manuscritos e novíssimas produções digitais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114311461583484595?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114311461583484595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114311461583484595&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114311461583484595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114311461583484595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/274-museu-da-lngua-no-uma-homenagem.html' title='274) Museu da língua? Não, uma homenagem viva...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114304246055368643</id><published>2006-03-22T12:46:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T01:40:21.296-03:00</updated><title type='text'>273) Uma bibliografia preliminar sobre a diplomacia do governo Lula</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Interpretações sobre a diplomacia do Governo Lula&lt;br /&gt;uma classificação tentativa com base na literatura disponível&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Referências bibliográficas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;strong&gt;(a) As “vozes autorizadas”:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Amorim, Celso L. N. “Discurso de posse” (Brasília, 1º de janeiro de 2003; link: http://www.mre.gov.br/portugues/politica_externa/discursos/discurso_detalhe.asp?ID_DISCURSO=2032; acesso em 10.03.06).&lt;br /&gt;-------. “Conceitos e estratégias da diplomacia do Governo Lula”, Diplomacia, Estratégia, Política (Brasília: ano I, nº 1, out.-dez 2004, p. 41-48).&lt;br /&gt;-------. “A política externa do governo Lula: dois anos”, Plenarium (Brasília: Câmara dos Deputados, ano 2, nº 2, novembro de 2005, p. 50-59; link: http://www2.camara.gov.br/publicacoes/edicoes/Plenarium2.pdf).&lt;br /&gt;-------. “A ALCA e o jogo dos sete erros”, O Estado de São Paulo (26.08.2003).&lt;br /&gt;-------. “A Alca possível”, Folha de São Paulo (8.07.2003).&lt;br /&gt;-------. “The Real Cancun”, The Wall Street Journal (25.09.2003, p. A18)&lt;br /&gt;-------. “A lição de Cancun”, Política Externa (São Paulo: vol. 12, nº 3, dez-jan-fev 2003/2004, p. 7-17).&lt;br /&gt;------- ; Guimarães, S. P.; Lula da Silva, Luiz I. A política externa do Brasil (Brasília: IPRI-FUNAG, 2003). &lt;br /&gt;Garcia, Marco Aurélio. “Assessor da Presidência da República aponta os eixos da política externa do governo Lula”, boletim da ADB (Brasília: Associação dos Diplomatas Brasileiros, ano X, nº 42, jan.-mar. 2003, p. 16-22).&lt;br /&gt;Guimarães, Samuel Pinheiro. Discurso por ocasião da transmissão do cargo de Secretário-Geral das Relações Exteriores (Brasília, 09/01/2003, disponível no link: http://www.mre.gov.br/portugues/politica_externa/discursos/discurso_detalhe.asp?ID_DISCURSO=2038; acesso em 10.03.06).&lt;br /&gt;-------. [Novo livro: título desconhecido], conjunto de 12 ou 13 capítulos sobre temas econômicos, culturais, políticos, tecnológicos e de relações internacionais, vários deles já publicados em veículos eletrônicos (a exemplo da Agência Carta Maior: www.agenciacartamaior.uol.com.br) e cujo “Posfácio” foi publicado no site La Onda Digital, sob o título de “Los tres años del Gobierno del Presidente de Brasil Luiz Inácio Lula Da Silva” (Montevidéu; nº 277, 28.02 a 06.03.2006; link: http://www.uruguay2030.com/LaOnda/LaOnda/277/Recuadro2.htm; acesso em 11.03.06).&lt;br /&gt;-------. “Macunaíma, Subdesenvolvimento e Cultura”, integra o conjunto de textos acima referidos, mas tem importância especial pois foi indicado como a fonte inspiradora do projeto de lei que criava a Agência Nacional de Cinema e Audiovisual (Ancinav), depois abandonado pelo governo; publicado no boletim eletrônico Outras Palavras (Planeta Porto Alegre: 9.09.2004; link: http://www.planetaportoalegre.net/publique/cgi/public/cgilua.exe/web/templates/htm/1P1OO/view.htm?infoid=9194&amp;user=reader&amp;editionsectionid=89; acesso em 11.03.06).&lt;br /&gt;-------. “Inserção Internacional do Brasil” (34 p.) e “Por uma Nova Estratégia de Comércio Exterior: sugestões” (9 p.), conferências efetuadas no Centro de Estudos Estratégicos da Escola Superior de Guerra (Rio de Janeiro: ESG-CEE, em 10.05.2002 e em 24.11.2002; links: http://www.esg.br/cee/ARTIGOS/samuel5.PDF e www.esg.br/cee/ARTIGOS/samuel6.PDF; acesso em 11.03.06).&lt;br /&gt;-------. “Reflexões sul-americanas”, Prefácio (Brasília, 7.10.2002) ao livro de L. A. Moniz Bandeira, Conflito e integração na América do Sul: Brasil, Argentina e Estados Unidos (Da Tríplice Aliança ao Mercosul 1870-2003) (Rio de Janeiro: Revan, 2003; transcrito na Espaço Acadêmico (Maringá: ano 3, nº 24, mai 2003; link: http://www.espacoacademico.com.br/024/24liv_moniz.htm; acesso em 11.03.06). &lt;br /&gt;-------. Quinhentos anos de periferia: contribuição ao estudo da política internacional (4ª ed.; Rio de Janeiro-Porto Alegre: Contraponto-UFRGS, 2002).&lt;br /&gt;Silva, Luis Inácio Lula da. Discurso no Congresso Nacional (Brasília, 1º.01.2003; link: http://www.mre.gov.br/portugues/politica_externa/discursos/discurso_detalhe.asp?ID_DISCURSO=2029; acesso em 10.03.06).&lt;br /&gt;-------. “Mensagem ao Congresso Nacional”, 17 de fevereiro de 2003; as seções relativas à defesa e à política externa estão disponíveis no seguinte link da Presidência da República: http://www.presidencia.gov.br/publi_04/COLECAO/mens03_10.pdf; acesso em 11.03.06). &lt;br /&gt;-------. Pronunciamentos do presidente da República sobre a política internacional e as relações exteriores do Brasil podem ser encontrados preferencialmente nos sites do Itamaraty (www.mre.gov.br), no da Presidência da República (www.planalto.gov.br) ou no da Radiobrás (www.radiobras.gov.br).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(b) os “simpatizantes benevolentes”:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bahadian, Adhemar G. e Lyrio, Maurício Carvalho. ALCA: um depoimento da co-presidência brasileira, Política Externa (São Paulo: vol. 14, nº 3, dez-jan-fev 2005/2006, p. 125-137).&lt;br /&gt;Batista Jr., Paulo Nogueira. “A Alca e o Brasil”. Estudos Avançados (São Paulo: IEA-USP; mai-ago. 2003, vol. 17, nº 48, p. 267-293; ISSN 0103-4014; link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142003000200021&amp;lng=es&amp;nrm=iso; acesso em 11.03.06). &lt;br /&gt;Bustani, José Maurício. “O Brasil e a Opaq: diplomacia e defesa do sistema multilateral sob ataque”, Estudos Avançados (São Paulo: IEA-USP, vol. 16, nº 46, 2002; ISSN 0103-4014; p. 69-84; link: http://www.scielo.br/pdf/ea/v16n46/v16n46a06.pdf; acesso em 11.03.06).&lt;br /&gt;Candeas, Alessandro Warley. “Relações Brasil-Argentina: uma análise dos avanços e recuos”, Revista Brasileira de Política Internacional (Brasília: ano 48, nº 1, 2005, p. 178-213).&lt;br /&gt;Castro, Maria Silvia Portela de. “Mercosul: sob nova administração”, Teoria e Debate (São Paulo: Fundação Perseu Abramo, ano 17, nº 56, dez. 2003/jan. 2004; link: http://www.fpa.org.br/td/td56/td56_interncaional.htm). &lt;br /&gt;Cervo, Amado Luiz. “Política exterior do Brasil: o peso da história”, Plenarium (Brasília: Câmara dos Deputados, ano 2, nº 2, novembro de 2005, p. 10-26; link: http://www2.camara.gov.br/publicacoes/edicoes/Plenarium2.pdf).&lt;br /&gt;“A política exterior: de Cardoso a Lula”, Revista Brasileira de Política Internacional (Brasília: IBRI:ano 46, nº 1, 2003, p. 5-11). &lt;br /&gt;-------. “Política exterior e relações internacionais do Brasil: enfoque paradigmático”, ”, Revista Brasileira de Política Internacional (Brasília: ano 46, nº 2, 2003, p. 2-22).&lt;br /&gt;Mello, Fátima V. “Brasil y el ALCA: el estado del debate desde la victoria de Lula”, Estúdios sobre el Alca (Santiago de Chile: Fundación Friedrich Ebert, nº 2, novembro 2002, p. 1-8; link www.fes.cl) &lt;br /&gt;Moniz Bandeira, L. A. As relações perigosas: Brasil-Estados Unidos (de Collor a Lula, 1990-2004) (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004). &lt;br /&gt;-------. “Política Exterior do Brasil: de FHC a Lula”, Plenarium (Brasília: Câmara dos Deputados, ano 2, nº 2, novembro de 2005, p. 64-82; link: http://www2.camara.gov.br/publicacoes/edicoes/Plenarium2.pdf); Espaço Acadêmico (Maringá: ano 5, nº 49, jun 2005; ISSN: 1519-6186 link: http://www.espacoacademico.com.br/049/49bandeira.htm; acesso em 11.03.06).&lt;br /&gt;Ricci, Rudá, “A política externa de Lula”, Espaço Acadêmico (Maringá: ano 3, nº 27, ago 2003; link: http://www.espacoacademico.com.br/027/27ricci.htm; ISSN: 1519-6186; acesso em 10.03.06).&lt;br /&gt;Saraiva, Flávio S. “Entre a retórica e o realismo: o peso da política exterior do Brasil de Vargas a Lula (1954-2005)”, in idem e Cervo, Amado Luiz (orgs.) 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A2).&lt;br /&gt;Nogueira, Rui. “Entre Jânio e Maria, a louca”, Primeira Leitura (São Paulo: ano 2, nº 15, mai 2003; link: http://www.primeiraleitura.com.br/html/revista/15/materias/politica_externa/index.php; acesso em 11.03.06).&lt;br /&gt;Piso, Antonio. “Uma Política Externa feita de Efeitos Especiais”, Espaço Acadêmico (Maringá: ano 5, nº 56, jan 2005; ISSN: 1519-6186 link: http://www.espacoacademico.com.br/056/56piso.htm; acesso em 11.03.06).&lt;br /&gt;Salomão, Alexa. “Nós, os imperialistas”, Exame (São Paulo: nº 844, 06.06.2005; Link: http://portalexame.abril.com.br/negocios/m0042219.html; acesso em 11.03.06).&lt;br /&gt;Sardenberg, Carlos Alberto. “As más alianças de Lula”, Exame (São Paulo: nº 843, 25.05.2005; link: http://portalexame.abril.com.br/economia/m0044101.html; acesso em 11.03.06).&lt;br /&gt;-------. “Viagem equivocada”, O Estado de São Paulo (26.09.05; link: http://www.sardenberg.com.br/arquivoperes.asp?titulo=DIPLOMACIA%20EQUIVOCADA; acesso em 10.03.06).&lt;br /&gt;Silva Lisboa, José da. “Populismo Diplomático”, Instituto Millenium (Rio de Janeiro: blog, 7.03.2006; link: http://institutomillenium.org/2006/03/07/populismo-diplomatico/; acesso em 11.03.06).&lt;br /&gt;Vidigal, Antonio Carlos, “Lula e a diplomacia”, Opinião e Notícia (Rio de Janeiro: 20.02.2006; link: http://www.opiniaoenoticia.com.br/interna.php?mat=2666; acesso em 11.03.06). &lt;br /&gt;Viola, Eduardo. “Transformações da posição do Brasil no sistema internacional, 1990-2005”, Plenarium (Brasília: Câmara dos Deputados, ano 2, nº 2, novembro de 2005, p. 94-119; link: http://www2.camara.gov.br/publicacoes/edicoes/Plenarium2.pdf).&lt;br /&gt;------- e Andrade, Patricia. “China e Índia ameaçam o Brasil”, O Globo (Rio de Janeiro: 30.06.05; reproduzido em 1.02.06 no blog do Instituto Millenium; link: http://institutomillenium.org/2006/02/01/china-e-india-ameacam-o-brasil/).&lt;br /&gt;------- e -------. “China, Índia e Rússia: exemplos para o Brasil?”, revista Banco de Idéias (Rio de Janeiro: Instituto Liberal, set.-nov. 2005). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;br /&gt;Brasília, 24 de março de 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114304246055368643?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114304246055368643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114304246055368643&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114304246055368643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114304246055368643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/273-uma-bibliografia-preliminar-sobre.html' title='273) Uma bibliografia preliminar sobre a diplomacia do governo Lula'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114303637706259982</id><published>2006-03-22T11:04:00.000-03:00</published><updated>2006-03-22T11:25:15.683-03:00</updated><title type='text'>272) Livros sobre diplomacia franqueados...</title><content type='html'>BIBLIOTECA DIGITAL DE POLÍTICA EXTERNA  &lt;br /&gt;A Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) acaba de implantar em sua página na internet (&lt;a href="http://www.funag.gov.br"&gt;www.funag.gov.br&lt;/a&gt;) a Biblioteca Digital de Política Externa.  &lt;br /&gt;Trata-se de iniciativa que tem o propósito de ampliar o acesso do público interessado aos livros editados pela FUNAG sobre temas da Política Externa.  &lt;br /&gt;O acervo inicial conta com duas coleções de obras:  &lt;br /&gt;1)  31 livros dos seminários do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI) da FUNAG;  &lt;br /&gt;2)  36 teses, já publicadas pela FUNAG, do Curso de Altos Estudos (CAE) do Instituto Rio Branco (IRBr).  &lt;br /&gt;A Biblioteca Digital de Política Externa oferece acesso, sem ônus, ao texto integral das obras constantes de seu acervo, em formato PDF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A documentção encontra-se franqueada neste link: &lt;a href="http://www.funag.gov.br/BDPE"&gt;http://www.funag.gov.br/BDPE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      A Biblioteca Digital de Política Externa é uma iniciativa da Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) e do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI), e tem o propósito de ampliar o acesso aos livros editados pela FUNAG sobre temas da Política Externa Brasileira.  O acervo inicial da Biblioteca Digital está constituído de duas coleções de obras:  1)  Livros dos seminários do  (IPRI); 2)  Teses, já publicadas pela FUNAG, do Curso de Altos Estudos (CAE) do Instituto Rio Branco (IRBr).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Seminários IPRI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;31 títulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Diálogo América do Sul-Países Árabes&lt;br /&gt;      Data do seminário: setembro de 2004 / Ano da publicação: 2005   (PDF - 3,8 MB)&lt;br /&gt;    * Os países da Comunidade Andina de Nações (Volumes 1 e 2)&lt;br /&gt;      Data do seminário: novembro de 2003 / Ano da publicação: 2004  (PDF - 4,9 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lista completa dos seminários mais abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teses do Curso de Altos Estudos (CAE)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;36 títulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Organização Marítima Internacional (IMO) - Visão Política de um Organismo Especializado das Nações Unidas&lt;br /&gt;      Luiz Henrique Pereira da Fonseca&lt;br /&gt;      Data da tese: 1985    Data da publicação: 1989 (PDF - 12,8 MB)&lt;br /&gt;    * Diplomacia Cultural - Seu Papel na Política Externa Brasileira&lt;br /&gt;      Edgard Telles Ribeiro&lt;br /&gt;      Data da tese: 1987    Data da publicação: 1989 (PDF - 6,4 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lista completa das teses do CAE já publicadas mais abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualizada em março de 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Seminários do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;31 títulos publicados&lt;br /&gt;Neste link: &lt;a href="http://www.funag.gov.br/BDPE/seminarios-do-instituto-de-pesquisa-de-relacoes-internacionais-ipri/seminarios-do-ipri"&gt;http://www.funag.gov.br/BDPE/seminarios-do-instituto-de-pesquisa-de-relacoes-internacionais-ipri/seminarios-do-ipri&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Diálogo América do Sul-Países Árabes&lt;br /&gt;      Data do seminário: setembro de 2004 / Ano da publicação: 2005   (PDF - 3,8 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Os países da Comunidade Andina de Nações (Volumes 1 e 2)&lt;br /&gt;      Data do seminário: novembro de 2003 / Ano da publicação: 2004  (PDF - 4,9 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Grupo de Reflexão Prospectiva sobre o Mercosul&lt;br /&gt;      Data do seminário: dezembro de 2002 / Ano da publicação: 2003 (PDF - 2,8 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Relações Brasil-África: Um Colóquio&lt;br /&gt;      Data do seminário: dezembro de 2002 / Ano da publicação: 2002 (PDF - 3,1 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Política externa do Brasil para o século XXI&lt;br /&gt;      Data do seminário: agosto de 2002 / Ano da publicação: 2003 (PDF - 3,3 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Rio Branco, América del Sur y la modernización del Brasil&lt;br /&gt;      Data do seminário: agosto de 2002 / Ano da publicação: 2003 (PDF - 3,7 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * CPLP – Oportunidades e Perspectivas&lt;br /&gt;      Data do seminário: maio de 2002 / Ano da publicação: 2002 (PDF - 4,7 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Brasil-Argentina - A Visão do Outro: Soberania e Cultura Política&lt;br /&gt;      Data do seminário: abril de 2002 / Ano da publicação: 2003 (PDF - 4,8 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Seminário: O Brasil e a ALCA&lt;br /&gt;      Data do seminário: outubro de 2001 / Ano da publicação: 2002 (PDF - 12,6 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * França: Visões Brasileiras&lt;br /&gt;      Data do seminário: agosto de 2001 / Ano da publicação: 2003 (PDF - 6,8 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * O Brasil e a Ásia no Século XXI: Ao Encontro de Novos Horizontes&lt;br /&gt;      Data do seminário: junho de 2001 / Ano da publicação: 2003 (PDF - 9,9 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Venezuela: Visões Brasileiras&lt;br /&gt;      Data do seminário: maio de 2001 / Ano da publicação: 2003 (PDF - 13,3 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Seminários Regionais Preparatórios para Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata&lt;br /&gt;      Data do seminário: novembro de 2000 / Ano da publicação: 2001 (PDF - 7,0 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Coréia: Visões Brasileiras&lt;br /&gt;      Data do seminário: outubro de 2000 / Ano da publicação: 2002 (PDF - 3,0 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Relações entre o Brasil e o Mundo Árabe: Construção e Perspectivas&lt;br /&gt;      Data do seminário: junho de 2000 / Ano da publicação: 2001 (PDF - 2,9 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * África do Sul: Visões Brasileiras  (PDF - 2,4 MB)&lt;br /&gt;      Data do seminário: dezembro de 1999 / Ano da publicação: 2000&lt;br /&gt;    * Brazilian Views on South African foreign policy (PDF - 2,2 MB)&lt;br /&gt;      Data do seminário: dezembro de 1999 / Ano da publicação: 2000 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Argentina: Visões Brasileiras&lt;br /&gt;      Data do seminário: novembro de 1999 / Ano da publicação: 2000 (PDF - 2,4 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Estados Unidos: Visões Brasileiras&lt;br /&gt;      Data do seminário: novembro de 1999 / Ano da publicação: 2000 (PDF - 1,9 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Alemanha: Visões Brasileiras&lt;br /&gt;      Data do seminário: outubro de 1999 / Ano da publicação: 2000 (PDF - 3,1 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Direitos Humanos no Século XXI - Volume 1 - Parte I (PDF - 3,6 MB) e Parte II (PDF - 3,3 MB)&lt;br /&gt;      Direitos Humanos no Século XXI - Volume 2 (PDF - 3,6 MB)&lt;br /&gt;      Data do seminário: junho de 1999 / Ano da publicação: 2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Alca e Mercosul: Riscos e Oportunidades para o Brasil&lt;br /&gt;      Data do seminário: março-maio de 1998 / Ano da publicação: 1999 (PDF - 2,0 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Perspectivas: Brasil e Argentina - Vol. 1&lt;br /&gt;      Data do seminário: novembro de 1997 / Ano da publicação: 1997 (PDF - 7,3 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Perspectivas Brasil-Argentina - Vol. 2&lt;br /&gt;      Data do seminário: junho de 1999 / Ano da publicação: 1999 (PDF - 4,8 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Challenges:  United Kingdom and Brazil&lt;br /&gt;      Data do seminário: setembro de 1997 / Ano da publicação: 1997 (PDF - 4,3 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Desafios: Reino Unido e Brasil&lt;br /&gt;      Data do seminário: setembro de 1997 / Ano da publicação: 1997 Parte I (PDF - 2,8 MB) e Parte  II (PDF - 2,3 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Brasil e África do Sul - riscos e oportunidades no tumulto da globalização  (Part I: PDF - 3,3 MB;  Part II:  PDF - 3,2 MB)&lt;br /&gt;      Data do seminário: novembro de 1996 / Ano da publicação: 1996&lt;br /&gt;    * South Africa and Brazil - risks and opportunities in the turmoil of globalisation (Part I: PDF - 4,9 MB;  Part II:  PDF - 2,6 MB)&lt;br /&gt;      Data do seminário: novembro de 1996 / Ano da publicação: 1996&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Estratégias: Índia e Brasil&lt;br /&gt;      Data do seminário: janeiro de 1996 / Ano da publicação: 1997 (PDF - 5,5 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Brasil-Alemanha: A Construção do Futuro&lt;br /&gt;      Data do seminário: agosto de 1995 /Ano da publicação: 1995 (PDF - 9,1 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Brasil e Venezuela: Esperanças e Determinação na Virada do Século&lt;br /&gt;      Data do seminário: junho de 1995 / Ano da publicação: 1995 (PDF - 1,6 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teses do Curso de Altos Estudos (CAE) do Instituto Rio Branco (IRBr)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;36 títulos publicados&lt;br /&gt;Neste link: &lt;a href="http://www.funag.gov.br/BDPE/teses-do-cae/teses-do-cae"&gt;http://www.funag.gov.br/BDPE/teses-do-cae/teses-do-cae&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Organização Marítima Internacional (IMO) - Visão Política de um Organismo Especializado das Nações Unidas&lt;br /&gt;      Luiz Henrique Pereira da Fonseca&lt;br /&gt;      Data da tese: 1985    Data da publicação: 1989 (PDF - 12,8 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Diplomacia Cultural - Seu Papel na Política Externa Brasileira&lt;br /&gt;      Edgard Telles Ribeiro&lt;br /&gt;      Data da tese: 1987    Data da publicação: 1989 (PDF - 6,4 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * O Brasil e o Novo Direito do Mar&lt;br /&gt;      Luiz Augusto Saint-Brisson de Araújo Castro&lt;br /&gt;      Data da tese: 1982    Data da publicação: 1989 (PDF - 5,0 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * A Crise da Imigração Japonesa no Brasil&lt;br /&gt;      Valdemar Carneiro Leão Neto&lt;br /&gt;      Data da tese: 1987    Data da publicação: 1990 (PDF - 25,0 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Navegantes Bandeirantes Diplomatas. Aspectos da descoberta do continente, da penetração do território brasileiro extra-Tordesilhas e do estabelecimento das fronteiras da Amazônia.&lt;br /&gt;      Synésio Sampaio Goes Filho&lt;br /&gt;      Data da tese: 1982    Data da publicação: 1991 (PDF - 14,0 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * História e Informação Diplomática&lt;br /&gt;      José Antônio de Castello Branco de Macedo Soares&lt;br /&gt;      Data da tese: 1988    Data da publicação: 1992 (PDF - 7,2 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * A Tentativa do Controle do Poder Econômico nas Nações Unidas. Estudo do Conjunto de Regras e Princípios para o Controle das Práticas Comerciais Restritivas&lt;br /&gt;      Adhemar Gabriel Bahadian&lt;br /&gt;      Data da tese: 1983    Data da publicação: 1992 (PDF - 9,1 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Fronteiras na Amazônia: um Espaço Integrado&lt;br /&gt;      Pedro Motta Pinto Coelho&lt;br /&gt;      Data da tese: 1990    Data da publicação: 1992 (PDF - 13,5 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Naturezas Mortas - A Filosofia Política do Ecologismo&lt;br /&gt;      João Almino de Souza Filho&lt;br /&gt;      Data da tese: 1990    Data da publicação: 1993 (PDF - 13,4 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Proteção de Patentes de Produtos Farmacêuticos: o Caso Brasileiro&lt;br /&gt;      Maria Stela Pompeu Brasil Frota&lt;br /&gt;      Data da tese: 1991    Data da publicação: 1993 (PDF - 14,9 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * A Conferência de Lancarster House: da Rodésia ao Zimbábue&lt;br /&gt;      Clodoaldo Hugueney Filho&lt;br /&gt;      Data da tese: 1982    Data da publicação: 1993 (PDF - 10,9 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * O Recurso à Seção 301 da Legislação de Comércio Norte Americana e a Aplicação de seus Dispositivos contra o Brasil&lt;br /&gt;      Régis Percy Arslanian&lt;br /&gt;      Data da tese: 1993    Data da publicação: 1993 (PDF - 13,6 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * O Gerenciamento Costeiro no Brasil e a Cooperação Internacional&lt;br /&gt;      Renato Xavier&lt;br /&gt;      Data da tese: 1993    Data da publicação: 1994 (PDF - 9,2 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Ordem, Hegemonia e Transgressão&lt;br /&gt;      Georges Lamazière&lt;br /&gt;      Data da tese: 1995    Data da publicação: 1998 (PDF - 10,1 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * O Conselho de Segurança após a Guerra do Golfo: a Articulação de um Novo Paradigma de Segurança Coletiva&lt;br /&gt;      Antonio de Aguiar Patriota&lt;br /&gt;      Data da tese: 1997    Data da publicação: 1998 (PDF - 12,9 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * O Brasil nas Operações de Paz das Nações Unidas&lt;br /&gt;      Afonso José Sena Cardoso&lt;br /&gt;      Data da tese: 1994    Data da publicação: 1998 (PDF - 8,6 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Comércio e Meio Ambiente: Atuação Diplomática Brasileira em Relação ao Selo Verde&lt;br /&gt;      Leonilda Beatriz Campos Gonçalves Alves Corrêa&lt;br /&gt;      Data da tese: 1996    Data da publicação: 1998 (PDF - 19,6 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Em Nome da Democracia - A OEA e a crise haitiana (1991-1994)&lt;br /&gt;      Irene Pessôa de Lima Câmara&lt;br /&gt;      Data da tese:  1996    Data da publicação: 1998 (PDF - 12,2 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Cidadania e Globalização: a política externa brasileira e as ONGs&lt;br /&gt;      Miguel Darcy de Oliveira&lt;br /&gt;      Data da tese: 1997    Data da publicação: 1999 (PDF - 7,2 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * O Tratamento Nacional de Investimentos Estrangeiros&lt;br /&gt;      Fernando Paulo de Mello Barreto Filho&lt;br /&gt;      Data da tese: 1994    Data da publicação: 1999 (PDF - 6,1 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Política Indigenista Brasileira e Promoção Internacional dos Direitos das Populações Indígenas&lt;br /&gt;      Enio Cordeiro&lt;br /&gt;      Data da tese: 1993    Data da publicação: 1999 (PDF - 8,0 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Cúpula das Américas de 1994: Papel Negociador do Brasil, em Busca de uma Agenda Hemisférica&lt;br /&gt;      Fernando Simas Magalhães&lt;br /&gt;      Data da tese: 1998    Data da publicação: 1999 (PDF - 10,8 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * A Diplomacia Brasileira e os Temas Sociais: O Caso da Saúde&lt;br /&gt;      Ernesto Otto Rubarth&lt;br /&gt;      Data da tese: 1998    Data da publicação: 1999 (PDF - 2,2 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * As Organizações Não-Governamentais nas Nações Unidas&lt;br /&gt;      Ricardo Neiva Tavares&lt;br /&gt;      Data da tese: 1997    Data da publicação: 1999 (PDF - 9,8 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * O Brasil e as Operações de Manutenção de Paz das Nações Unidas&lt;br /&gt;      Paulo Roberto Campos Tarrisse da Fontoura&lt;br /&gt;      Data da tese: 1999    Data da publicação: 1999 (PDF - 17,1 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * OCDE: Uma Visão Brasileira&lt;br /&gt;      Denis Fontes de Souza Pinto&lt;br /&gt;      Data da tese: 1999    Data da publicação: 2000 (PDF - 7,8 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * A questão de Timor-Leste: origens e evolução&lt;br /&gt;      João Solano C. da Cunha&lt;br /&gt;      Data da tese: 1997    Data da publicação: 2001 (PDF - 14,0 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * O Gás natural no MERCOSUL: uma perspectiva brasileira&lt;br /&gt;      Francisco Mauro Brasil de Holanda&lt;br /&gt;      Data da tese: 1999    Data da publicação: 2001 (PDF - 9,4 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Promoção do Brasil como destino turístico&lt;br /&gt;      João Mendonça Lima Neto&lt;br /&gt;      Data da tese: 2000    Data da publicação: 2002 (PDF - 7,1 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Privilégios e imunidades diplomáticos&lt;br /&gt;      Sérgio Eduardo Moreira Lima&lt;br /&gt;      Data da tese: 1990    Data da publicação: 2002 (PDF - 10,2 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Tratados de extradição: construção, atualidade e projeção do relacionamento bilateral brasileiro&lt;br /&gt;      Appio Claudio Acquarone&lt;br /&gt;      Data da tese: 1999    Data da publicação: 2003 (PDF - 16,1 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Cooperação judiciária por via diplomática:  avaliação e propostas de atualização do quadro normativo&lt;br /&gt;      Susan Kleebank&lt;br /&gt;      Data da tese: 2000    Data da publicação: 2004 (PDF - 10,0 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Multifuncionalidade e Preocupações Não Comerciais – Implicações para as Negociações Agrícolas na OMC&lt;br /&gt;      Paulo Estivalllet de Mesquita&lt;br /&gt;      Data da tese: 2004    Data da publicação: 2006 (PDF - 2,6 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * A Hidrovia Paraguai-Paraná e seu significado para a Diplomacia sul-americana do Brasil&lt;br /&gt;      Eliana Zugaib&lt;br /&gt;      Data da tese: 2005    Data da publicação: 2006 (PDF - 5,3 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * A Evolução Política Agrícola Comum da União Européia e seus Efeitos sobre os Interesses Brasileiros nas Negociações Internacionais sobre Agricultura&lt;br /&gt;      Maria Clara Duclos Carisio&lt;br /&gt;      Data da tese: 2004    Data da publicação: 2006 (DOC - 0,6 MB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Estocolmo, Rio de Janeiro, Joanesburgo: a Evolução do Discurso Brasileiro nas Conferências Ambientais das Nações Unidas&lt;br /&gt;      André Aranha Corrêa do Lago&lt;br /&gt;      Data da tese: 2004    Data da publicação: 2006 (DOC - 0,8 MB)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114303637706259982?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114303637706259982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114303637706259982&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114303637706259982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114303637706259982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/272-livros-sobre-diplomacia.html' title='272) Livros sobre diplomacia franqueados...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114302145981180456</id><published>2006-03-22T06:55:00.000-03:00</published><updated>2006-03-22T06:57:39.856-03:00</updated><title type='text'>271) Patenteamente ridiculo...</title><content type='html'>Editorial do NYTimes sobre o sistema de patentes dos EUA, que parece que se desviou de rota.&lt;br /&gt;Depois eu volto para comentar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Patently Ridiculous&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial The New York Times&lt;br /&gt;Published: March 22, 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Something has gone very wrong with the United States patent system.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Americans think of the granting of patents as a benevolent process that lets inventors enjoy the fruits of their hard work and innovations. But times have changed. The definition of what is patentable has slowly evolved to include business practices and broad ideas. The fact that the Smucker's company went to court over patents on peanut butter and jelly sandwiches might have provoked chuckles. But it became a symbol of a system gone awry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Technological advances raise new questions with each passing year. Should genes be patentable? What about life forms? The high-tech and pharmaceutical industries find themselves at odds on reform because patents affect their businesses so differently. The understaffed Patent and Trademark Office needs to draw the line between a real innovation and an obvious concept that should be freely available as a building block for future generations of creative thinkers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meanwhile, profiteers, including lawyers and hedge funds, have turned the very purpose of patent rights — to encourage people to invent and produce — on its head, using them to tax, blackmail and even shut down productive companies unless they pay high enough ransoms. These so-called patent trolls have emerged as the villains in this intellectual property debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The possibility of this sort of abuse is inherent in the concept of patents, which in this country allow no one to produce or sell a patented product for up to 20 years without a license from the patent holder. Our nation's founders considered intellectual property important enough to include in the Constitution, but did not establish the system for the sake of the inventor. It exists for the sake of society, or, as it says in the Constitution, "to promote the progress of science and the useful arts."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now the pendulum has swung so far in the direction of the patent holder that many experts say we are not only restricting competition, but discouraging research and innovation as well. More patents are slipping through that are not new, like the peanut butter and jelly sandwich, or that should be obvious, like the migration of a simple business practice onto the Internet or a mobile device.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The problem lies not just with the short-staffed patent office, but also with the courts. The ease with which patent holders can get an injunction to shut down a thriving business means that many companies are quietly paying rather than fighting.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The recent threat that BlackBerry service might be shut down by an injunction caught everyone's attention. The patent office found that the three disputed patents should not have been granted in the case of the BlackBerry, a popular wireless communications device. Yet Research in Motion, the company that makes it, settled for a staggering $612.5 million to avoid an injunction.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Supreme Court now appears ready to weigh in and — we hope — restore some sanity to the system. Yesterday the court heard arguments on whether the patent for a blood test for a vitamin deficiency was so broadly construed that it included a natural process of the human body and the idea of how to interpret it. Such a patent could prevent other inventors from developing new and better tests. The court will also hear arguments next week in a case attacking eBay, the global marketplace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The court will not be able to solve the problem by itself, no matter how wise its ultimate rulings. The patent office, which handles three times as many applications as it did in 1985, has to be upgraded to meet the 21st century. There is legislation in the House to address that issue, and it needs to be taken up. By giving other people or companies the right to submit documentation before patents are granted and to challenge decisions, patents' quality could be improved and the courthouse avoided.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114302145981180456?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114302145981180456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114302145981180456&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114302145981180456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114302145981180456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/271-patenteamente-ridiculo.html' title='271) Patenteamente ridiculo...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114298510425557766</id><published>2006-03-21T20:43:00.000-03:00</published><updated>2006-03-21T20:55:29.396-03:00</updated><title type='text'>270 ) Interpretações da diplomacia do governo Lula</title><content type='html'>Apenas a transcrição de uma apresentação de suporte a uma aula no Instituto Rio Branco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Interpretações sobre a diplomacia do Governo Lula&lt;br /&gt;uma classificação tentativa com base na literatura disponível&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esquema da palestra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1. O universo sob exame&lt;br /&gt;2. A base de dados do levantamento da produção bibliográfica&lt;br /&gt;3. As categorias retidas para análise &lt;br /&gt;4. Qual a produção representativa dos quatro grupos de interesse?&lt;br /&gt;5. O que cada um dos grupos tem a dizer?&lt;br /&gt;Referências bibliográficas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. O universo sob exame...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;objetivo deste ensaio analítico-bibliográfico:&lt;br /&gt;fazer um primeiro levantamento da produção “acadêmico-jornalística” sobre a diplomacia do governo Lula, em seus primeiros três anos de prática efetiva, agrupando-a em função do posicionamento adotado pelos autores selecionados no levantamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;strong&gt;e qual é o posicionamento?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(a) “vozes autorizadas”: produtores originais de posições e discursos para a diplomacia;&lt;br /&gt;(b) apoiadores externos: membros da academia que concordam com as grandes linhas do discurso e da prática diplomática;&lt;br /&gt;(c) “acadêmicos neutros”: se dedicam ao registro de posições e à análise de suas implicações para as relações internacionais do Brasil;&lt;br /&gt;(d) “opositores declarados”: simplesmente recusam e atacam fundamentos e posições da atual diplomacia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. A base de dados do levantamento da produção&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Critérios:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; - presença “volumétrica” nos instrumentos de busca: Google e Google Scholar&lt;br /&gt;- conhecimento pessoal da bibliografia relevante&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resultados:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Cerca de setenta títulos de artigos efetivamente registrados&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Natureza:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;ensaios de discussão da política externa do governo Lula, incluindo-se opiniões ou comentários com objetivos aproximados a uma análise acadêmica da diplomacia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. As categorias retidas para análise&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;(a) As “vozes autorizadas”&lt;br /&gt;(b) Os “simpatizantes benevolentes”&lt;br /&gt;(c) Os “acadêmicos neutros”&lt;br /&gt;(d) Os “opositores declarados”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(a) “Vozes autorizadas”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;formuladores e executores da política externa governamental:&lt;br /&gt;Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva &lt;br /&gt;Chanceler, embaixador Celso Luis Amorim&lt;br /&gt;Secretário-Geral das Relações Exteriores, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães&lt;br /&gt;Assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, professor Marco Aurélio Garcia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(b) “simpatizantes benevolentes”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;acadêmicos ditos de esquerda, jornalistas e formadores de opinião &lt;br /&gt;Sempre emprestaram solidariedade às causas do PT, quando não integraram seus quadros, como militantes ou simpatizantes ativos. &lt;br /&gt;Podem também ser chamados de fellow travellers ou de compagnons de route. &lt;br /&gt;Intelectuais “orgânicos” que fazem discursos “gramscianos” para os documentos do partido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(c) “acadêmicos neutros”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Comunidade de pesquisadores e analistas de relações internacionais&lt;br /&gt;Analisam criticamente as grandes linhas da política externa governamental, expõem os meandros e pressupostos da diplomacia oficial, discutem as opções, consideram custos e benefícios das escolhas feitas e praticam métodos eventualmente marcados por um certo formalismo analítico&lt;br /&gt;Mas, a massa de produção ainda não é extraordinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(d) “opositores declarados”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Jornalistas profissionais, alguns acadêmicos&lt;br /&gt;Consideram que a atual política externa:&lt;br /&gt;é uma emanação tardia do terceiro-mundismo dos anos 1960-80; &lt;br /&gt;opera uma adesão equivocada a regimes totalmente démodés;&lt;br /&gt;pratica um antiimperialismo infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Qual a produção representativa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(a) “vozes autorizadas”:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Silva, Luis Inácio Lula da. Discurso de posse (2003)&lt;br /&gt;------- . Pronunciamentos de relações exteriores (site MRE)&lt;br /&gt;Amorim, Celso. Discurso de posse (2003)&lt;br /&gt;-- .“Conceitos e estratégias da diplomacia do Governo Lula”, DEP (2004) &lt;br /&gt;------- . “A lição de Cancun”, Política Externa (2003/2004)&lt;br /&gt;Guimarães, Samuel Pinheiro. Discurso de posse (2003)&lt;br /&gt;------- . “Macunaíma, Subdesenvolvimento e Cultura” (2004)&lt;br /&gt;------- . “Reflexões sul-americanas”, Prefácio a Moniz Bandeira, Conflito e integração na América do Sul (2003)&lt;br /&gt;Garcia, Marco Aurélio. Entrevistas à imprensa (2003-2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Qual a produção representativa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(b) “simpatizantes benevolentes”:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Batista Jr., Paulo Nogueira. “A Alca e o Brasil”, Estudos Avançados (2003)&lt;br /&gt;Cervo, Amado Luiz. “A política exterior: de Cardoso a Lula”, Revista Brasileira de Política Internacional (2003)&lt;br /&gt; Moniz Bandeira, L. A. As relações perigosas: Brasil-Estados Unidos (de Collor a Lula, 1990-2004) (2004)&lt;br /&gt;------- . “Política Exterior do Brasil: de FHC a Lula”, Espaço Acadêmico (2005)&lt;br /&gt;Vizentini, Paulo. “Brasil: a diplomacia high profile do governo Lula” (2003)&lt;br /&gt;------- . “Avanços da política externa brasileira” (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Qual a produção representativa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(c)  “acadêmicos neutros”:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Lima, María Regina Soares de. “A política externa brasileira e os desafios da cooperação Sul-Sul”, RBPI (2005).&lt;br /&gt;-------. “Na trilha de uma política externa afirmativa”, Observatório da Cidadania (2003).&lt;br /&gt;Markwald, Ricardo Andrés, “A Política Externa Comercial do Governo Lula: o caso do Mercosul”, RBCE (2005)&lt;br /&gt;Oliveira, Henrique Altemani. Política Externa Brasileira (2005).&lt;br /&gt;Veiga, Pedro da Motta. “A política comercial do Governo Lula: continuidade e inflexão”, RBCE (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Qual a produção representativa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(d) “opositores declarados”:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Guzzo, José Roberto. “Mercosul: Um bloco que não faz sentido”, Exame (2004).&lt;br /&gt;------- . “Por uma diplomacia de resultados”, Exame (2004).&lt;br /&gt;------- . “EUA: O maior aliado do Brasil”, Exame (2005).&lt;br /&gt;Lafer, Celso. “A política externa e a crise política”, O Estado de São Paulo (2005). &lt;br /&gt;Nogueira, Rui. “Entre Jânio e Maria, a louca”, Primeira Leitura (2003).&lt;br /&gt;Piso, Antonio. “Uma política externa feita de efeitos especiais”, Espaço Acadêmico (2005).&lt;br /&gt;Sardenberg, Carlos Alberto. “As más alianças de Lula”, Exame (2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. O que eles têm a dizer?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(a) “vozes autorizadas”:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não oferecem propriamente uma interpretação, mas um caminho a seguir;&lt;br /&gt;Justificam suas escolhas com base numa série de legitimações que tem muito a ver com a trajetória política do PT;&lt;br /&gt;Diplomacia partidária? Apenas em parte…&lt;br /&gt;Ativismo e inovação terminológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. O que eles têm a dizer?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(b) “simpatizantes benevolentes”:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Condenação do “neoliberalismo” do ancien régime;&lt;br /&gt;Defesa da “diplomacia do Sul”; &lt;br /&gt;Ênfase na aliança com “parceiros estratégicos”;&lt;br /&gt;Reforço da construção do Mercosul;&lt;br /&gt;Comunidade Sul-Americana de Nações;&lt;br /&gt;Cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU;&lt;br /&gt;Surgimento de um novo paradigma diplomático?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. O que eles têm a dizer?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(c)  “acadêmicos neutros”:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Também ostentam progressismo instintivo, feito de antiimperialismo moderado, nacionalismo sur mesure, uma oposição filosófica à globalização e ao livre-comércio;&lt;br /&gt;Discurso realista enfatiza limitações do Brasil para influenciar decisivamente uma mudança na agenda diplomática do sistema mundial;&lt;br /&gt;Poucas novidades nessa frente…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. O que eles têm a dizer?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(d) “opositores declarados”:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não toleram a retórica terceiro-mundista e as alianças “estratégicas” escolhidas; &lt;br /&gt;Acham que o Brasil deveria aceitar a globalização, como vêm fazendo, aliás, a China e a Índia;&lt;br /&gt;Pouca eficácia de suas mensagens para o grande público e a comunidade universitária;&lt;br /&gt;População aprova retórica antiimperialista e anti-americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusões?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A política externa não é vista como ideal por nenhum dos grupos:&lt;br /&gt;Esquerda preferiria inflexão ainda mais profunda do estilo e da substância da diplomacia petista;&lt;br /&gt;Direita preconiza o abandono dos mitos que estão ancorados na antiga e na atual política externa;&lt;br /&gt;Existiriam alternativas credíveis à política externa?&lt;br /&gt;Novo consenso depende da economia futura.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Referências bibliográficas:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(a) Celso Amorim: “Conceitos e estratégias da diplomacia do Governo Lula”, DEP (2004);&lt;br /&gt;(b)  Moniz Bandeira: “Política Exterior do Brasil: de FHC a Lula”, Espaço Acadêmico (2005);&lt;br /&gt;(c) P. R. Almeida: “Uma política externa engajada: a diplomacia do governo Lula”, RBPI (2004);&lt;br /&gt;(d) Carlos Alberto Sardenberg: “As más alianças de Lula”, Exame (2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos suplementares e outros materiais de leitura no site do autor:&lt;br /&gt;www.pralmeida.org&lt;br /&gt;http://diplomaticas.blogspot.com&lt;br /&gt;Brasília, 22 de março de 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114298510425557766?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114298510425557766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114298510425557766&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114298510425557766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114298510425557766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/270-interpretaes-da-diplomacia-do.html' title='270 ) Interpretações da diplomacia do governo Lula'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114293964770902468</id><published>2006-03-21T08:13:00.000-03:00</published><updated>2006-03-21T08:14:07.726-03:00</updated><title type='text'>269) China: trabalhadores em falta e salarios em alta...</title><content type='html'>Para quem achava que as "leis" normais do capitalismo não valiam para a China, vale a pena ler esta matéria da revista Business Week, transcrita no jornal Valor Econômico desta terça-feira, 21 de março de 2006.&lt;br /&gt;Constata-se que, como nas demais experiencias historicas conhecidas de capitalismo, a pressão no mercado de trabalho redunda sempre na elevação nominal, e real, dos salarios, e na elevação geral dos padroes de trabalho.&lt;br /&gt;Ou seja, aquela historia de que a "oferta ilimitada de trabalho" iria marcar a China pelas próximas duas gerações tem seus limites estruturais, como sempre ocorre. Dentro em pouco, trabalhadores chineses se revelerão mais caro que em outros locais (Vietna, por exemplo) e mais adiante o capital será levado a se deslocar para regiões ainda insuficientemente tocadas pela sua "acao dissolvente", como queria Marx.&lt;br /&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho&lt;br /&gt;Empresas aumentam salários para conservar empregados, mas podem perder competitividade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;China sofre com escassez de mão-de-obra&lt;br /&gt;BusinessWeek&lt;br /&gt;Jornal Valor Econômico, 21 de março de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia anos, o Yongjin Group obtinha um lucro razoável vendendo luminárias e móveis a varejistas como Wal-Mart, Home Depot, Target e Pottery Barn. Mas, recentemente, a companhia viu suas margens encolher para 5% - metade do que obtinha quando abriu sua fábrica em Dongguan, no sul da China, 14 anos atrás. Por quê? A escassez de mão-de-obra obriga a companhia a aumentar substancialmente os salários. No ano passado, os salários deram um salto de 40%, para, em média, US$ 160 por mês. A Yongjin, mesmo assim, não consegue encontrar trabalhadores em número suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali perto, na cidade de Suzhou, a Emerson Climate Technologies está se defrontando com dificuldades similares. A fabricante de compressores ar-condicionado viu a rotatividade de pessoal chegar a até 20% ao ano. David Warth, gerente-geral da Emerson, diz que aumentar os salários é tudo o que ele pode fazer para dissuadir seus 800 funcionários de se transferirem para Samsung, Siemens, Nokia ou outras multinacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espere um pouco. Não é verdade que a China tem um contingente inesgotável de mão-de-obra barata? Já não é mais assim. Das fábricas de têxteis e de brinquedos no sul do país às sedes de empresas e laboratórios de pesquisas em Pequim e Xangai, o principal problema hoje é encontrar e manter bons trabalhadores. A rotatividade em alguns setores de baixa tecnologia aproxima-se dos 50%. Guangdong diz ter 2,5 milhões de empregos não preenchidos, ao passo que as províncias de Jiangsu, Zhejiang e Shandong também reportam escassez de trabalhadores qualificados. "Antes, as pessoas falavam sobre a disponibilidade ilimitada de mão-de-obra na China", diz Zhang Juwei, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, em Pequim. "Deveríamos rever esse conceito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As notícias de escassez de mão-de-obra surgiram inicialmente no fim de 2004, mas as empresas acreditaram se tratar de um fenômeno temporário. Agora, um aumento de rotatividade e uma alta de custos salariais estão convencendo as multinacionais e seus fornecedores de que as regras do jogo na China mudaram para valer. Com o gradual estreitamento do desnível entre os salários na China e em outros países, a pressão no sentido de repassar os aumentos de custos para os consumidores nos EUA e em outros mercados começará a crescer. Como observou o Citigroup em relatório de fevereiro: "O crescimento contínuo dos custos trabalhistas na China, mesmo a um ritmo moderado, provavelmente produzirá um impacto inflacionário em nível mundial". Esses fatores terminarão por obrigar os chineses a modernizar toda sua base industrial para fabricar produtos que proporcionem margens mais amplas. E esses contracheques de maior valor estão criando uma classe de consumidores chineses que as multinacionais querem ter como clientela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As companhias estão começando a reavaliar onde devem localizar suas instalações - se mais para o interior (onde os salários e o valor da terra são mais baixos) ou mesmo ainda mais longe, em países como Vietnã ou Indonésia. Os altos custos da mão-de-obra já começam a tornar proibitiva a operação de alguns fabricantes em cidades chinesas mais desenvolvidas, como Xangai e Suzhou. "Há um limite no qual as empresas dirão: chega, isto é muito caro", diz Michael Barbalas, gerente-geral da fábrica em Suzhou pertencente à Andrew Corp., de Illinois, que faz equipamentos para redes sem fio. Na fábrica, diz, os salários vêm subindo à taxa de 10% anualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um processo lento, sem dúvida. As exportações da China para os EUA ainda não provocaram inflação nos EUA, pois o crescimento de produtividade na China compensa a alta salarial. Mas economistas dizem que esses ganhos de produtividade estão ficando mais raros e os fabricantes com margens mais estreitas, não demorarão a aumentar seus preços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pressão tem igualmente a ver com especialização e dimensão do contingente de mão-de-obra. Embora a força-de-trabalho total seja de aproximadamente 800 milhões de pessoas, relativamente poucos trabalhadores têm as qualificações desejadas pelos empregadores. "O contingente de mão-de-obra capacitada não atende as demandas de um mercado em rápido crescimento", diz C.P. Lee, diretor de recursos humanos da Motorola para a região do Pacífico asiático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, a rotatividade de pessoal em multinacionais na China foi, em média, de 14%, em comparação com 11,3% em 2004 e 8,3% em 2001. Os salários deram um salto de 8,4%, segundo a Hewitt Associates, consultora de recursos humanos. E um relatório publicado em janeiro pela Câmara Americana de Comércio na China detectou que a elevação nos custos trabalhistas reduziu as margens de 48% dos fabricantes americanos no continente. "A China corre o risco de perder sua vantagem competitiva", diz Teresa Woodland, uma das autoras do relatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso significa que os administradores de empresas já não podem simplesmente prover alojamentos para oito trabalhadores por quarto e esperar que eles trabalhem duro - 12 horas por dia, sete dias por semana. Quando He Maofang, 30, chegou a Dongguan, em 2000, por exemplo, "era difícil encontrar trabalho". Mas agora "há muita opção", diz He. Além de aumentar substancialmente os salários, a Yongjin melhorou seus dormitórios e a qualidade da comida no refeitório da companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas companhias estão compensando a escassez de mão-de-obra penetrando mais fundo no vasto interior da China, onde os salários podem chegar a 50% da média na costa. E a tendência não se limita à indústria de transformação. Apenas cerca de 10% dos candidatos chineses a empregos em setores críticos, como finanças, contabilidade e engenharia, são suficientemente qualificados para trabalhar numa companhia estrangeira, estima a firma de consultoria McKinsey. Embora a China tenha hoje menos de 5 mil administradores com capacitação técnica necessária para as multinacionais, acredita-se que outros 75 mil postos de trabalho para esse tipo de administradores serão criados nos próximos cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas companhias americanas acreditam que melhor ensino é o modo de se antecipar à escassez de técnicos. A Motorola contrata regularmente recém-formados os treina em sua "Universidade Motorola", em Pequim. A Intel investiu US$ 1,3 bilhão na produção de chips na China. E apoiou a formação de 600 mil professores no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras companhias estão fazendo tudo a seu alcance para conservar seus funcionários. A Emerson adotou horários de trabalho flexíveis em sua fábrica em Suzhou, para trabalhadores com filhos. Por outro lado, está cortando custos para garantir que os aumentos salariais não inviabilizem sua permanência em Suzhou. A empresa reduziu suas contas de eletricidade regulando o termostato em alguns graus acima, no verão, e abaixo, no inverno, e distribuiu ceroulas e camisetas de mangas compridas para aquecer os funcionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também Pequim tem consciência de que precisa enfrentar o desafio, se quiser continuar no comando. Por isso o governo está afrouxando ainda mais as regras que proíbem habitantes rurais de mudar para cidades para trabalhar e está oferecendo isenções tributárias para incentivar os chineses no exterior a voltar ao país. O sistema de ensino superior também está sendo reestruturado para incluir mais aulas práticas e treinamento profissionalizante, numa tentativa de expandir em um terço a mão-de-obra especializada chinesa, para 8% da população. A China continuará sendo a oficina do mundo. Mas o mundo precisará se adaptar à alta inexorável dos salários da oficina. (Tradução de Sergio Blum)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114293964770902468?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114293964770902468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114293964770902468&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114293964770902468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114293964770902468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/269-china-trabalhadores-em-falta-e.html' title='269) China: trabalhadores em falta e salarios em alta...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114290440936001040</id><published>2006-03-20T22:19:00.000-03:00</published><updated>2006-03-20T22:26:49.380-03:00</updated><title type='text'>268) Projeto de "Fast track" brasileiro</title><content type='html'>Como sabem os interessados em política comercial brasileira, existe um projeto de autoria do Senador Eduardo Suplicy que visa, com o apoio do próprio Itamaraty, atribuir um mandato aos negociadores comerciais brasileiros para que eles se engajem em processos negociadores, ao estilo das famosas autorizações do Congresso dos EUA ao executivo daquele país (como se nosso processo constitucional e competências do Congresso brasileiro fossem similares). &lt;br /&gt;Esse projeto já foi aprovado no Senado, apesar de resistências técnicas,&lt;br /&gt;em 20 de outubro de 2004. Na Câmara, foi aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e, desde 2 de dezembro de 2005, foi recebido pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Depois, deve passar pela Comissão de Constituição de Constituição e Justiça, ir a plenário e sanção presidencial.&lt;br /&gt;Como informa um assessor parlamentar, a despeito da agenda eleitoral de 2006, não se pode descartar o possível êxito do projeto.&lt;br /&gt;Como todo projeto bem intencionado, caberia esperar que ele consiga produzir os resultados esperados, mas temo, particularmente, que ele possa "engessar" os negociadores brasileiros com a estipulação de objetivos tão amplos e elevados que toda negociação venha a ser extremamente dificultada, em lugar de facilitada.&lt;br /&gt;Em todo caso, caberia, por exemplo fazer um teste simples, para verificar sua consistência intrínseca e sua adequação a nossas negociações comerciais, e o teste é este aqui:&lt;br /&gt;Será que o Mercosul e os acordos de comércio concluídos no âmbito sul-americano passariam no teste?&lt;br /&gt;Se a resposta for satisfatória, eu seria, em princípio, favorável...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO INDÚSTRIA E COMÉRCIO&lt;br /&gt;PROJETO DE LEI No 4291, DE 2004&lt;br /&gt;Dispõe sobre objetivos, métodos e modalidades de participação do governo brasileiro em negociações comerciais multilaterais, regionais ou bilaterais&lt;br /&gt;Autor: SENADO FEDERAL&lt;br /&gt;Relator: Deputado JÚLIO REDECKER&lt;br /&gt;I - RELATÓRIO&lt;br /&gt;O Projeto de Lei n. 4291/04, já aprovado pelo Senado Federal, que ora assume sua autoria perante esta Casa, tem como finalidade a indicação ao Poder Executivo de um conjunto de objetivos, métodos e modalidades a serem observados quando da presença deste nas diversas instâncias que foram se estruturando no cenário internacional e que afetam diretamente a capacidade de nosso País comerciar com as demais Nações.&lt;br /&gt;Em seu segundo artigo, a proposição procura definir os macro objetivos a serem seguidos pela Presidência da República no exercício de sua competência privativa de celebrar tratados, convenções e atos internacionais. Ao mesmo tempo, estes parâmetros colocados à ação da Presidência da República passam a representar os elementos de que o próprio Congresso Nacional fará uso para a decisão o referendo de que trata o mesmo dispositivo constitucional, mais especificamente o inciso VIII do Art. 84.&lt;br /&gt;O Art. 3° do projeto de lei em tela aprofunda-se ainda mais na questão, estabelecendo aos negociadores brasileiros princípios ainda mais específicos na condução das negociações. Elevados interesses nacionais são identificados como objetivos a serem perseguidos durante as negociações, como: a remoção de barreiras ao livre comércio, a eliminação dos subsídios  agrícolas, combate à pirataria, exclusão de compromissos indevidos nas áreas ambiental e trabalhista, dentre vários outros temas de grande relevo.&lt;br /&gt;Em seu Art. 4°, o projeto articula uma nova forma de interação entre o Congresso Nacional e Poder Executivo na apreciação de acordos comerciais. A ênfase fica na condição de avaliação permanente por parte do Congresso Nacional, durante a fase negocial. Além disso, estabelece que o Poder Executivo deverá encaminhar ao Congresso Nacional mensagem identificando conteúdo, cronograma, linhas de ação e custos previstos dos acordos.&lt;br /&gt;É o relatório.&lt;br /&gt;II - VOTO DO RELATOR&lt;br /&gt;O Projeto de Lei em análise vem cobrir uma importante lacuna no relacionamento entre os Poderes Executivo e Legislativo, qual seja a ausência de diretivas e métodos de trabalho consensuais entre os dois poderes que têm papéis distintos no relacionamento com outras nações.&lt;br /&gt;Embora seja, pelo mandamento constitucional, de competência privativa da Presidência da República a celebração de tratados, convenções e atos internacionais, cumpre ao Congresso Nacional referendá-los. Na forma como se estruturam os diversos mandamentos a serem observados pelos negociadores, todos de expressivo interesse nacional, realmente passa a haver um sólido campo de análise e julgamento por parte do Congresso Nacional sobre a forma de condução deste aspecto crítico da vida nacional, qual seja, a relação com o resto do mundo.&lt;br /&gt;Tendo como fundamento o conjunto de considerações acima, consideramos meritória a proposição, que estabelece objetivos, métodos e modalidades de participação do governo brasileiro em negociações comerciais multilaterais, regionais ou bilaterais. &lt;br /&gt;Face ao exposto, nosso voto é pela aprovação do Projeto de Lei n.° 4291, de 2004.&lt;br /&gt;Sala da Comissão, em  de   de 2005.&lt;br /&gt;Deputado JÚLIO REDECKER&lt;br /&gt;Relator&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114290440936001040?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114290440936001040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114290440936001040&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114290440936001040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114290440936001040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/268-projeto-de-fast-track-brasileiro.html' title='268) Projeto de &quot;Fast track&quot; brasileiro'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114282944275543140</id><published>2006-03-20T01:32:00.000-03:00</published><updated>2006-03-21T21:26:21.123-03:00</updated><title type='text'>267) Esta também é forte (ou melhor, dói no bolso...)</title><content type='html'>Continuando com a série "o que é que você pensa que estão fazendo com o seu, com o meu, com o nosso dinheiro?", transcrevo novamente mais uma pérola do MEC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, antes a gente só dispunha das pérolas dos vestibulares, do ENEM e outros "provões", trazendo-nos alguns momentos de lazer, de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;détente&lt;/span&gt;, de riso franco e aberto com as "trouvailles" dos pobres dos alunos (alguns chamavam de "pérolas", em tom derrogatório, mas acho que esses exageravam em dilatar o besteirol, que afinal é livre e democrático). &lt;br /&gt;Pois agora, podemos ter outras pérolas, só que estes &lt;span style="font-style:italic;"&gt;made in government&lt;/span&gt;, mais exatamente no MEC, que encontra sempre maneiras criativas de gastar o seu, o meu, o nosso rico dinheiro.&lt;br /&gt;Não sei se é para rir ou para chorar, mas o fato é que eu me pergunto como é que todo esse povo do MEC, cheio de pedagogas e psicólogas, e outros &lt;span style="font-style:italic;"&gt;soi-disant&lt;/span&gt; especialistas em educação, sempre encontra uma maneira de jogar a culpa nos pobres dos alunos...&lt;br /&gt;Veja você mesm@: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"18/03/2006  - 13h46&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Alunos têm dificuldades em lidar com direitos humanos, revela Enem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;da Folha Online&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudantes do ensino médio são despreparados para lidas com problemas que envolvam questões relacionadas com direitos humanos, segundo o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2005. Dentre as cinco competências avaliadas pelo exame, essa foi a que os estudantes apresentaram as menores médias. Para Ataíde Alves, diretor de Avaliação da Certificação por Competência do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), as escolas precisam melhorar a formação ética e moral do estudante brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todo mundo precisa saber aritmética. Todo mundo precisa saber a língua culta, ciências, história e geografia. Mas há que se complementar com componentes educacionais que envolvam atividades culturais e de natureza social que te possibilitem formar o verdadeiro cidadão", lembra Alves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo levantamento feito com dados do último exame, os alunos de escolas públicas e privadas têm dificuldade em lidar com problemas que envolvam questões éticas e morais, os estudantes se mostram ainda mais despreparados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tentativa de motivar as escolas, o Ministério da Educação criou em 2004 o Programa Ética e Cidadania. Por meio dele, este ano, 170 escolas públicas vão receber incentivos financeiros para seguir com projetos de promoção da ética e cidadania na sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o ministério, serão R$ 5 mil por escola este ano. Do total de beneficiadas, 120 são de ensino médio e 50 do ensino fundamental. Para receber o incentivo, a instituição precisava estar entre as 1,6 mil ligadas ao programa governamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o caso da Escola Nazaré Rodrigues da Silva, que fica no município de Laranjal do Jari, no Amapá. A professora Júlia Constatino de Medeiros conta que a escola pretende investir na divulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo é combater o preconceito enfrentado por cerca de 20 alunos da escola que cumprem medidas sócio-educativas, como prestação de serviços à comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Agência Brasil"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o caso desse especialista do MEC, que começa dizendo que "Todo mundo precisa saber a língua culta,.."&lt;br /&gt;Pois é, logo em seguida ele ataca com esta "pérola" de concordância pronominal: "Mas há que se complementar com componentes educacionais que envolvam atividades culturais e de natureza social que &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;te&lt;/span&gt; possibilitem formar o verdadeiro cidadão".&lt;br /&gt;O sublinhado, ou melhor, o negrito é meu mesmo.&lt;br /&gt;Não é uma gracinha o MEC, justamente nas atuais circunstâncias, gastar dinheiro à toa, ensinando "ética e moral"? Será que eles não poderiam concentrar o dinheiro em Português e Matemática, a começar pelo próprio MEC?&lt;br /&gt;Acho que minha pergunta ofendeu...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114282944275543140?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114282944275543140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114282944275543140&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114282944275543140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114282944275543140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/267-esta-tambm-forte-ou-melhor-di-no.html' title='267) Esta também é forte (ou melhor, dói no bolso...)'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114278265486717151</id><published>2006-03-19T12:35:00.000-03:00</published><updated>2006-03-31T12:55:47.626-03:00</updated><title type='text'>266) Tudo o que você sempre quis saber sobre a carreira diplomática...</title><content type='html'>...e nunca teve a quem perguntar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora já tem!&lt;br /&gt;Ao meu colega Renato Godinho, que preparou um excelente "FAQ", ou questões mais perguntadas, sobre a carreira, o concurso do Instituto Rio Branco e outros aspectos curiosos (como salário, por exemplo, que falta completar, para traduzir toda a nossa miséria salarial no Brasil)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste link: &lt;a href="http://web.mac.com/rgodinho/iWeb/Renato/FAQItamaraty.html#C"&gt;http://web.mac.com/rgodinho/iWeb/Renato/FAQItamaraty.html#C&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114278265486717151?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114278265486717151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114278265486717151&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114278265486717151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114278265486717151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/266-tudo-o-que-voc-sempre-quis-saber.html' title='266) Tudo o que você sempre quis saber sobre a carreira diplomática...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114262624921947229</id><published>2006-03-17T17:08:00.000-03:00</published><updated>2006-03-17T17:10:49.236-03:00</updated><title type='text'>265) Essa é extremamente forte...</title><content type='html'>Vocês também, caro leitor, tem curiosidade em saber o que estão fazendo com o seu, o meu, o nosso dinheiro?&lt;br /&gt;Pois então veja a "notícia" abaixo, divulgada pela assessoria de imprensa do MEC:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;MEC apóia capacitação de profissionais em diversidade sexual&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério da Educação está apoiando, em todo o país, 15 projetos de capacitação de profissionais da educação para cidadania e diversidade sexual, com o envolvimento de secretarias de educação, universidades e o movimento de gays, lésbicas, transgêneros e bissexuais (GLTB). A finalidade é apoiar a qualificação de gestores e professores com relação ao desenvolvimento de uma cultura de respeito e reconhecimento da diversidade sexual no combate ao sexismo e à homofobia.&lt;br /&gt;Cada uma das 15 entidades possui cronograma específico a cumprir, sob supervisão do MEC. No grupo Nuances, de Porto Alegre, por exemplo, duas turmas estão capacitando formadores para multiplicar conhecimentos e dar orientações nas escolas da rede municipal. A primeira turma de capacitadores do Nuances se formou em 15 de dezembro. &lt;br /&gt;O livro Juventude e Sexualidade, que compila estudo em 13 capitais e no DF, sobre as dimensões da vida sexual dos jovens, reúne dados importantes para se detectar como a homossexualidade é encarada nas escolas, por alunos ou professores. O estudo foi viabilizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em parceria com o MEC.&lt;br /&gt;Os resultados da pesquisa, divulgada em 2004, foram importantes para orientar as ações do Programa Brasil Sem Homofobia, do governo federal. O programa apóia ações de capacitação de profissionais da educação, de todos os níveis de ensino, para o combate à homofobia, a exemplo da ação do MEC, o Educação para a Diversidade e Cidadania.&lt;br /&gt;Conforme o titular da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), Ricardo Henriques, o preconceito está na mira da educação. "A agenda do MEC, no campo do Brasil Sem Homofobia, prioriza o resgate dos direitos à diferença e a necessidade de enfrentar o problema da violência nas escolas. As ações que estamos iniciando remetem à formação e à capacitação dos professores", diz.&lt;br /&gt;Segundo a pesquisa, a discriminação contra alunos considerados homossexuais, por parte dos colegas, ocorre de forma velada, por meio de referências preconceituosas. A linguagem pejorativa, com o intuito de ofender ou ameaçar, é comum nas violências contra homossexuais. O estudo também mostrou que alguns professores desempenham uma "não-assumida conivência com discriminações e preconceitos em relação a homossexuais", ao considerar que expressões de conotação negativa seriam brincadeiras, "coisas sem importância". &lt;br /&gt;Muitos pais, de acordo com a pesquisa, não gostariam que homossexuais fossem colegas de escola de seus filhos. O maior índice de rejeição, nesse caso, é Fortaleza, com 48% dos pais pesquisados. A menor expressão desse indicador é Porto Alegre, com índice de 22% de rejeição entre os pais.&lt;br /&gt;A pesquisa ouviu alunos, pais e professores em Belém, Cuiabá, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Vitória e no Distrito Federal. &lt;br /&gt;Brasil Sem Homofobia - O MEC publicou em 2005 portaria que instituiu um grupo de trabalho para acompanhar a implementação do Brasil Sem Homofobia no ministério. O grupo é composto por representantes de todas as secretarias do MEC, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira&lt;br /&gt;(Inep/MEC) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC).&lt;br /&gt;O grupo de trabalho terá representantes da comunidade acadêmica e do movimento GLTB brasileiro. O MEC tem financiado e participado de uma série de eventos do movimento GLTB. O mais importante foi o 12* Encontro Brasileiro de Gays, Lésbicas e Transgêneros, em novembro passado, em Brasília. Na ocasião, o MEC recebeu o prêmio Beijo Livre, do Grupo Estruturação de Brasília. (Cristiano Bastos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília, 15/3/2006"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, minha curiosidade está em parte satisfeita. Agora eu sei, pelo menos em parte, o que o Estado faz com o dinheiro arrecadado dos impostos que pagamos. Não é bonito?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114262624921947229?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114262624921947229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114262624921947229&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114262624921947229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114262624921947229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/265-essa-extremamente-forte.html' title='265) Essa é extremamente forte...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114252215114496872</id><published>2006-03-16T12:10:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T02:33:08.223-03:00</updated><title type='text'>264) Empire figths back...</title><content type='html'>Não, não se trata de um remake de "Guerra nas Estrelas" (ou talvez até possa ser, mas as estrelas estão espalhadas no deserto...), mas de um &lt;em&gt;restatement&lt;/em&gt; da doutrina da guerra preventiva (contra o terror, os estados vilões e outros obstáculos no caminho da paz universal). &lt;br /&gt;Bush, o ocupante atual da cadeira imperial, deve anunciar o novo prazo de validade de sua doutrina de 2002 dentro de alguns dias. Ela não tem força legal, mas orienta os "planejadores imperiais" em suas tarefas de rotina e algumas nem tanto...&lt;br /&gt;Enquanto ela não é divulgada oficialmente, vocês ficam com esta análise do jornal &lt;em&gt;The Washington Post&lt;/em&gt;, deste dia 16 de março de 2006, que recebeu o que se chama de "advanced copy" do material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bush Restates Terror Strategy in New Document&lt;br /&gt;2002 Doctrine of Preemptive War Reaffirmed&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;By Peter Baker&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Washington Post&lt;/em&gt; Staff Writer, Thursday, March 16, 2006; A01&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;President Bush plans to issue a new national security strategy today reaffirming his doctrine of preemptive war against terrorists and hostile states with chemical, biological or nuclear weapons, despite the troubled experience in Iraq.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The long-overdue document, an articulation of U.S. strategic priorities that is required by law, lays out a robust view of America's power and an assertive view of its responsibility to bring change around the world. On topics including genocide, human trafficking and AIDS, the strategy describes itself as "idealistic about goals and realistic about means."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The strategy expands on the original security framework developed by the Bush administration in September 2002, before the invasion of Iraq. That strategy shifted U.S. foreign policy away from decades of deterrence and containment toward a more aggressive stance of attacking enemies before they attack the United States.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The preemption doctrine generated fierce debate at the time, and many critics believe the failure to find weapons of mass destruction in Iraq fatally undermined an essential assumption of the strategy -- that intelligence about an enemy's capabilities and intentions can be sufficient to justify preventive war.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In his revised version, Bush offers no second thoughts about the preemption policy, saying it "remains the same" and defending it as necessary for a country in the "early years of a long struggle" akin to the Cold War. In a nod to critics in Europe, the document places a greater emphasis on working with allies and declares diplomacy to be "our strong preference" in tackling the threat of weapons of mass destruction.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"If necessary, however, under long-standing principles of self defense, we do not rule out use of force before attacks occur, even if uncertainty remains as to the time and place of the enemy's attack," the document continues. "When the consequences of an attack with WMD are potentially so devastating, we cannot afford to stand idly by as grave dangers materialize."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Such language could be seen as provocative at a time when the United States and its European allies have brought Iran before the U.N. Security Council to answer allegations that it is secretly developing nuclear weapons. At a news conference in January, Bush described an Iran with nuclear arms as a "grave threat to the security of the world."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some security specialists criticized the continued commitment to preemption. "Preemption is and always will be a potentially useful tool, but it's not something you want to trot out and throw in everybody's face," said Harlan Ullman, a senior adviser at the Center for Strategic and International Studies. "To have a strategy on preemption and make it central is a huge error."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A military attack against Iran, for instance, could be "foolish," Ullman said, and it would be better to seek other ways to influence its behavior. "I think most states are deterrable."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas Donnelly, a resident fellow at the American Enterprise Institute who has written on the 2002 strategy, said the 2003 invasion of Iraq in the strict sense is not an example of preemptive war, because it was preceded by 12 years of low-grade conflict and was essentially the completion of the 1991 Persian Gulf War. Still, he said, recent problems there contain lessons for those who would advocate preemptive war elsewhere. A military strike is not enough, he said; building a sustainable, responsible state in place of a rogue nation is the real challenge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"We have to understand preemption -- it's not going to be simply a preemptive strike," he said. "That's not the end of the exercise but the beginning of the exercise."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The White House plans to release the 49-page National Security Strategy today, starting with a speech by national security adviser Stephen J. Hadley to the U.S. Institute of Peace. The White House gave advance copies to &lt;em&gt;The Washington Post&lt;/em&gt; and three other newspapers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The strategy has no legal force of its own but serves as a guidepost for agencies and officials drawing up policies in a range of military, diplomatic and other arenas. Although a 1986 law requires that the strategy be revised annually, this is the first new version since 2002. "I don't think it's a change in strategy," Hadley said in an interview. "It's an updating of where we are with the strategy, given the time that's passed and the events that have occurred."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But the new version of the strategy underscores in a more thematic way Bush's desire to make the spread of democracy the fundamental underpinning of U.S. foreign policy, as he expressed in his second inaugural address last year. The opening words of the strategy, in fact, are lifted from that speech: "It is the policy of the United States to seek and support democratic movements and institutions in every nation and culture, with the ultimate goal of ending tyranny in our world."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The strategy commits the administration to speaking out against human rights abuses, holding high-level meetings at the White House with reformers from repressive nations, using foreign aid to support elections and civil society, and applying sanctions against oppressive governments. It makes special mention of religious intolerance, subjugation of women and human trafficking.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At the same time, it acknowledges that "elections alone are not enough" and sometimes lead to undesirable results. "These principles are tested by the victory of Hamas candidates in the recent elections in the Palestinian territories," the strategy says, referring to the radical group designated as a terrorist organization by the United States.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Without saying what action would be taken against them, the strategy singles out seven nations as prime examples of "despotic systems" -- North Korea, Iran, Syria, Cuba, Belarus, Burma and Zimbabwe. Iran and North Korea receive particular attention because of their nuclear programs, and the strategy vows in both cases "to take all necessary measures" to protect the United States against them.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"We may face no greater challenge from a single country than from Iran," the document says, echoing a statement made by Secretary of State Condoleezza Rice last week. It recommits to efforts with European allies to pressure Tehran to give up any aspirations of nuclear weapons, then adds ominously: "This diplomatic effort must succeed if confrontation is to be avoided."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The language about confrontation is not repeated with North Korea, which says it already has nuclear bombs, an assertion believed by U.S. intelligence. But Pyongyang is accused of a "bleak record of duplicity and bad-faith negotiations," as well as of counterfeiting U.S. currency, trafficking in drugs and starving its own people.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The strategy offers a much more skeptical view of Russia than in 2002, when the glow of Bush's friendship with President Vladimir Putin was still bright.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Recent trends regrettably point toward a diminishing commitment to democratic freedoms and institutions," it says. "We will work to try to persuade the Russian Government to move forward, not backward, along freedom's path."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It also warns China that "it must act as a responsible stakeholder that fulfills its obligations" and guarantee political freedom as well as economic freedom. "Our strategy," the document says, "seeks to encourage China to make the right strategic choices for its people, while we hedge against other possibilities."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To assuage allies antagonized by Bush's go-it-alone style in his first term, the White House stresses alliance and the use of what it calls "transformational diplomacy" to achieve change. At the same time, it asserts that formal structures such as the United Nations or NATO may at times be less effective than "coalitions of the willing," or groups responding to particular situations, such as the Asian tsunami of 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beyond the military response to terrorism, the document emphasizes the need to fight the war of ideas against Islamic radicals whose anti-American rhetoric has won wide sympathy in parts of the world.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The strategy also addresses topics largely left out of the 2002 version, including a section on genocide and a new chapter on global threats such as avian influenza, AIDS, environmental destruction and natural disasters. Critics have accused the administration of not doing enough to stop genocide in the Darfur region of Sudan, responding too slowly to the Asian tsunami and disregarding global environmental threats such as climate change.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© 2006 The Washington Post Company&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Addendum: O documento apresentado ao Congresso pelo presidente George Bush encontra-se disponível neste link: &lt;a href="http://www.primeiraleitura.com.br/html/edicoes/1712,20060316/integras/integra_Estrategia_Seguranca_EUA.pdf"&gt;http://www.primeiraleitura.com.br/html/edicoes/1712,20060316/integras/integra_Estrategia_Seguranca_EUA.pdf&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114252215114496872?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114252215114496872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114252215114496872&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114252215114496872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114252215114496872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/264-empire-figths-back.html' title='264) Empire figths back...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114236568821775250</id><published>2006-03-14T16:46:00.000-03:00</published><updated>2006-03-14T16:48:08.243-03:00</updated><title type='text'>263) Você é um socialista de mercado ou um capitalista de estado?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A Sharp Debate Erupts in China Over Ideologies&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;By JOSEPH KAHN&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The New York Times&lt;/em&gt;, March 12, 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BEIJING, March 11 - For the first time in perhaps a decade, the National People's Congress, the Communist Party-run legislature now convened in its annual two-week session, is consumed with an  ideological debate over socialism and capitalism that many assumed had been buried by China's long streak of fast economic growth.&lt;br /&gt;The controversy has forced the government to shelve a draft law to protect property rights that had been expected to win pro forma passage and highlighted the resurgent influence of a small but vocal group of socialist-leaning scholars and policy advisers. These old-style leftist thinkers have used  China's rising income gap and increasing social unrest to raise doubts about what they see as the  country's headlong pursuit of private wealth and market-driven economic development.&lt;br /&gt;The roots of the current debate can be traced to a biting critique of the property rights law that  circulated on the Internet last summer. The critique's author, Gong Xiantian, a professor at Beijing  University Law School, accused the legal experts who wrote the draft of "copying capitalist civil law like slaves," and offering equal protection to "a rich man's car and a beggar man's stick." Most of all,  he protested that the proposed law did not state that "socialist property is inviolable," a once sacred  legal concept in China.&lt;br /&gt;Those who dismissed his attack as a throwback to an earlier era underestimated the continued appeal of socialist ideas in a country where glaring disparities between rich and poor, rampant  corruption, labor abuses and land seizures offer daily reminders of how far China has strayed from  its official ideology.&lt;br /&gt;"Our government only moves forward when it feels there is a strong consensus," said Mao Shoulong,  a public policy specialist at People's University in Beijing. "Right now, the consensus is eroding and  there is a debate over ideology, which we haven't seen for some time."&lt;br /&gt;The divide does not appear likely to derail China's market-led growth. President Hu Jintao, in what Chinese political experts and party members said was a clear reference to the debate, told legislative  delegates last week that China must "unshakably persist with economic reform."&lt;br /&gt;China has generally stuck by its market-opening commitments to the World Trade Organization.&lt;br /&gt; Wen Jiabao, the prime minister, has allowed billions of dollars in foreign investment to flow into the once tightly protected financial sector.&lt;br /&gt;Legislative officials insist that the proposed law, which has taken eight years to prepare and is  intended to codify a more expansive notion of property rights added to the Constitution in 2003, will sooner or later be enacted, though possibly with some significant modifications.&lt;br /&gt;But Mr. Hu and Mr. Wen wittingly or unwittingly invited the debate when they made tackling growing inequality a center of their propaganda efforts, political analysts say. The state-run news media are  abuzz with calls to make "social equity" the focus of economic policy, replacing the earlier  leadership's emphasis on rapid growth and wealth creation.&lt;br /&gt;Since his rise to power in 2002, Mr. Hu has also tried to establish his leftist credentials, extolling  Marxism, praising Mao and bankrolling research to make the country's official but often ignored socialist ideology more relevant to the current era.&lt;br /&gt;He told party leaders in 2004 to study how Cuba and North Korea maintained political order, party officials say. And he has tried to distance himself from his predecessor, Jiang Zemin, who invited  private businessmen to join the Communist Party and was viewed as permitting well-connected officials to enrich themselves with public property at the expense of the poor.&lt;br /&gt;"Hu is himself a centrist who is not really pursuing one agenda or the other," observed a party official who said he could be punished for talking about leadership politics if he were quoted by name. "But  he did pull us to the left to restore balance, and that gave the old guard an opportunity it has not had in years."&lt;br /&gt;As a result, analysts say, the leadership may find it harder to pursue market-oriented solutions to some pressing problems, like providing health care to rural residents,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114236568821775250?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114236568821775250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114236568821775250&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114236568821775250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114236568821775250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/263-voc-um-socialista-de-mercado-ou-um.html' title='263) Você é um socialista de mercado ou um capitalista de estado?'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114230806298584055</id><published>2006-03-14T00:27:00.000-03:00</published><updated>2006-03-14T09:22:54.223-03:00</updated><title type='text'>262) Bon soir tristesse: voilà la lassitude qui arrive...</title><content type='html'>Não sei se o mesmo sentimento assalta ocasionalmente alguns dos meus leitores, mas tem dias em que eu me sinto, como dizer?, deprimido...&lt;br /&gt; Não, não tem nada com acordar eventualmente de mau humor, ou frustrado, por algum motivo noturno: é justamente no decorrer do dia que o sentimento de frustração e de desesperança vai me invadindo devagar, até chegar, no final do dia, a esse sentimento de lassidão a que me refiro no título. &lt;br /&gt;Isso ocorre depois de um dia inteiro lendo ou ouvindo notícias e informações nos jornais e na rádio sobre o estado lamentável da nossa conjuntura política, que talvez mais se assemelhe a uma estrutura sólida e durável de falcatruas e malversações. Sim, meu estado de espírito se deve ao conhecimento que não cessa de nos invadir, falando sobre a desfaçatez, a roubalheira disseminada, a cara-de-pau inacreditável de toda uma tribo de políticos desavergonhados que passeiam suas falcatruas tranquilamente pelas páginas de política dos jornais, quando eles deveriam normalmente ocupar as seções de crimes e atentados aos bons costumes. &lt;br /&gt;Fico com a impressão de que há muito mais para vir à tona, e que o festival de crimes a que já assistimos não é senão a ponta de um iceberg muito mais vasto e profundo de patifarias de toda a espécie, delitos que caberiam em vários capítulos de um grosso volume do código penal, sem ressalvar nenhum poder ou instância governamental...&lt;br /&gt;Será que a coleção de bandalheiras não terá mais fim? Até quando eles abusarão de nossa paciência?&lt;br /&gt;E o pior é que vozes vêm se erguendo cada vez mais freqüentes em favor do voto nulo, quando esse tipo de resposta é a pior receita possível para se combater, pelo menos parcialmente, o ambiente de deliqüência que se instalou na política brasileira. O voto nulo é o caminho mais seguro para a eleição ou a continuidade de bandidos declarados, uma vez que eles já estão decididos a comprar a sua eleição. O voto nulo redundará assim em que os poucos bem intencionados e o pequeno punhado de honestos e idealistas serão afastados de um mandato na próxima legislatura. &lt;br /&gt;Entendo que as pessoas estejam com raiva, mas, por favor, não cometam mais uma burrice que só irá reforçar o bando dos traficantes de mandatos, dos negociantes em causa própria, dos delinqüentes de gravata. &lt;br /&gt;Façam campanha contra o voto nulo. Votem nos que lhes parecerem mais honestos e menos demagogos, mas votem, por favor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;br /&gt;Brasília, 14 de março de 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114230806298584055?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114230806298584055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114230806298584055&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114230806298584055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114230806298584055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/262-bon-soir-tristesse-voil-la.html' title='262) Bon soir tristesse: voilà la lassitude qui arrive...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114214070589555957</id><published>2006-03-12T02:09:00.000-03:00</published><updated>2006-03-12T14:12:27.076-03:00</updated><title type='text'>261) Minha contribuição para a reforma geral da casa brasileira...</title><content type='html'>(Provavelmente utópico, nas condições atuais, mas não menos necessário)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Redução à metade dos parlamentares da Câmara federal e dos seus equivalentes nas assembléias estaduais e nas câmaras de vereadores, com redução correspondente de todas as verbas disponíveis para custeio de toda essa malta. Isto como primeiro passo, pois a intenção também seria cortar as verbas de gabinetes na origem, o número de assessores livremente contratados e outras despesas prebendalísticas que são propriamente escandalosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Redução de um terço no Senado, com apenas dois representantes por estado, eleitos alternadamente para turnos de seis anos, tão somente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Aumento do mandato presidencial para cinco anos, proibida a reeleição subseqüente. Governadores teriam mandato de quatro anos, sem reeleição, como prefeitos aliás. Redução drástica do número de municípios, fundindo dois ou mais daqueles que não souberem se sustentar por meios próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Redução drástica do número de ministérios, com eliminação dos ministérios criados para fins exclusivamente políticos, bem como das secretarias com status próprio, acoplando-as, se for o caso, a algum ministério penduricalho (mas o melhor mesmo seria cortar de vez).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Privatização de todos os monstrengos públicos que ainda sugam o nosso dinheiro e se prestam à extorsão financeira por parte dos políticos. Redução drástica, a algumas poucas centenas de casos, dos cargos em comissão e dos assessores de confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Eliminação de quase todos os impostos federais, e sua substituição por um imposto único, de natureza financeira. Seriam feitas simulações quanto ao mínimo indispensavel de alíquota para garantir, no começo, uma "mesada" ao Estado central, sujeita a redução gradual e paulatina, até que a carga fiscal seja novamente reduzida a 28 por cento do PIB. Seriam preservados apenas dois impostos sobre os vícios (tabaco e álcool) e um sobre os combustíveis, para evitar abusos e induzir ao transporte coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Mensalão fixo para as universidades federais, que teriam total autonomia para gerir suas contas e pagar o quanto quisessem a professores e funcionários (exclusivamente por mérito) e remuneração diferenciada por desempenho. As universidades entrariam rapidamente em decadência e crise terminal, o que poderia ser útil, pois obrigaria os professores a, pela primeira vez, corrigir um sistema viciado, inclusive cobrando mensalidade de quem pode pagar. Elas emergeriam muito mais saudáveis dessa crise, sem mais depender do mensalão federal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Fim das estabilidade no serviço público, com algumas poucas exceções ligadas a carreiras de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) O Banco Central deixa de fixar os juros: eles passam a ser estabelecidos pelo mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) O governo renuncia a fixar qualquer padrão para a TV digital e deixa que as empresas, em livre concorrência, e o público escolham, eles mesmos, o que for melhor para a maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11) Fim dos cartéis telefônicos: o governo simplesmente decreta a abertura em todos os níveis, e as companhias telefônicas serão livres para oferecer o serviço que elas desejarem, pelo preco que quiserem, sem existência de nenhuma barreira à entrada de novos concorrentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12) Como norma geral, tudo o que não for expressamente proibido à livre iniciativa, fica expressamente permitido, sem maiores regulamentos intrusivos ao exercício das competências individuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;br /&gt;Brasília, 12 de março de 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114214070589555957?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114214070589555957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114214070589555957&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114214070589555957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114214070589555957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/261-minha-contribuio-para-reforma.html' title='261) Minha contribuição para a reforma geral da casa brasileira...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114204088516660014</id><published>2006-03-10T22:31:00.000-03:00</published><updated>2006-03-16T12:38:12.490-03:00</updated><title type='text'>260) Encore une fois le "choc de civilisations"?: Non!, des philosophies...</title><content type='html'>Artigo do conhecido "filósofo" francês, ex-enfant terrible nos idos de 1968, agora convertido sagement num "neo-con" francês.&lt;br /&gt;Para quem preferir ler em inglês, o artigo está disponível neste link: &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.signandsight.com/features/640.html"&gt;http://www.signandsight.com/features/640.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Separating truth and belief&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;For French philosopher Andre Glucksmann, poking fun at a belief and joking about genocide are not on a par.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Point de vue&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Choc des civilisations ? Non : des philosophies&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;par André Glucksmann&lt;br /&gt;LE MONDE | 03.03.06 | 13h14  •  Mis à jour le 03.03.06 | 13h14&lt;br /&gt;Link: &lt;a href="http://www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-3232,36-747283,0.html"&gt;http://www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-3232,36-747283,0.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La campagne anticaricatures a commencé contre un journal, puis a visé le Danemark, qui se réclame de la liberté de la presse, et, désormais, prend pour cible l'Europe, accusée de pratiquer deux poids, deux mesures. L'Union européenne n'admet-elle pas qu'on dénigre impunément le Prophète alors qu'elle interdit et condamne d'autres "opinions" comme le nazisme et le négationnisme ? Pourquoi est-il permis de plaisanter sur Mahomet et non sur le génocide des juifs ?, interrogent à cor et à cri les intégristes en lançant un concours de dessins humoristiques sur Auschwitz. Donnant, donnant : ou bien tout doit être autorisé au nom du free speech (liberté d'expression), ou bien censurons équitablement ce qui choque les uns comme ce qui hérisse les autres. Beaucoup de défenseurs du droit à la caricature se sentent piégés. Au nom de la liberté d'expression, vont-ils publier des quolibets sur les chambres à gaz ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irrespect pour irrespect ? Transgression pour transgression ? Faut-il mettre sur le même plan la négation d'Auschwitz et la désacralisation de Mahomet ? C'est ici que deux philosophies irréductiblement s'opposent. L'une dit oui, il s'agit de deux "croyances" équivalentes, également bafouées ; il n'existe pas de différence entre vérité de fait et profession de foi ; la conviction que le génocide a eu lieu et la certitude que Mahomet fut éclairé par l'ange Gabriel sont du même registre. L'autre dit non, la réalité des camps de la mort est de l'ordre du constat, pas la sacralité des prophètes, qui relève de l'engagement des fidèles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareille distinction entre le factuel et la croyance est au fondement de la pensée occidentale. Déjà Aristote sépare, d'une part, le discours indicatif susceptible d'être discuté afin d'aboutir à une affirmation ou une négation, d'autre part, les prières. Ces dernières échappent à la discussion parce qu'elles ne constatent pas, elles implorent, promettent, jurent, décrètent ; elles ne visent pas une information, mais une performance. Lorsque l'islamiste fanatique affirme que les Européens pratiquent la "religion de la Shoah", comme lui celle de Mahomet, il abolit la distinction du fait et de la croyance ; pour lui, il n'existe que des croyances, donc l'Europe favorise les unes contre les autres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Le discours civilisé, sans distinction de race ou de confession, analyse et circonscrit des vérités scientifiques, des vérités historiques et des états de fait qui ne relèvent pas de la foi, mais de la connaissance. On peut les tenir pour profanes et d'une dignité inférieure, n'empêche qu'elles ne se confondent pas avec les vérités de la religion. Notre planète n'est pas la proie d'un choc de civilisations ou de cultures, elle est le haut lieu d'une bataille décisive entre deux méthodes de pensée. Il y a ceux qui décrètent qu'il n'existe pas de faits, mais seulement des interprétations qui sont autant d'actes de foi. Ceux-là ou bien versent dans le fanatisme ("je suis la vérité") ou bien tombent dans le nihilisme ("rien n'est vrai, rien n'est faux"). En face, il y a ceux pour qui la libre discussion en vue de séparer le faux du vrai a un sens, de sorte que le politique comme le scientifique ou le simple jugement peuvent se régler sur des données profanes indépendantes des opinions arbitraires et préétablies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Une pensée totalitaire ne supporte pas d'être contestée. Dogmatique, elle affirme en brandissant le petit livre rouge, noir ou vert. Obscurantiste, elle fusionne politique et religion. Au contraire, les pensées antitotalitaires tiennent les faits pour des faits et reconnaissent même les plus hideux, ceux-là mêmes que par angoisse ou commodité on préférerait occulter. La mise en lumière du goulag a permis la critique et le rejet du "socialisme réel". La considération des abominations nazies et l'ouverture très réelle des camps d'extermination ont converti l'Européen à la démocratie après 1945. En revanche, le refus de l'histoire dans ses vérités les plus cruelles annonce le retour des cruautés. N'en déplaise aux islamistes - qui sont loin de représenter les musulmans -, il n'y a pas de commune mesure entre la négation de faits avérés comme tels et la critique verbale ou dessinée des multiples croyances que chaque Européen a le droit de cultiver ou de moquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depuis des siècles, Jupiter ou le Christ, Jehovah et Allah ont essuyé force plaisanteries et marques d'irrespect. A ce jeu, du reste, les juifs sont les meilleurs critiques de Yaveh - ils en ont même fait une spécialité. Cela n'empêche pas le vrai croyant de toute confession de croire et de consentir à laisser vivre ceux qui ne croient pas comme lui. La paix religieuse s'instaure à ce prix. Par contre, plaisanter des chambres à gaz, s'amuser des femmes violées et des bébés éventrés, sanctifier les décollations télévisées et les bombes humaines annonce un avenir insupportable.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Il est grand temps que les démocrates retrouvent leur esprit et les Etats de droit leurs principes ; il faut qu'ils rappellent solennellement et solidairement qu'il n'est pas question qu'une, deux, trois religions, quatre ou cinq idéologies décident ce que le citoyen est en droit de dire ou de penser. Il n'en va pas seulement de la liberté de la presse, mais de la permission de nommer un chat un chat et une chambre à gaz un fait abominable, abominable quelles que soient nos croyances et nos fois. Il en va du principe de toute morale : sur cette Terre, le respect dû à chaque individu commence par la mise en évidence universelle et le rejet commun des plus flagrants exemples d'inhumanité.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Glucksmann est philosophe. Il va publier &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Une rage d'enfant&lt;/span&gt; (Plon, 300 pages, 19,50 €).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANDRÉ GLUCKSMANN&lt;br /&gt;Article paru dans l'édition du 04.03.06&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114204088516660014?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114204088516660014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114204088516660014&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114204088516660014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114204088516660014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/260-encore-une-fois-le-choc-de.html' title='260) Encore une fois le &quot;choc de civilisations&quot;?: Non!, des philosophies...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114203988134314635</id><published>2006-03-10T22:15:00.000-03:00</published><updated>2006-03-10T22:27:28.140-03:00</updated><title type='text'>259) Gauchos previdentes...</title><content type='html'>Vejam, quem tiver interesse, este meu post no blog Textos PRA: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio Grande do Sul: o estado ideal...&lt;br /&gt;Calma, não é para agora...&lt;br /&gt;Seria para daqui a 15 ou 20 anos, se tudo der certo.&lt;br /&gt;Em todo caso, líderes do Rio Grande do Sul já tomaram consciência dos problemas atuais e do que deve ser feito para encaminhar soluções satisfatórias a cada um deles.&lt;br /&gt;Leiam a matéria desta sexta-feira, 10 de março de 2006, do jornal gaúcho Zero Hora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Futuro ideal do Estado toma forma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Representantes dos poderes e de entidades empresariais e de trabalhadores esboçaram ontem soluções para tirar o Estado da estagnação em encontro do projeto O Rio Grande que queremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) [continua no post, abaixo indicado]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalização PRA: &lt;br /&gt;Nota final PRA:&lt;br /&gt;Bem, o diagnóstico foi feito, o caderno de tarefas foi feito, agora falta cumpri-lo. Trata-se, em todo caso, de um bom começo para um debate racional sobre prioridades para a agenda do estado na campanha eleitoral estadual deste ano de 2006.&lt;br /&gt;Eu não sou gaúcho, mas desejo cumprimentar a todos os envolvidos neste exercício pela clareza da iniciativa e pela disposição demonstrada em começar a arregaçar as mangas em torno de propostas concretas para tirar a economia do estado do relativo marasmo em que ela vive hoje.&lt;br /&gt;Que tal se o Brasil fizesse o mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia a matéria do jornal, &lt;a href="http://textospra.blogspot.com/2006/03/55-rio-grande-do-sul-o-estado-ideal.html#links"&gt;neste link&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114203988134314635?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114203988134314635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114203988134314635&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114203988134314635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114203988134314635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/259-gauchos-previdentes.html' title='259) Gauchos previdentes...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114202928809601385</id><published>2006-03-10T19:17:00.000-03:00</published><updated>2006-03-10T19:25:20.473-03:00</updated><title type='text'>258) E como vai essa onda esquerdista na América Latina?</title><content type='html'>Para os que acreditam que a América Latina está navegando numa onda de esquerda, vale ler esta matéria sobre o novo ministro da economia do governo socialista do Chile, que toma posse amanha, sábado, dia 11 de março de 2006.&lt;br /&gt;O novo ministro da economia, um acadêmico de Harvard, se classifica como "liberal liberal" e diz que pretende até mesmo, vejam que heresia, desestatizar, ou seja privatizar, a companhia nacional de cobre do Chile...&lt;br /&gt;Seu único problema parece ser o fato de que ele é... um acadêmico.&lt;br /&gt;Acadêmicos geralmente não dão certo na arena política, sobretudo num terreno minado como são todos os ministérios da economia.&lt;br /&gt;Mas, como tudo nos surpreende no Chile, é até possível que dê certo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do jornal &lt;em&gt;Valor Econômico&lt;/em&gt;, 10 de março de 2006&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um "liberal liberal" vai pilotar a economia chilena&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Uchôa De São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política econômica do governo Michelle Bachelet, que toma posse amanhã a Presidência do Chile, será encabeçada por um grupo novo na cena política do Chile, ironicamente chamados de "neoliberais de esquerda". Advindos de um think-tank liberal, o Corporación Expansiva, os ministros da Fazenda e de Obras Públicas, além da ministra da Defesa e vários subsecretários, formam a "onda Expansiva", que prega rigor fiscal e redução de desigualdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andrés Velasco, 45, o novo ministro da Fazenda, é tido como um economista brilhante, com credenciais acadêmicas admiradas no país e no exterior, mas tem pouca experiência na cena política. Não se espera que mude drasticamente a atual política. Ele é de linha ortodoxa no trato fiscal, defende a livre flutuação do câmbio, mas não descarta intervenções pontuais. Prega investimentos maiores para a diminuição das desigualdades e para incentivar pesquisa e desenvolvimento na área industrial - uma das maiores fragilidades da indústria chilena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor na Universidade Harvard, Velasco se classifica como um "liberal liberal". É favor do divórcio, do direito do aborto e da descriminalização de algumas drogas. Acima disso tudo, diz que o país tem "desigualdade demais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para deixar claro que é um liberal nato, defende até algo tido como improvável no país: a privatização da Codelco, mineradora estatal de cobre, principal produto da pauta de exportações chilena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velasco é um dos fundadores da Corporación Expansiva. O instituto, considerado no Chile como a nova escola de pensamento econômico do poder, tem suas peculiaridades, como a de ser exclusivamente virtual. Não tem telefone nem endereço. Seus membros se comunicam por e-mail e fazem discussões só pela internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analistas chilenos dizem que ele é um teórico de primeira linha, especialista em modelos econômicos complexos. Crêem, porém, que terá de ser mais político para conseguir conjugar suas pretensões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomas Flores, do think-tank conservador chileno Liberdade e Desenvolvimento, disse à agência "Dow Jones Newswire" que Velasco "vem de um mundo acadêmico e isso provavelmente gerará dificuldades para ele".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única experiência do novo ministro na área pública foi a de coordenador de finanças internacionais do Ministério das Finanças durante o governo Patricio Aylwin, no início da década de 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser próximo do Partido Socialista, de Bachelet, Velasco não é filiado e é considerado politicamente independente. Para seu alívio, o governo da Concertación (coalizão entre socialistas, democratas-cristãos e partidos menores) terá a maior maioria parlamentar desde o fim da ditadura do general Pinochet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos primeiros problemas do ministro será o câmbio, já que o peso chileno se valorizou demais, segundo a avaliação da maioria dos economistas do país. Isso seria resultado direto da alta do cobre no mercado mundial, que elevou o ingresso de divisas, e estaria afetando outras áreas da economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os artigos de Velasco mostram que ele considera as crises cambiais as principais fontes de riscos macroeconômicos na América Latina. Ele é a favor da flutuação do câmbio, mas disse numa entrevista recente: "Na América Latina, a política cambial é mais uma arte do que uma ciência. Os bancos centrais estão entre dois contrapostos: querem que o câmbio flutue, porque a flutuação é boa, mas não querem que seja excessiva. Como compatibilizar essas duas variáveis? Com uma política hábil de intervenções. Não intervir em quantidades pequenas regularmente, mas sim intervir em grandes quantidades esporadicamente."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114202928809601385?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114202928809601385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114202928809601385&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114202928809601385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114202928809601385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/258-e-como-vai-essa-onda-esquerdista.html' title='258) E como vai essa onda esquerdista na América Latina?'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114202411356554482</id><published>2006-03-10T17:52:00.000-03:00</published><updated>2006-03-10T17:55:13.586-03:00</updated><title type='text'>257) TV digital brasileira: a confusão está instalada...</title><content type='html'>Transcrevo (abaixo e em meu anexo blog de Textos) material retirado do &lt;em&gt;Jornal da Ciência&lt;/em&gt;, edição de 10 de março de 2006, sobre a confusão instalada em relação à escolha de um padrão para a TV digital barsileira. &lt;br /&gt;Figura em primeiro lugar mensagem que eu mandei para esse jornal, seguida de matéria transcrita da Agência &lt;em&gt;Carta Maior&lt;/em&gt;: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor opina sobre o processo de escolha do padrão de TV digital&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tal, se por uma vez, o Estado dissesse: renuncio a uma escolha que sempre será parcial, incompleta e falha, e deixo à sociedade e aos agentes econômicos a liberdade de escolha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagem de Paulo Roberto de Almeida, sociólogo (pralmeida@mac.com e http://www.pralmeida.org):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Perguntar não ofende: Se é para defender a soberania nacional e os interesses ditos populares na definição de um padrão para a TV digital no Brasil, e se a definição por algum dos existentes, ou mesmo a de um novo, híbrido, como defendem alguns, sempre se dará em detrimento de uma série de vantagens (ou desvantagens) inevitavelmente associadas a qualquer um deles, por que não optar pelo óbvio, pelo mais simples, pelo que dá a maior liberdade possível a todos e a cada um, por que não optar por um que desobrigue o Estado de ter de fazer uma dolorosa e dubitável escolha, que sempre será acusada de parcial e leviana (além das inevitáveis suspeitas de corrupção), por que não optar pela não opção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente: que tal, se por uma vez, o Estado dissesse: renuncio a uma escolha que sempre será parcial, incompleta e falha, e deixo à sociedade e aos agentes econômicos a liberdade de escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhores: façam as suas apostas, o caminho está livre, decidam vocês mesmos, operadores, provedores de programas, fabricantes de aparelhos, que tecnologia querem seguir e sejam livres em seus respectivos empreendimentos. O Estado não adotará nenhum padrão: a sociedade e o mercado o farão, em total liberdade, pois a concorrência aberta sempre foi o melhor dos sistemas econômicos. E que vença o melhor... (Depois de alguma confusão, o melhor do ponto de vista dos consumidores acabará fatalmente se impondo).”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;====================================================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Governo prioriza política industrial, sob protestos de organizações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em audiência com entidades da sociedade civil, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, confirmou que a prioridade nas negociações se concentra na instalação da indústria de semicondutores no Brasil como contrapartida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Leia o teor completo desta matéria &lt;a href="http://textospra.blogspot.com/2006/03/54-tv-digital-confuso-est-instalada.html"&gt;neste link&lt;/a&gt;).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114202411356554482?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114202411356554482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114202411356554482&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114202411356554482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114202411356554482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/257-tv-digital-brasileira-confuso-est.html' title='257) TV digital brasileira: a confusão está instalada...'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114202077769692381</id><published>2006-03-10T16:48:00.000-03:00</published><updated>2006-03-10T16:59:37.746-03:00</updated><title type='text'>256) "Desculpa o punhal nas costas, mas você tem, democraticamente, o direito de protestar..."</title><content type='html'>Acho que é um pouco isso o que o nobre líder da situação na Câmara dos Deputados quis dizer em relação aos lamentáveis episódios ocorridos no dia 8 de março no Rio Grande do Sul, quando uma turba de democratas ululantes invadiu e destruiu plantações experimentais e experiências de laboratório de reflorestamento naquele estado.&lt;br /&gt;Primeiro leiam a nota: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;Fontana critica ato que destruiu centro de pesquisa no Rio Grande do Su&lt;/strong&gt;l &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), criticou ontem (09/03) da tribuna da Câmara dos Deputados a “atitude inaceitável” na ação de membros da Via Campesina que levou à destruição, na última quarta-feira, do centro de pesquisas da empresa Aracruz Celulose, na cidade de Barra do Ribeiro, no Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo ressalvou que “temos de compreender que, do mesmo jeito que a ação de quarta-feira merece crítica contundente, o PT apóia soluções negociadas para os conflitos sociais existentes no País.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Fontana, há no Brasil uma dívida social enorme que tem que ser enfrentada com autoridade, mas também com capacidade de negociação para se fazer reforma agrária, distribuir renda e dialogar para alcançar soluções pacíficas, propiciando às pessoas acesso à riqueza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O líder rechaçou as acusações da oposição de que o governo Lula estaria sendo condescendente com ações como a da Via Campesina. “A oposição precisa ter mais prudência, porque é ruim quando, diante de fatos como o ocorrido no Rio Grande do Sul, há explorações políticas que incitam ainda mais o conflito”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontana observou que, ao mesmo tempo que não se pode criminalizar os movimentos reivindicatórios que ocorrem, temos que ser absolutamente contrários a atos como o que levou à destruição do centro de pesquisas da Aracruz, precisamos compreender que a democracia deve buscar a solução dos conflitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parlamentar afirmou ainda, “conflitos ocorrem às vezes à revelia do Presidente da República ou do Governador de Estado. Dessa forma, não façam proselitismo barato em cima de assunto que é seriíssimo e que não pode servir para uma acusação irresponsável”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Henrique Fontana é preciso entender que as tensões no campo têm de ser enfrentadas “com políticas públicas, com serenidade, com negociação e com diálogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assessoria de Imprensa" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agora eu pergunto (e acho que muitos brasileiros também):&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;1) Trata-se de uma “atitude inaceitável” ou simplesmente criminosa?&lt;br /&gt;2) Ao ressalvar que “temos de compreender que, do mesmo jeito que a ação de quarta-feira merece crítica contundente, o PT apóia soluções negociadas para os conflitos sociais existentes no País”, isto signfica que o PT vai, portanto, apoiar um encontro entre os vândalos destruidores e suas vítimas, para negociar o conflito social mais amplo, que seria supostamente o fato de não disporem os vândalos de suas próprias terras para plantar e produzir?&lt;br /&gt;3) Uma vez que "há no Brasil uma dívida social enorme que tem que ser enfrentada com autoridade", a plantação da Aracruz Celulose tem de pagar por isso?&lt;br /&gt;4) Como "O líder rechaçou as acusações da oposição de que o governo Lula estaria sendo condescendente com ações como a da Via Campesina", estamos no direito de supor que o governo Lula vai processar criminalmente os responsáveis?&lt;br /&gt;5) Se for verdade que “A oposição precisa ter mais prudência, porque é ruim quando, diante de fatos como o ocorrido no Rio Grande do Sul, há explorações políticas que incitam ainda mais o conflito”, então a oposição precisa prudentemente abster-se de explorações políticas e aguardar que o governo federal ofereça uma solução satisfatória para o episódio?&lt;br /&gt;6) Se for verdade que "ao mesmo tempo que não se pode criminalizar os movimentos reivindicatórios que ocorrem, temos que ser absolutamente contrários a atos como o que levou à destruição do centro de pesquisas da Aracruz, precisamos compreender que a democracia deve buscar a solução dos conflitos", como fazer, então, para que a "democracia" busque, não a solução deste ou de outros conflitos, mas a reparação de perdas reais?&lt;br /&gt;7) Alguém tem mais alguma pergunta a fazer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21280526-114202077769692381?l=diplomaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diplomaticas.blogspot.com/feeds/114202077769692381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21280526&amp;postID=114202077769692381&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114202077769692381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21280526/posts/default/114202077769692381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/256-desculpa-o-punhal-nas-costas-mas.html' title='256) &quot;Desculpa o punhal nas costas, mas você tem, democraticamente, o direito de protestar...&quot;'/><author><name>Paulo R. de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18268769837454266546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_uQuXEROb9Io/SmFWoZ3M6pI/AAAAAAAAAIc/ggf-Ht1BvNk/S220/001PRAlmeida.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21280526.post-114201843701985344</id><published>2006-03-10T16:16:00.000-03:00</published><updated>2006-03-10T16:20:37.043-03:00</updated><title type='text'>255) Uma aposta contra o futuro: salários de professores universitários</title><content type='html'>Leiam a notícia abaixo, sobre aumento da remuneração dos professores universitários.&lt;br /&gt;Aparentemente, tudo estaria bem, já que eles vão ter aumento e poderão assim trabalhar em paz.&lt;br /&gt;Pois bem: aposto como em menos de um ano os professores universitários das IFES, animados por combativos sindicatos, estarão novamente em greve, reivindicando novos aumentos salariais, com isonomia plena para ativos e inativos.&lt;br /&gt;Querem apostar: Encontro neste mesmo lugar, dentro de um ano: em 10 de março de 2007, portanto, mas antes disse, acredito que em torno de outubro deste ano da graça eleitoral de 2006, já teremos novas agitações nos meios universitários.&lt;br /&gt;E o bizarro da coisa é que a sociedade nem vai estar prestando atenção...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comissão da Câmara aprova aumento para professores universitários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, o Projeto de Lei nº 6.368/2005, que muda a estrutura da carreira dos professores das instituições federais de ensino superior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto ainda será apreciado por mais três comissões antes de ir a plenário, e depois seguirá para o Senado. Se aprovado, resultará em ganho salarial médio de 9,45% para os professores. O impacto no orçamento da União será de R$ 650 milhões em 2006 e R$ 730 milhões em 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as mudanças previstas estão um aumento de 50% dos percentuais de titulação (parcela dos salários que corresponde à formação do professor), reajuste da Gratificação de Estímulo à Docência (GED), aumento de 5% no vencimento básico dos professores titulares e criação da classe de Professor Associado, um novo patamar na carreira docente, entre as classes de Professor Adjunto e Professor Titular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto do MEC também propõe avanço em direção à paridade entre professores ativos e inativos. Hoje, os aposentados recebem apenas parte da GED: 91 de um total de 140 pontos pagos aos ativos. Pela proposta, os inativos poderão receber uma parcela maior, de 115 pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Câmara, o projeto deverá passar pelas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça. Mas a deputada Fátima Bezerra (PT-RN), relatora do projeto na Comissão de Educação e Cultura, quer acelerar a tramitação da proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta quinta-feira, ela entregou à Mesa Diretora requerimento assinado pelos líderes dos partidos pedindo urgência urgentíssima na apreciação do tema. Se o requerimento for aceito, os pareceres das outras três comissões serão emitidos e examinados em plenário, em processo sumário, o que permitiria a aprovação do projeto no mesmo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apelo - "Fiz um apelo à Mesa para que o projeto entre na pauta o mais rápido possível. Tenho recebido e-mails de professores de todo o Brasil pedindo urgência na votação da proposta, que terá melhorias salariais significativas para os milhares de professores das instituições federais de ensino superior de nosso país", disse a deputada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estima-se que a proposta do MEC alcançará cerca de 75 mil professores, entre ativos e aposentados. O secretário executivo adjunto do MEC, Ronaldo Teixeira da Silva, responsável pelas negociações com os professores durante a greve ocorrida no segundo semestre de 2005, comemorou a decisão da comissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Congresso Nacional mostrou-se sensível à necessidade de melhorar a remuneração dos professores de nossas universidades. O projeto traz benefícios não apenas aos professores, mas ao conjunto da sociedade brasileira", afirmou. &lt;br /&gt; (Fabiano Godoy, da assessoria de comunicação do MEC)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleuserconten
