10 março 2006

255) Uma aposta contra o futuro: salários de professores universitários

Leiam a notícia abaixo, sobre aumento da remuneração dos professores universitários.
Aparentemente, tudo estaria bem, já que eles vão ter aumento e poderão assim trabalhar em paz.
Pois bem: aposto como em menos de um ano os professores universitários das IFES, animados por combativos sindicatos, estarão novamente em greve, reivindicando novos aumentos salariais, com isonomia plena para ativos e inativos.
Querem apostar: Encontro neste mesmo lugar, dentro de um ano: em 10 de março de 2007, portanto, mas antes disse, acredito que em torno de outubro deste ano da graça eleitoral de 2006, já teremos novas agitações nos meios universitários.
E o bizarro da coisa é que a sociedade nem vai estar prestando atenção...


Comissão da Câmara aprova aumento para professores universitários

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, o Projeto de Lei nº 6.368/2005, que muda a estrutura da carreira dos professores das instituições federais de ensino superior


O projeto ainda será apreciado por mais três comissões antes de ir a plenário, e depois seguirá para o Senado. Se aprovado, resultará em ganho salarial médio de 9,45% para os professores. O impacto no orçamento da União será de R$ 650 milhões em 2006 e R$ 730 milhões em 2007.

Entre as mudanças previstas estão um aumento de 50% dos percentuais de titulação (parcela dos salários que corresponde à formação do professor), reajuste da Gratificação de Estímulo à Docência (GED), aumento de 5% no vencimento básico dos professores titulares e criação da classe de Professor Associado, um novo patamar na carreira docente, entre as classes de Professor Adjunto e Professor Titular.

O projeto do MEC também propõe avanço em direção à paridade entre professores ativos e inativos. Hoje, os aposentados recebem apenas parte da GED: 91 de um total de 140 pontos pagos aos ativos. Pela proposta, os inativos poderão receber uma parcela maior, de 115 pontos.

Na Câmara, o projeto deverá passar pelas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça. Mas a deputada Fátima Bezerra (PT-RN), relatora do projeto na Comissão de Educação e Cultura, quer acelerar a tramitação da proposta.

Nesta quinta-feira, ela entregou à Mesa Diretora requerimento assinado pelos líderes dos partidos pedindo urgência urgentíssima na apreciação do tema. Se o requerimento for aceito, os pareceres das outras três comissões serão emitidos e examinados em plenário, em processo sumário, o que permitiria a aprovação do projeto no mesmo dia.

Apelo - "Fiz um apelo à Mesa para que o projeto entre na pauta o mais rápido possível. Tenho recebido e-mails de professores de todo o Brasil pedindo urgência na votação da proposta, que terá melhorias salariais significativas para os milhares de professores das instituições federais de ensino superior de nosso país", disse a deputada.

Estima-se que a proposta do MEC alcançará cerca de 75 mil professores, entre ativos e aposentados. O secretário executivo adjunto do MEC, Ronaldo Teixeira da Silva, responsável pelas negociações com os professores durante a greve ocorrida no segundo semestre de 2005, comemorou a decisão da comissão.

"O Congresso Nacional mostrou-se sensível à necessidade de melhorar a remuneração dos professores de nossas universidades. O projeto traz benefícios não apenas aos professores, mas ao conjunto da sociedade brasileira", afirmou.
(Fabiano Godoy, da assessoria de comunicação do MEC)

2 Comments:

Anonymous Tambosi said...

Não tenha dúvida de que haverá greve. A defasagem salarial é tanta que chega a 130 por cento. A reposição lulática nem se sabe ao certo de quanto será.

Falando francamente, eu lamento ter dedicado a vida à universidade.

sexta-feira, março 10, 2006 9:01:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Estava na Federal Fluminense - como estudante - em 1992. Por causa da greve anterior, estudei de maio a setembro, e depois passei janeiro e fevereiro todo indo às aulas. Não posso me esquecer de um professor que disse: "entrar em greve nada adianta, prejudicamos os alunos, devíamos todos ligar para Brasília e congestionar as linhas telefônicas! (na época não havia celular) Só incomodando vamos conseguir alguma coisa."

Se ele fez, eu não sei. Mas o pior foi ouvir outro senhor alegando que como era "professor de faculdade federal! Eu só saio daqui se eu roubar ou se eu matar!!" aos berros para justificar sua falta de atualização da matéria lecionada, fica a impressão que o diploma federal sai muito caro em termos da qualidade real de aulas... as greves são cíclicas e o conteúdo nunca é reposto... e o país como um todo perde com isso.

sábado, março 11, 2006 2:06:00 AM  

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